Reconhecimento de panorâmica da Revista de Belém nº1

Em 2013 o projeto UFPA 2.0 publicou Revista de Belem. Nº 1. – Livraria Universal Tavares Cardoso & Ca. — um álbum contendo 41 fotografias de Belém do Pará provavelmente tiradas na primeira década do século XX.
Tal obra, tida como rara, fora adquirida em São Paulo pelo professor Flávio Nassar à sua biblioteca pessoal e pertencera ao acervo de Antonio Rocha Penteado autor de Belém — Estudo de Geografia Urbana publicado em dois volumes pela Universidade Federal do Pará em 1968.
Dentre as imagens que compõem a Revista de Belém uma panorâmica carecia de localização para melhor entendimento da evolução arquitetural da cidade:

Alguém se arisca n’águm palpite à identificação do lugar?

O professor Fernando Luiz Tavares Marques, pesquisador titular aposentado do Goeldi e colaborador deste Laboratório Virtual, apresentou-nos a solução ao enigma: estamos olhando a esquina da Manoel Barata com a 1° de Março e o fotógrafo posicionado na torre da Igreja de Santana; no primeiro plano, à direita, vê-se partes do segundo pavimento, da platibanda e do telhado da Fábrica Palmeira antes do incêndio de 1924.


O clichê acima, analisado por Fernando, comprova a assertiva:

Incêndio Palmeira
O prédio que em 1924 possuía três pisos era térreo (com beiral) nos primeiros anos do século XX

Por questões metodológicas vale observar que o investigador teve como referente o torreão (com 4 pavimentos) que se enxerga na foto dos anos 1910 [1904(?)] e permanece de pé em filmagem feita sobre a Campina em 1957 com a Palmeira em sua versão reinaugurada em 29 de abril de 1929:

Torreão comp2

Coadjuvação: Igor Pacheco, editor do site Fragmentos de Belém.

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4 respostas para Reconhecimento de panorâmica da Revista de Belém nº1

  1. Bassalo disse:

    Quase dava pra ver o Reservatório Paes de Carvalho…

    • fauitec disse:

      Bassalo: acreditamos que a imagem seja anterior às obras, pelo menos visíveis da torre de Santana, do Reservatório Paes de Carvalho. Supomos uma datação máxima de 1904, porque não seria coerente que o fotógrafo omitisse a Caixa d’Água mesmo em construção.

  2. flavionassar disse:

    Eu não comprei o Acervo Penteado para o Fórum Landi, nem existia. Eu estava em busca de imagens do século 19-20 pra ilustrar o Armageddon, uma das referências era a obra do Penteado, mas as imagens de clichê não tinham resolução para fazer as gravuras eletrônicas que imaginaram.
    Foi então que entrando em contato com a viúva (do Penteado) ela disse que venderia “o material” que estava em um baú num sítio.
    Fui a Sampa e trouxe o material.
    Tem muita coisa, muito importante.
    Muitas imagens que precisam ser decifradas e as fontes que ele usou pra escrever seus trabalhos sobre Belém.
    Quem quiser visitar….

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