Ainda sobre PROIBIÇÃO FOTOGRÁFICA na ARTHUR VIANNA

O Blog da FAU manifestou-se contrário à atitude do Setor de Obras Raras da Biblioteca Pública Arthur Vianna em proibir o uso de aparelhos eletrônicos para capturar imagens de material gráfico sob sua vigilância e defesa.
Esse interdito surgiu atrelado à oferta de um serviço de digitalização pela própria Biblioteca mediante pagamento de R$2,00 a lauda e aguardo de mais ou menos 10 dias à entrega da mídia.
O equipamento utilizado para executar a tarefa é um escâner comum de formato A-4 que restringe a reprodução de obras maiores — sem considerar os eventuais danos que a lâmpada possa causar.
Imagens constituem um caso mais complexo, pois se usado o recurso do “janelamento” pela limitação da superfície do vidro do escâner, as junções serão prejudiciais ao resultado que é de suma importância a diversos ramos do conhecimento humano: arquitetura, urbanismo, artes plásticas, comunicação social, arqueologia, geologia, geografia, medicina, odontologia, etc.
As obras raras estão à disposição do público e podem ser consultadas durante o período de funcionamento da Biblioteca, contudo, fotografá-las é ABSOLUTAMENTE PROIBIDO.
Há liberação para copiar uma encadernação inteira utilizando lápis ou caneta, mas é vedado o uso de equipamentos que possibilitem a imediata digitalização, como câmeras fotográficas e aparelhos celulares — esses últimos com recursos para transmitir tais informações e estabelecer a comunicação entre membros de uma equipe de pesquisa.
Entendemos que a atitude da Arthur Vianna dificulta a difusão e a circulação de dados pertinentes à HISTÓRIA e CULTURA paraenses; configurando-se, portanto, como um retrocesso à inserção digital apregoada pelo próprio governo do Estado do Pará que ali instalou um INFOCENTRO a ser usado por pessoas desprovidas de computadores e conexão à Rede Mundial de Computadores.
Se visitado o site da Biblioteca Pública Arthur Vianna observaremos que não há nenhuma publicação virtual disponível ao público: nem livros, nem relatórios, nem ilustrações, nem mapas, nada.
Também não há sinalização a projetos que possam minimizar esse déficit com a sociedade.
Não nos causaria a estranheza que ora provoca se a Biblioteca Pública Arthur Vianna possuísse um equipamento confiável que gerasse um produto digital de qualidade inquestionável em tempo exíguo; contudo, como serviço opcional, jamais compulsório.
O usuário pagaria pelo produto oferecido pela Biblioteca se assim o quisesse, de modo voluntário, disponibilizando-o à página da mesma como doação contratual; caso contrário, que tenha ele liberdade de uso do seu próprio equipamento, pelo qual já foram subtraídos impostos que mantém o Estado.
Se algo já passou por digitalização certificada não há motivos para fazê-lo novamente, portanto, caberia o mecenato sigiloso ou divulgável, tanto a pessoas físicas como jurídicas.
Não há como enxergar malefícios no uso de celulares ou máquinas fotográficas sem flash às obras raras; se for pela manipulação das mesmas no momento do clique, que se pense um suporte adequado em local iluminado às vistas dos funcionários da Biblioteca Pública Arthur Vianna.
No frigir dos ovos o que se percebe é que a Biblioteca Pública Arthur Vianna está atrapalhada diante da globalização do conhecimento, sem condições tecnológicas de bem alimentar a World Wide Web com as joias que guarda; uma miopia política dos temporários mandatários.

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