Março: um mês feminino (12)



Imagem-link ao site Lupa Digital da FACOM/UFBA.

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Para não perder o batuque

Imagem ampliável à leitura.

Texto e imagens de época retirados de A ARTE DO FAZER: o artista Ruy Meira e as artes plásticas no Pará dos anos 1940 a 1980; por MARIA ANGÉLICA ALMEIDA DE MEIRA.

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Helena, Angelita, Maria. Elas romperam as barreiras na Engenharia contra as mulheres; por Oswaldo Coimbra

Certamente, algo nada épico como o grito do Ipiranga pintado por Pedro Américo aconteceu no dia 3 de fevereiro de 1940, em Belém. No entanto, naquele dia, uma ação individual, como a de dom Pedro, no quadro do pintor, pareceu mover a História: a ação discreta e singela de matrícula de uma aluna numa escola. Olhada, agora, com o distanciamento de 69 anos, aquela ação mostra, claramente, sua força na derrubada de uma barreira que desde a fundação de Belém, em 1616, afastara as mulheres da História dos Construtores da Amazônia por 324 anos.
Havia, sem dúvida, uma atitude de ousadia, na decisão daquela jovem de 18 anos de idade, chamada Helena Chermont Roffé de, naquele dia, se matricular na Escola de Engenharia do Pará-EEP, mesmo que ela não pudesse dimensionar o alcance do seu ato. Nenhuma mulher havia entrado na já, então, longa História do Ensino de Engenharia na Amazônia. Nos anos de 1600 e 1700, apenas rapazes estudaram Engenharia nas chamadas Aulas Militares. Quando jovens paraenses foram enviados pelo Governo do estado para cursar faculdade de Engenharia Civil, na Europa, nos anos de 1800, não havia uma única estudante entre eles. Tampouco havia quando, ainda naquele século, jovens ricos do Pará conseguiram vagas no Instituto Politécnico do Rio de Janeiro.
Se não podia ter uma visão histórica, Helena, de qualquer forma, tinha consciência de que todas as turmas da EEP permaneciam exclusivamente masculinas, desde a criação da escola, nove anos antes, porque os jornais divulgavam as aprovações de candidatos às suas vagas.
Mesmo consciente disto, Helena nem de longe chegou à EEP com a aparência dura das caricaturas das feministas militantes dos anos de 1970. Seus olhos e cabelos eram castanhos, como mostra sua foto na carteira de identidade entregue por ela à secretaria da escola. Ela era, sem dúvida, uma jovem bonita, cuja letra na assinatura daquele documento é redonda, pequena, feminina. Em outro documento igualmente entregue à EEP, seu histórico escolar emitido pelo Ginásio Parense, podem ser notadas outras características suas. Nele, há uma única nota mediana: 64, em Matemática. Em compensação, Helena obteve, naquele ginásio, 82 em História Natural, 86 em Geofísica, 90 em Física, 92 em Química, 99 em Psicologia e Lógica, e, 100 em Sociologia e em Desenho. Era, portanto, inteligente e dedicada aos estudos.
Estas duas características, Helena iria manter ao longo dos cinco anos nos quais permaneceu como a primeira aluna a se matricular numa Escola de Engenharia do Pará. Quando já estava formada engenheira – a primeira no Pará -, ela podia exibir no seu currículo acadêmico – em meio a uma única nota 6 (em Resistência de Materiais), e a duas notas 7 (em Hidráulica e Estabilidade das Construções) -, oito notas 8, dez notas 9, e, quatro notas 10 (em Cálculo Infinitesimal, Geometria Analítica, Física, e, Portos de Mar, Rios e Canais).
Entre os estudantes da EEP, Helena foi a única mulher, durante dois anos. Só passou a ter cumplicidade feminina em 1942, quando uma outra jovem teve uma ousadia semelhante a dela. Chamava-se Angelita Ferreira da Silva. Hoje, a irmã de Angelita, Maria Sylvia Nunes, a descreve assim: uma pessoa dotada de personalidade forte, sempre atraída pela Matemática. “Angelita não encontrou nenhuma dificuldade dentro de nossa família para cursar Engenharia Civil”, revela Maria Sylvia. Além de engenheira, Angelita tornou-se uma personalidade conhecida do movimento teatral paraense, como a própria Maria Sylvia, cujo nome foi dado ao teatro da Estação das Docas.
Faltava apenas um ano para Helena se formar (e três, para Angelita), quando surgiu a terceira aluna da EEP: Maria Nilza e Silva. Ex-aluna brilhante do Colégio Moderno, na EEP, Maria Nilza se tornou uma eficiente monitora das aulas de Física, ministradas pelo professor Djalma Montenegro. Chegou a dar aulas de reforço para seus colegas em dificuldades naquela disciplina.
Helena, Angelita e Maria Nilza já faleceram. Em 1957, a EEP foi incorporada à UFPA e se desdobrou em 11 cursos de Engenharia. Mas o efeito da coragem delas aparece, atualmente, nos dados de matrículas da UFPA. Em todos os cursos de Engenharia da instituição, a presença feminina passou a ser constante e crescente. Em 2008, por exemplo, havia 44 alunas na faculdade de Engenharia Elétrica, 28 na de Engenharia Mecânica, 37 na de Engenharia Sanitária e Ambiental, e, 111 na de Engenharia Química. Na faculdade que se manteve mais próxima daquela cursada pelas três primeiras engenheiras do estado, a de Engenharia Civil, havia 154 alunas, naquele ano.

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Março: um mês feminino (11)

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Divulgação/convite à FAU


Material enviado pela professora Elcione Lobato, uma das organizadoras do evento.

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ITEC em gênero e números

O professor e escritor Oswaldo Coimbra (foto) solicitou à PROEG – Pró-reitoria de Ensino de Graduação da UFPA – um levantamento, por gênero, do efetivo matriculado em 2011 no Instituto de Tecnologia.
Tal informação tem absoluta pertinência para quem há muito lida com o farto material acumulado sobre a origem do ITEC: a Escola de Engenharia do Pará, local em que a figura masculina, por décadas,  deu as cartas.
O relatório do SIE – Sistema de Informação para o Ensino – demonstra que as mulheres são maioria nos cursos de Engenharia de Alimentos, Arquitetura e Urbanismo  e Engenharia Sanitária e Ambiental; nos demais o número de homens ainda é superior, principalmente no curso de Engenharia Mecânica, onde a razão é próxima dos 10 (dez) alunos para 1 (uma) aluna.
Coimbra acredita que o simples fato de haver um núcleo feminino na Mecânica, por menor que se apresente, é positivo, pois sinaliza para o crescimento da demanda, já que em números absolutos a UFPA tem mais estudantes mulheres.
Em tempos idos era raríssimo encontrar uma aluna de engenharia e muitas turmas se formaram como verdadeiros Clubes do Bolinha.
Há um causo que ilustra o assunto: a engenheira civil e escritora Stella Pessôa, colaboradora do BF, que formou-se no ano de 1972 – vindo de um vestibular com 100 vagas onde três mulheres passaram e apenas duas obtiveram o grau acadêmico -, foi à comemoração dos 30 anos de sua turma, em 2002, desacompanhada como rezava no convite; era a única mulher da festa, já que a “Soninha, a outra, mora em São Paulo e quase nunca comparece”, tendo que pagar a prenda: dançar com toda a “macharada”.
Passados 40 anos a procura feminina pela Civil cresceu quase dez vezes e hoje aproxima-se da terça parte do contingente do curso.

Eis os dados do SIE:

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“O que dizem as Estatísticas do IBGE sobre a MULHER?”


Imagem-link ao site do IBGE.

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IBGE: mulheres no poder ao redor do mundo


Clique sobre a imagem para ver a animação do IBGE com hiperlinks.

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Março: um mês feminino (10)

 
Imagem-link ao site Balearsculturaltour.

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Março: um mês feminino (9)


Imagem-link ao site do Centro Cultural Brasil-Alemanha.

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Março: um mês feminino (8)


Imagem-link ao site slideshare.

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Março: um mês feminino (7)


Imagem-link ao site Grupo de Estudos e Pesquisas Eneida de Moraes.

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Março: um mês feminino (6)


Imagem-link ao site Frida Kahlo Corporation.

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Março: um mês feminino (5)


Imagem-link à biografia de Lygia Pape no site Itaú Cultural.

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Março: um mês feminino (4)


Imagem-link ao sítio do Instituto Bardi.

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Março: um mês feminino (3)


 Imagem-link à página oficial de Chiquinha Gonzaga.

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Março: um mês feminino (2)


Imagem-link à página do Laboratório de Química do Estado Sólido da UNICAMP.

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Blog da FAU atinge a metade do espaço gratuito no WordPress


O Blog da FAU (BF), em atividade desde o dia 30 de maio de 2010, chegou à metade do espaço que o site WordPress libera para a criação e manutenção de blogs gratuitos na WEB: 3GB.
De caráter informal, sem apoio institucional ou receitas advindas de propagandas, o BF conta com a participação voluntária de professores, funcionários e alunos da FAU; além, claro, de colaboradores externos: da própria UFPA e da sociedade paraense (extensiva à global).
A temática de postagens, aberta, intenciona propiciar a ampla interação da Faculdade com os internautas  de todas as tribros, acadêmicas ou não.
Agradecemos a audiência dos mais de 92 mil acessos aos 1.208 posts contabilizados nesses 21 meses de trabalho ininterrupto.

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Março: um mês feminino


Doutora Rita Lobato Velho Lopes (1867-1960).

Decreto imperial possibilitou a diplomação da primeira médica no Brasil
“Atualmente, as mulheres não encontram nenhuma dificuldade no acesso aos cursos superiores e à universidade, mas nem sempre foi assim”. A afirmação é de Maria Regina da Cunha Rodrigues Simões de Paula, professora de pós-graduação em História Social da USP que pesquisou sobre a vida profissional da primeira mulher diplomada no Brasil, a médica Rita Lobato Velho Lopes (1867-1960). “Com o impedimento existente na época, ela só pôde iniciar seus estudos depois da promulgação de um decreto-lei rubricado pelo próprio imperador D. Pedro II”, conta a professora, ressaltando que a discriminação contra a mulher universitária continuou a existir no meio acadêmico até pouco tempo.
Maria Regina interessou-se pela história depois de analisar uma cópia do diploma de Rita Lobato Velho Lopes publicada no livro Memorial da Medicina, editado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, em 1963. A partir do texto do documento, datado de 11 de dezembro de 1887, no qual pode-se ler “para que possa exercer a respectiva profissão com todas as prerrogativas concedidas pelas Leis do Império”, ela estudou a legislação anterior até chegar ao decreto-Lei nº 7247, de 19 de abril de 1879, proposto pelo Conselheiro Leôncio de Carvalho e rubricado pelo imperador, que abria inscrições às mulheres. “É um decreto revolucionário, de alcance social”, diz.
Procurando bibliografia sobre o assunto, a pesquisadora cruzou documentos e referências em obras temáticas que a fizeram conhecer a história da médica. Ela nasceu em São Pedro do Rio Grande, na então província do Rio Grande do Sul, em 1867, filha de um casal de estrangeiros. “Curiosamente, no pergaminho da Carta Doutoral não há referência ao nome da mãe, Dona Carolina, que é lembrada com ênfase na dedicatória da tese doutoral, arquivada no Museu de Medicina da Bahia”, relata Maria Regina, dizendo que foi graças ao pedido feito por ela ao marido pouco antes de morrer que a jovem Rita realizou seus estudos acadêmicos. Cumprindo sua promessa, o pai, Francisco Lobato, se desfez de seus negócios e acompanhou a filha até o Rio de Janeiro, onde ela cursou o primeiro ano de faculdade, e depois a Salvador, onde foi a única a concluir o curso, quatro anos depois. “Todos os dias ele a acompanhava até a faculdade, protegendo-a e prestigiando-a”, conta a pesquisadora.
De acordo com Maria Regina, mesmo sendo muito requisitada pela sociedade baiana durante os anos de estudo, Rita Lobato só se casou com seu namorado de infância, comerciante em Rio Pardo, depois de voltar para o Rio Grande do Sul. Especialista em ginecologia e pediatria, ela passou a clinicar em casa e nos arredores da cidade, atendendo a população mais carente, assim como no hospital, onde teria sofrido muita discriminação por parte dos outros médicos. Com a abertura dos votos para as mulheres, Rita ingressou na carreira política, tornando-se vereadora em Rio Pardo. Morreu em Porto Alegre em 1960, aos 93 anos.
Concluída a pesquisa, Maria Regina elaborou uma matéria na área de História da Ciência que resultou em convite para participar de um simpósio interdisciplinar de História da Ciência, na XXXIX Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 1987, em Salvador. O resumo da comunicação está publicado nos anais da SBPC, enfatizando o primeiro centenário da diplomação da primeira médica brasileira. “No debate que seguiu a comunicação, fui informada de histórias de mulheres que se formaram em Medicina no exterior, mas afirmei que meu interesse era lembrar a primeira médica diplomada e profissional no Brasil e não rastrear outras diplomadas no exterior”, diz a pesquisadora.

Fonte: Agência USP de Notícias.

Leia também a Biografia de Maria Augusta Generosa Estrela (PDF), primeira brasileira a graduar-se em medicina; neste caso no exterior com bolsa instituída (também) por decreto imperial, no New York Medical College and Hospital for Women.

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Divulgação/convite à FAU


PROGRAMAÇÃO MOD 04 (PDF).

FICHA DE INSCRIÇÃO MOD 04 – MODELO (PDF).

 Material enviado pelo professor Irving Montanar Franco.

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