O cine Rio Branco de Belém do Pará

 

Hipótese de como seria o cinema Rio Branco em Belém do Pará

Em 1912 inaugurava-se na Praça da República (ou Avenida da República) o cinema Rio Branco; uma edificação imprensada (sem janelamentos laterais) entre o Grande Café da Paz e a Maison Française.
A ventilação eliminada pelo total aproveitamento do lote na transversal, ao que nos sugerem a desfocada e a incompleta fotografias investigadas, foi remediada por lanternim: pequeno telhado superposto na cumeeira de outro com aberturas laterais que permitem a passagem de ar e luz naturais.
A solução; mais aplicada em fábricas, oficinas e galpões — como no Instituto Lauro Sodré retratado em 1904 —; também era usada em salas de projeção como mostram as vistas laterais de duas delas em Porto Alegre:

Lanternins RS
Ampliável para melhor percepção

Gif de dois recortes de um documentário da RTP (Rádio e Televisão Portuguesa) que cobriu a visita de Craveiro Lopes ao Brasil em 1957

O gif acima, composto por imagens que subsidiaram o desenho arquitetônico do professor Fernando Marques, também nos mostra uma faixa afixada na fachada do prédio anunciando: “Benarrós & Irmão saúdam Gal. Craveiro Lopes”.
Benarrós & Irmão era uma diversificada firma de Manaus (AM), que, dentre outras representações (e por conta própria), vendia Vespa e Mercedes Bez; sua filial em Belém se localizava na Praça da República, 47 — certamente nova numeração no logradouro substituidora do número 25 original do cinema.

Benarrós & Irmão

As ocorrências verificadas em periódicos do país pela Biblioteca Nacional Digital cessam no ano de 1928, o que nos sugere o fim das atividades do cinematógrafo.
Como dito no início, a imagem é uma hipótese da aparência do cinema Rio Branco; a parte central da platibanda por ora é especulativa.
Novidades sobre o assunto farão esta publicação ser revista.


Referências:
Cinemas de Rua em Porto Alegre.
Filmes, Cinemas e Documentários no fim da Belle Époque no Pará (1911-1914)
Panorâmica de fotos (1913-15).
Cinema Olympia (comparativo à proporção).


Colaboradores: Fernando Marques (Laboratório Virtual) e Igor Pacheco (Fragmentos de Belém).

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