Sociedade do Descanço – Empreza de Bertino Barboza de Lima

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A curiosa Sociedade do Descanço – depois pela mudança da grafia: Descanso – de Bertino Barboza de Lima instalou-se em 1860 no Arraial de Nazareth,  um ano depois de um anão índio ser exposto no Hotel Apollo; Bertino fora testemunha ocular das transformações materiais e imateriais ao redor da igreja de Nossa Senhora de Nazareth do Desterro, paróquia correspondente ao 4° distrito da capital, por 61 anos – salvo a possibilidade de alguém tê-la assumido nos últimos anos que não seu notório fundador e diretor –; por ora não encontramos a data de seu falecimento.
Bertino lá já estava quando implementaram o Jardim Mythologico e a Companhia Urbana da Estrada de Ferro Paraense, um defronte ao outro, depois (dos fundos) da ermida, na Estrada da Independência; a Sociedade do Descanço não viu surgir o Pavilhão de Flora, em 1851, mas o de Vesta (1891) há certeza.
O emprezario deve ter tomado sorvetes, ou mandado buscá-los (por criados decentemente vestidos) aos seus assinantes, na A Siberia, quando esta sucursal do Mytologico ocupou uma casa no Largo de Nazareth, em 1871; certamente Bertino assistiu a construção e funcionamento da Fábrica de Cerveja Paraense dentro do terreno do extinto Mythologico.
A Sociedade do Descanço, segundo os periódicos que a cobriram por mais de meio século (até 1921 nas ocorrências da Biblioteca Nacional), não era mero ponto de alugar cadeiras e sofás de distintos modelos, mas um lugar notório do Arraial, ao lado esquerdo da igreja, que utilizava-se do passeio público a ela fronteiro à arrumação do comércio a céu aberto.
Bertino, que n’alguns casos de grandes eventos fora do Arraial transportava seus equipamentos, agregava serviços à Sociedade conforme O Liberal do Pará de 28OUT1870:

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Fonte: recortes de jornais da Hemeroteca Digital Brasileira  Biblioteca Nacional.


Sugestão de leitura:

A Música e o Tempo no Grão-Pará de Vicente Juarimbu Salles; mais especificamente TABLADOS POPULARES, pois neste tópico Vicente trata das festas profanas no Arraial de Nazareth desde o estabelecimento do Círio.


O clichê dos anos 1870 comporá a futura Boutique Virtual da FAU:

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