Passagem Mac Dowell — 125 anos da benção

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Acima, em imagens do Google, vê-se a Passagem Mac Dowell: as esquinas da Brás de Aguiar, sua marcação na aerofoto e os cantos projetados à avenida Gentil Bitencourt.

A Passagem Mac Dowell completou, em 1º de janeiro último, 125 anos do lançamento de sua pedra fundamental, ocorrido após a benção ecclesiastica às 07:30 daquela manhã.
Foi o Diário de Notícias (de 30-DEZ-1890) que publicou o convite ao publico em geral especialmente a classe operaria para assistirem a esse acto; tal chamada foi assinada pela directoria da Companhia Constructora Paraense, idealizadora da Villa (Operária) Mac Dowell.
A Companhia Constructora Paraense surgira na segunda metade do ano 1890, teve começo sua liquidação em Fevereiro de 1894 e pôs-se em leilão por intermédio da Villa Operária em 7 de maio de 1896 — a Villa Mac Dowell tornar-se-ia  ACTIVO e PASSIVO da AMAZONIA Companhia de  Seguros Terrestres e Marítimos, segundo seu balancete de 31 de março de 1897.
A Comissão Liquidante da Companhia Constructora Paraense colocou em leilão a Villa Mac Dowell com 42 casas maisterreno contíguo que transpassava a quadra no feitio da Villa, mas não sabemos exatamente o que arrematou a Amazonia.

Teríamos aí um fato banal, com investimento de rendimento seguro e accertado para os srs. capitalistas, no tempo do glamour do Jockey Club Paraense com o seu rentoso Hipódromo na Estrada de São João, entretanto, há de se atentar para os sócios da Companhia Constructora Paraense:
Samuel Wallace Mac Dowell;
José Duarte Rodrigues Bentes;
José Marques Braga;
Antonio José de Lemos;
e, Felippe Augusto de Carvalho.

Antonio José de Lemos possuiu, junto com quatro sócios, uma construtora que amealhara, em quatro anos de atividades: Uma villa de casas no coração da cidade; Terrenos no Jupatituba, em aquisição; Terrenos valiosos no Paul d’Agua; Terrenos agricolas no Castanhal; entretanto: fora liquidada, em 1896, sem prejuízos ou justificativas plausíveis desses accionistas pobretões (ironia de Armando, Gentio).
Independentemente das questões politico-financeiras dessa trivialidade auspiciosa da última década do século XIX, é possível compreender o conhecimento e a intimidade com que Antonio Lemos escreveria, dentre 1902 e 1908, sobre arquitetura e urbanismo em sua Bíblia — os sete relatórios e o álbum sagrados.

A Passagem Mac Dowell [ex Villa (Operária) Mac Dowell] tem sua relevância como sítio arqueológico de um laboratório de Lemos anterior à sua longeva Intendência da cidade de Belém do Pará.

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