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Belém Fotografia Fotografia antiga

Arsenal de Marinha de Belém; por José Tomás Sabino


Imagem ampliável.

Fonte: Fundação Bibiloteca Nacional.
Parceria: Fragmentos de Belém.

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“Sabino, José Tomás (18– – ca.1881)
Outros Nomes: José Thomaz Sabino, José Tomás Sabino
Biografia
José Tomás Sabino (s.l. 18– – s.l. ca.1881). Fotógrafo. É um dos mais destacados retratistas de seu tempo na Região Amazônica, tendo mantido estúdio na Rua Formosa, 15, em Belém, entre 1872 e 1893. Tem seu talento reconhecido pelo Imperador Pedro II que lhe outorga o título de Photographo da Casa Imperial, a 13 de agosto de 1873. É um dos poucos fotógrafos brasileiros oitocentistas a expor seu trabalho no exterior, tendo participado da Exposição Universal da Filadélfia, comemorativa do centenário da independência dos Estados Unidos, em 1876, e da Exposição Universal de Paris, em 1889. Participa também da 4ª Exposição Nacional, realizada no Rio de Janeiro, em 1875. Seu trabalho está conservado nas coleções da Biblioteca Nacional e do Arquivo Nacional, na cidade do Rio de Janeiro.
Nascimento/Morte
séc. XIX – s.l.
ca.1881 – s.l.
Cronologia
Fotógrafo
1872/1893 – Belém PA – Possui estúdio na Rua Formosa, 15
1872/1893 – Belém PA – Publica anúncio na edição de 4 de julho de 1872 do Jornal do Pará
da inauguração, no dia 24 do mesmo mês, de seu ´lindo estabellecimento photographico´
1873 – É agraciado com o título Fotógrafo da Casa Imperial
1873 – Belém PA – Seu nome aparece pela primeira vez no Almanach Administrativo,
Mercantil e Noticioso da Província do Pará
Acervos
Arquivo Nacional – Rio de Janeiro RJ
Biblioteca Nacional – Rio de Janeiro RJ
Fontes de Pesquisa
FERREZ, Gilberto, A fotografia no Brasil, 1840-1900, Fundação Nacional de Arte &
Fundação Nacional Pró-Memória, Rio de Janeiro, 1985
KOSSOY, Boris, Origens e expansão da fotografia no Brasil. Século XIX, Fundação
Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais Nacional de Arte, Rio de Janeiro, 1980
TURAZZI, Maria Inez, Poses e trejeitos. A fotografia e as exposições na era do espetáculo
(1839-1889), Fundação Nacional de Arte & Rocco, Rio de Janeiro, 1995
VASQUEZ, Pedro, Dom Pedro II e a fotografia no Brasil, Editora Index, Rio de Janeiro,
1985
Exposições Coletivas
1875 – Rio de Janeiro RJ – 4ª Exposição Nacional
1876 – Filadélfia (Estados Unidos) – Exposição Universal da Filadélfia, comemorativa do
centenário da independência dos Estados Unidos
Exposições Póstumas
1889 – Paris (França) – Exposição Universal de Paris
Textos críticos
“Dois anos depois [em 1873] surge, pela primeira vez [na imprensa de Belém], o nome de
José Tomás Sabino, que no ano seguinte é distinguido com o título de Fotógrafo da Casa
Imperial, estabelecido na Rua Formosa, 15. Apresentou seus trabalhos na Exposição de
Filadélfia em 1876, na Exposição Universal de Paris em 1889 e na World´s Columbian
Exposition de 1893″.
FERREZ, Gilberto, A fotografia no Brasil, 1840-1900, Fundação Nacional de Arte & Fundação Nacional Pró-Memória, Rio de Janeiro, 1985, p. 167.
“Em 4 de junho de 1872, é a vez de José Tomás Sabino decantar [no ´Jornal do Pará´] as
virtudes de seu ´lindo estabellecimento photographico… (de onde não sairão trabalhos
imperfeitos nem fregueses descontentes´. A promessa não foi vã e, em 1874, Sabino tinha a
qualidade de seu trabalho recompensada com o título de Fotógrafo da Casa Imperial,
destacando-se a seguir em diversas exposições internacionais”.
VASQUEZ, Pedro, Dom Pedro II e a fotografia no Brasil, Editora Index, Rio de Janeiro, 1985, p. 25.” (Itaú Cultural)

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Belém Fotografia Fotografia antiga

Belém 1889; por Paulo E. Meyer



Fontes: WIKIMEDIA COMMONS e WIKIPEDIA.

(Estamos pesquisando, na Internet, referências sobre o fotografo Paulo E. Meyer.)

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Belém Fotografia Fotografia antiga

Belém 1867; por Filipe Augusto Fidanza

Fontes: WIKIMEDIA COMMONS e Fundação Biblioteca Nacional.
Parceria: Fragmentos de Belém.

Recorte de PAISAGENS URBANAS: FOTOGRAFIA E MODERNIDADE NA CIDADE DE BELÉM (1846-1908) de autoria de ROSA CLAUDIA CERQUEIRA PEREIRA (2006).

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Arquitetura Belém Restauração

Revista de História.com.br

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Artes Plásticas

Dina Oliveira; um registro tardio do BF


Às vezes coisas inúteis se sobrepõem às que valem; foi o que ocorreu com o catálogo da amiga e professora Dina Oliveira que o enviou à Faculdade, mas se misturou à burocracia quantitativa acumulada no pequeno escaninho.
“Sulla Pianura: Verde, Caldo, Umido” foi a exposição que Dina fez na Academia de Belas Artes de Bolonha, na Itália, com curadoria de Beatrice Buscaroli, assim registrada pelo jornal O Liberal em 28 de abril de 2012:

Na planície, os traços de Dina Oliveira
Telúrica
A artista plástica paraense expõe seus trabalhos na cidade italiana de Bolonha
Academia de Belas Artes de Bolonha convida artista plástica paraense para fazer exposição de pintura individual na Itália. “Sulla Pianura…” que significa “Na Planície” fica em exposição do dia
4 a 31 de maio.
“Dina Oliveira é uma artista de visão ampla, de horizontes ilimitados, de gesto largo e generoso. Explora territórios desconhecidos, sensações e atmosferas: mergulha na terra, como no interior do corpo, na mente como no inconsciente, na floresta pluvial”, declara a crítica de arte Beatrice Buscaioli sobre o trabalho da artista
plástica paraense.
Beatrice escreveu o texto “O Sonho Amazônico de Dina Oliveira” para o catálogo da obra “Sulla Pianura… verde, caldo, umido”, que estará em exposição na Academia de Belas Artes de Bolonha, na Itália, do dia 04 a 31 de maio. Mais uma vez, Dina Oliveira representará o Estado fora do país. O convite para expor veio do próprio diretor da instituição, Mauro Mazzali, que escolheu a sala de Aula Magna da Academia como
local para a mostra.
Com várias experiências internacionais, essa será a primeira vez que Dina faz uma exposição em terras italianas. “Fiquei muito feliz de ter recebido o convite. Mas é um desafio. Afinal, esta instituição é a mais antiga do mundo e de altíssima relevância. Estamos na expectativa!”, declara a artista, que embarca no próximo dia 1º para a cidade de Bolonha. A exposição é resultado de um intercâmbio cultural com a Casa Rosada e tem patrocínio da Alubar.
PLANURA
Com o título e subtítulo “Sulla Pianura… verde, caldo, umido”, que significa em português “Na Planície… verde, quente, úmida”, a exposição reúne 18 telas inéditas de pintura acrílica, produzidas no ateliê da artista na capital paraense. As obras já estão na Itália e ganharam um texto profundo e analítico da crítica de arte Beatrice Buscaioli. “Desmesuradas formas pictóricas que se deixam ser conduzidas dentro, se multiplicam sobrepondo-se, deslizando umas sobre as outras, num fluxo contínuo de referências pessoais e artísticas. Isso da artista brasileira é um sonho Amazônico, uma homenagem à água, à elegância, à massa que acompanha e transporta em outro lugar. Um sonho de natureza lenta, de consciência realística quase invencível, assim como são as grandes extensões de água do seu horizonte memorial e pessoal”, descreve a crítica.
Buscaioli continua a crítica chamando a atenção para os títulos das telas. “E é um sonho Amazônico de cores, de matéria, de traçados submersos que emergem, uma espécie de meada iluminada que desliza: os títulos das obras, em vez de transportar-nos para fora do contexto, fazem precipitar no seu interno, “Corpo”, “Úmido”, “Quente”, “Limite azul”, são só alguns passos através da natureza onipotente daquele lugar, enobrecido por um traço pictórico intenso e introspectivo”.
Dina disse que a crítica conseguiu escrever o que ela talvez só consiga demonstrar através de seu trabalho. “Trabalho em um estado distante, no meio da Amazônia. Apesar de ter referência técnica, o trabalho reflete muito esse ambiente”, diz a artista. Por enquanto, apenas os italianos e os turistas que passarem por Bolonha poderão apreciar a exposição.
Sobre a artista – Pintora e desenhista, formada em arquitetura pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e mestre em estruturas ambientais urbanas pela FAU/USP, Dina Oliveira já realizou exposições no Brasil e Exterior, como “Artistas de L’Amazonie”, Museu do Homem, Paris, em 1977; “Art in Paradise”, The Anglo American Scholl of Florida, Miami, em 1992; e “The Brazilian Art Exhibition”, Galeria do Grand Hyatt, Hong-Kong, em 1995; para citar algumas. Em 1968, recebeu o Prêmio Caju de Prata no 1º Simpósio da Juventude Amazônica. Participou ao longo da década de 1980, de salões em diversas cidades brasileiras, sendo premiada no 38º, 40º e 43º no Salão Paranaense (Curitiba, 1981, 1983, 1986); no 35º e 36º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco (Recife, 1982 e 1983); Em 1986, recebeu o Prêmio Revelação concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA, pela exposição individual realizada na Galeria Paulo Prado, São Paulo.

Antes tarde do que nunca! Desculpe-nos Dina Maria!

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Belém Fotografia Fotografia antiga

Belém do Pará; por Filipe Augusto Fidanza (Bibiloteca Nacional Digital)














Fonte: Fundação Biblioteca Nacional.
Parceria: Fragmentos de Belém.

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“Fidanza, Felipe Augusto (ca.1847 – 1903)
Críticas
‘Felipe Augusto Fidanza foi para Belém o que Malta foi para o Rio de Janeiro e Gaensly para São Paulo: o perfeito cronista visual da modernização da cidade. Com efeito, quando ele começou a fotografar, em 1867, a cidade foi descrita como um local no qual não existia ‘nenhum monumento notável: as ruas são irregulares, as casas, em geral, são construídas de pedra, mas não oferecem nenhum ornamento de arquitetura; e, ainda que sejam, na maior parte, cômodas e asseadas, há apenas poucos anos ainda algumas delas não tinham vidraças’. Porém, durante seus quase quarenta anos de profissão, Fidanza assistiu o Ciclo da Borracha transformar aquela modesta cidade de modelo colonial português numa metrópole de pujança invejável. (…) Tudo isso registrou Fidanza, com olhar sensível e técnica segura, que fizeram dele o fotógrafo preferido por sucessivas administrações municipais. Todas ilustravam invariavelmente os relatórios de suas gestões com fotografias de sua autoria’.
Pedro Vasquez
Vasquez, Pedro. Mestres da fotografia no Brasil: Coleção Gilberto Ferrez. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.” (Itaú Cultural)