Paulo Maranhão e o elevador enguiçado da Folha do Norte


A emblemática fotografia do singular jornalista Paulo Maranhão foi publicada na revista Manchete (RJ) antes que este completasse os 94 anos — seu aniversário estaria por vir: 11 de abril — com os quais faleceria em 19 de abril de 1966.
Permanecemos na busca de dados que possibilitem a reconstituição do prédio projetado e construído pelo engenheiro civil Francisco Bolonha inaugurado em junho de 1931.
O texto que surge corrobora, sem ser cabal, com a assertiva de que o elevador (menos tosco) fora adaptado ao prédio depois de pronto e já com a Folha do Norte em funcionamento; todavia a imagem suscita outra dúvida, desta vez diante do cenário onde está Paulo Maranhão em 1965: ao fundo se vê uma folha de janela interiça composta por vidros e persianas mais (aparentemente) uma folha dupla por trás com a função de abafamento do som e supressão da claridade externos; as estantes (contendo a famigerada biblioteca de Paulo?) e a escrivaninha reforçam, objetivamente, que não estamos nem na redação, nem na gerência do jornal.
Essas ponderações provocam dúvidas: estaria Paulo Maranhão em sua casa da Generalíssimo Deodoro (ou da avenida Nazaré), ou no gabinete da residência (último pavimento) onde se improvisava uma academia de ginástica à família com o professor Oswaldo Diniz Magalhães?

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