O Aeroporto de Belém que não saiu do papel (1933)

prédio

Estação de passageiros projetada para o Aeroporto do Maguary em Icoaraci

aeroporto maguari

A imagem-link abrira o pdf sobre o Aeroporto do Maguary

O material visual acima integra os estudos preliminares organisados à Linha Aérea Belém-Manaus propostos pelo Capitão de Corveta Hugo da Cunha Machado aos ministros da Marinha e da Viação de Obras Públicas e  publicados na Revista Marítima Brasileira de novembro-dezembro de 1933.
O aeroporto em questão localizar-se-ia no Furo do Maguari, defronte à Ilha de Outeiro (Caratateua) e vizinho ao Curro Modelo ou Matadouro do Maguary, estabelecendo uma secante ao terreno: o ramal de Pinheiro (Icoaraci) da Estrada de Ferro de Bragança.
O novo aeródromo deveria permitir aterrissagens e amerissagens; Val-de-Cães e Furo do Maguary, dentre as superfícies internas e circunvizinhas de Belém, eram os únicos detentores de características geográficas com menor custo pela proximidade ao centro urbano.
O Aeroporto do Maguary finou no nível da projecção e, somando-se ao Pier da PanAir que era o de uso, surge em 1936, na margem do rio Guamá, o Hidroporto da Condor.
Também fora inaugurado no dia 16 de agosto de 1936 o Aéro Club de Belém pelo comandante do 7º Regimento de Aviação Militar, tenente aviador Oswaldo Mendes – tal campo localizava-se no Parque do Instituto Lauro Sodré sem qualquer “pano d’água” e, segundo Machado, desde antes do seu projeto ao Maguary (1933) já foi mesmo utilizado para aviação.
Em 1938 noticia-se a construção do Aeroporto de Belém, desta vez assentado na área de Val-de-cães, do mesmo modo que o do Maguary: mixto (terrestre e fluvial), como norteava a política aérea; o complexo também deveria concentrar todo o movimento aviatório do Exército, da Marinha, da PanAir e da Condor.
Em outubro de 1940 Getúlio Vargas inaugurou o Aeroporto de Val-de-Cães aterrissando no campo virgem de pousos em um avião Douglas da PanAir.
Estamos na busca desse projeto que executado arrastou consigo o monumento dos Precursores Brasileiros da Aviação para Val-de-cães.

Fonte: MACHADO, Hugo da Cunha.
Linha aérea Belém-Manaus. 
Revista Marítima Brasileira
 (RJ), ano 53, n. 5 e 6, p. 671-696, nov./dez. 1933.

Esse post foi publicado em Arquitetura e Urbanismo, História, Memória e marcado , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s