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Belém Fotografia Fotografia antiga

Do Fragmentos de Belém para comparação de fotos


Interessante comparar o local 8 anos antes (1957):


Contudo, parece que houve uma falha na datação do Fragmentos de Belém (ou do Lúcio Flávio Pinto), pois se observarmos um detalhe da fotografia tirada por Antonio Rocha Penteado no mesmo ano de 1965, a configuração da esquina seria outra: um edifício de três pavimentos com sacadas; e a placa, em vez de escrito FILIAL DA FÁBRICA PALMEIRA, diz: FÁBRICA PALMEIRA FILIAL:

E mais uma foto de Dimitri Kessel do Ver-o-peso em 1957, mostrando a mesma esquina:


Que hoje é a virtualidade e virtuosidade de uma rua no pretérito mais-que-perfeito, que enriquecera:

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Arquitetura e Urbanismo

EREA PARÁ 2013: o primeiro vídeo dos meninos


FAU
“O I Encontro Regional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo – I EREA Norte – acontecerá no primeiro semestre do próximo ano e tem como temática principal “Por quê? Pra que? Pra quem?”. A ideia pode parecer confusa e na verdade é. Porém, essas são perguntas que passam pela cabeça de todo estudante de arquitetura, principalmente quando calouros, durante os cinco anos (ou mais) de curso. Na verdade, é possível encontrar profissionais da área que não sabem responder com exatidão as questões feitas.
A ideia principal do EREA Pará é fazer com que cada estudante possa refletir e encontrar uma resposta pra cada uma dessas perguntas. Lógico que será impossível encontrar uma resposta geral para usar como objetivo do encontro, tendo em vista que cada indivíduo pode obter uma resposta própria, de acordo com o seu ponto de vista. Para isso, acontecerão atividades como oficinas, palestras, mesas e vivências para ajudar a deixar as coisas mais claras dentro das mentes tão calejadas pelas noites em claro dos estudantes de arquitetura. Além disso, a troca de experiências com estudantes vindos de diversas partes do Brasil serve de aditivo para o objetivo.
Mesmo sendo algo fora de nossa cultura como estudantes em Belém, o EREA serve para dar uma nova cara ao contexto estudantil existente. Contamos com todos para a construção e o sucesso do Encontro.” (Texto enviado por Francismo Willame da Diretoria de Comunicação do EREA PARÁ 2013)

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Arquitetura Estatísticas do Blog da FAU

“Quando a curica pega vento… foudeu!” (SIC)


Esta postagem poderia ter o título Devagar, Se Vai Ao Longe, utilizado pelo Jô Bassalo para identificar uma palestra sua apoiada pelo texto homônimo, linkado — foi uma homenagem à sabedoria de dona Celina, avó dele, que bem transmitiu essa doutrina.
Mas…vamos mesmo de curica, até porque esse “brinquedo”, que estabelecia a primeira relação do pirralho de rua com o vento, era barato, fazia-se com papel pautado de caderno ou de embrulhar pão; sua estrutura era por torcedura nas extremidades, onde, na inferior, se engatava o rabo, também de papel; não tinha as talas da vassoura de piaçava que transpassavam a cangula, em cruz, essa já era para os moleques; nem linha encerada, empinava-se com linha branca, dita podre, de costura.
O adágio, que às vezes usa o termo cangula (do tipo papagaio¹), tem a significação do quase impossível, mas, quando acontece, é algo extraordinário e estarrecedor.
Imaginem um monte de marmanjos no ritual imprescindível para empinar papagaio: primeiro a engenharia do esqueleto de tala de miriti amarrada por linha, depois a arte da colação do papel de seda que liso era pobre, tinha que ter desenho geométrico; o rabo, com tiras de trapos leves, era meticulosamente medido para não “rabear”, alguns botavam lâmina de barbear na ponta para ajudar no “corte”; o melhor cerol que se aplicava à linha, esticada entre varas, ou postes, levava a cola preta de sapateiro comprada no Mercado de São Brás, essa, ia ao fogo em banho maria para derreter e aglutinar o vidro moído de lâmpadas fluorescentes lavadas, para retirar o pó, e enroladas em pano para serem trituradas por porradas de paralelepípedo furtado das ruas de “lá em baixo”. Em suma: era uma verdadeira “conferência científica”, melhor e mais produtiva que um semestre inteiro de aulas, aturando aquelas professoras gordas, feias e chatas, com palmo e meio de anágua aparecendo sem encobrir as varizes (e não tinham quarenta anos).
Isso tudo começava quando o sol nascia e só lá pelas 09 ou 10 horas o céu ficava colorido e movimentado, depois começava a pufia² e os característicos berros que soavam como narração de rádio: “dá cabeça…dá cabeça!”, “pendura…pendura!”, “descai…descai!” (ou “dá linha…dá linha”),  “dá força…dá força!”, “cabeça de novo…cabeçaaaaaa!”, “pendura e pega pelo gasgo…pelo gaaaaaaasgo!”, “tá penso…tá penso”, “vai rabear…vai rabear”…”entrou no laço”…CA…RA… , …LHO…”AUUUVAAAI!!!” (lá vai!) e a galera espantada soltava, depois do fim: “ÉÉÉGUUUÁ: CORTOU E AROU!” (cordou e aparou). (ou… , …”CHINOU!!!”, se se perdesse no ar em um  ballet glamouroso, até se encontrar com as “lanças” dos caçadores ou se engatar eu algum lugar que, vez por outra, o bode tirava.)
Agora expliquem: como um fedelho remelento poderia fazer tudo isso com uma reles curica?
Além do fabuloso, pelo entendimento e controle do malandro vento!

1. Papagaio era o genérico ao papagaio mesmo, dito borboleta, entre outros nomes, tinha farta horizontalidade e rabo curto de trapo mais grosso; à rabióla, um quadrado somado a um triângulo invertido na base que sustentava um rabo bem comprido, seu lastro; e à cangula de armação e papel de seda como os dois primeiros, só que no formato losangular e o rabo, também de retalhos de trapo,  tinha uma média entre os deles (o do papagaio e o da rabióla). Essas características formais é que davam a aerodinâmica capaz de propiciar a melhor performance em algum tipo de manobra, por exempo: o papagaio, que pegava mais força, era propício ao “pendura”, para pegar o gasgo, junto ao peitoral, onde a linha é branca (sem cerol); a rabióla mais pesada servia bem ao “descai” para defesa do “pendura” do papagaio, e fazia  o corte na mão do adversário, o que significava que ele, além de perder o papagaio, ficaria sem a linha; já a cangula era um diabinho doido (por isso é também usada no dito popular), um fusquinha, servia pra tudo e mais alguma coisa, desde que o marmanjo fosse muito safo, proibitiva aos arus, aos bundões e aos matadores de linha.
2. Pufia fazia parte do palavratório da garotada, vinha do nosso verbo (que parece não dicionarizado) apofiar, o mesmo que disputar, ver quem é o melhor.

Bem…o Blog da FAU fez dois anos no dia 30 de maio passado, com o relatório do mês (de 31 dias) aferido hoje, 1º de junho, início de um mês belíssimo que tinha pipas, fogueiras e balões; coisas que o politicamente correto encerrou.

Segue o relatório com a mais profunda gratidão aos nossos colaboradores e aos internautas:

PS.: O Blog da FAU permanece na parte free do WordPress.