Imagens do átrio e salão de exibição do Olympia na fase atual: acabamentos
Ontem à tarde, por convite do crítico de cinema Marco Antonio Moreira, três editores do Laboratório Virtual visitaram as obras de finalização do Cinema Olympia.
O tour foi completo: percorreu-se todas as dependências do prédio que na origem fora o Café Madrid.
A arquiteta responsável pela obra, Elizabeth Almeida, ciceroneou o pequeno grupo à constatação de que o cronograma segue sua normalidade e a inauguração deve se dar nos primeiros meses de 2027.
O que nos causa espécie, desde a publicação da matéria O OLYMPIA e a rua SILVA SANTOS JUNIOR no início deste ano, é que a requalificação do Olympia é uma ação da Prefeitura Municipal de Belém que desconhece peremptoriamente quem seja o tal Silva Santos que nomeia a rua paralela ao cinema.
Se soubesse que ele morreu como vogal (vereador) do Conselho (Câmara) Municipal de Belém, teve um cortejo fúnebre com as honras do cargo e foi sepultado em catacumba perpétua do mesmo Conselho – hoje sem nenhum vestígio no cemitério de Santa Isabel -; pois é: pintaria pelo menos um JR na placa para diferenciá-lo do pai.
Trata-se de Bento José da Silva Santos Júnior: o idealizador do Olympia e do Grande Hotel (hoje Princesa Louçã) – não é à toa que o nome dele lá está como fronteira entre ambos desde 1915, quando faleceu; dois investimentos vultosos que se chocaram com o debacle no preço do caucho provocando sua bancarrota e penhora de bens.
Um caso emblemático das consequências da Queda da Borracha.
Saiba mais sobre este SILVA SANTOS em: O OLYMPIA e a rua SILVA SANTOS JUNIOR – já velha matéria.






























































