A filosofia do faltoso — ou, Also sprach Bené:

Benedito Nunes: “…da vida acadêmica eu não gostava das reuniões que eram muito…muito aborrecidas, quase sempre, sempre algum pedindo a palavra para não dizer nada, ou pouco; isso eu não gostava realmente, eu era muito faltoso nessas reuniões…”. (Fonte do vídeo: Canal do Flávio Nassar)

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Benedito Nunes: morador da Travessa da Estrella

Assine o Abaixo-assinado TRAVESSA da ESTRELLA.

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Do “Baú Velho” do Flávio Nassar

Da esquerda para a direita: Fernando Marques, José Carlos Assis, Flávio Nassar, Roberto(Bob) Freitas e Agostinho Trindade.
Sentados: Ricardo Gomes, José Akel, Eduardo Leão, Huascar Fernandes e Dário Palha Lisboa.

Leia mais no Blog do Flávio Nassar.

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Pós-Modernismo: nascimento e morte; por Paulo Polzonoff Jr.

Quem vai a uma exposição de artes plásticas, dificilmente escapa do termo. Geralmente o curador da exposição o repete de dois em dois minutos. E lá está ele, o pós-modernismo, bebericando o vinho branco junto aos demais visitantes. Poucos o compreendem, na verdade. E não é à toa. Na literatura ele, o pós-modernismo, é mais tímido como termo, mas apenas para os leigos. Nas universidades ele é usado com a maior banalidade possível. É pós-moderno para cá, pós-moderno para lá. Tudo, na verdade, que se produziu nos últimos 30 anos pode ser chamado de pós-moderno, ao menos para os acadêmicos. E ninguém nos avisa?
Mas há um momento histórico marcante que delimite este momento cultural? Ao que parece, não. O pós-modernismo surgiu exatamente da falta deste momento histórico determinante. Por este prisma, ele é simplesmente a queda natural do movimento moderno, que atingiu seu ápice ainda na década de 20. Não por acaso o termo tem sido substituído por algo que é historicamente mais correto: baixo-modernismo. Isto é, o modernismo já em decadência.
Curioso é perceber que o pós-modernismo deve ser o único dos movimentos culturais a ter data e hora – isso mesmo: hora! – para nascer. O arquiteto Charles Jencks decretou como hora oficial da passagem do modernismo para o pós às 15h32 do dia 15 de julho de 1972. Neste dia e a esta hora o edifício Pruitt-Igoe, projetado dentro dos parâmetros modernistas de Le Corbusier para abrigar pessoas de baixa renda e depois considerado inabitável, foi posto abaixo numa simples demolição em Saint Louis, Missouri, Estados Unidos. O espaço aberto pela construção de pouco menos de 20 anos e premiado anteriormente pelo American Institute of Architects abriu uma brecha ideológica entre os arquitetos, que viram no meio dos entulhos do ideal demolido múltiplas possibilidades de não só se reverter o quadro de deterioração do velho, isto é, do moderno, como também de criar algo inusitado. A demolição de Pruitt-Igoe foi simbólica, mas deixou uma mensagem cuja herança é bem real: as paredes do novo ruíam para surgir o pós-novo. O que não deixa de ser significativo é saber que nos 34 acres sobre os quais se erguiam os prédios de Pruitt-Igoe até hoje nada foi construído.
Há controvérsias, como não poderia deixar de ser. Os mais empolgados dizem que o pós-modernismo nasceu ainda na década de 30. O que seria espantoso, se levarmos em conta que a Semana de 22, marco do modernismo brasileiro, foi realizada apenas oito anos antes. Mas é o que garante Perry Anderson em seu As Origens da Pós-Modernidade (1999). Neste texto, ele conta que foi um amigo de Unamuno e Ortega, Frederico de Onís, que imprimiu o termo pela primeira vez, embora descrevendo um refluxo conservador dentro do próprio modernismo.
Apesar dos muitos pais e muitas mães, parece que a arquitetura foi mesmo o ponto de partida do pós-modernismo, que mais tarde infestou as artes plásticas, a literatura e a música. Além disso, por sua amplitude e vacuidade, também foi usado por tendências ideológicas as mais diversas, como contestação ao capitalismo e à globalização. Moda nas universidades, o pós-modernismo virou um lucrativo filão para os acadêmicos. Bolsas de estudos para pesquisas pós-modernas nunca faltaram.
As artes plásticas são mesmo o campo mais minado para este tipo de discussão. O pós-Modernismo se incorporou de tal forma ao vocabulário dos artistas e marchands que é praticamente impossível dissociá-lo de qualquer coisa produzida nos últimos 30 anos, no Brasil e no mundo. Aos poucos, contudo, o termo começa a perder seu viço, teórica e pragmaticamente. Tanto é assim que um dos templos do Pós-Modernismo nas artes plásticas brasileiras, a Bienal de São Paulo, anunciou recentemente a volta das pinturas em suas paredes.
No bojo do pós-moderno literário cabe tudo. Há listas que incluem Millôr Fernandes, José Saramago e Rubem Fonseca no mesmo balaio dos poetas concretos, práxis e neoconcretos.
Quando se trata de pós-modernismo, no entanto, nada é tão simples quanto parece. Tanto é assim que a vanguarda do movimento tem duas frentes, a dos catastrofistas e dos neocatastrofistas. Os primeiros acreditam não só que o tempo está desgastado, como é inútil. Preferem usar o termo “contemporâneo” para substituir o obsoleto “pós-moderno”.
Na música é que este movimento se revela mais intensamente. Para os teóricos, o pós-modernismo apenas resvalou na música, em movimentos como o Tropicalismo brasileiro. As diferentes correntes da música eletrônica já pertenceriam a outra vertente. Seria um movimento contemporâneo, totalmente dissociado, pois, do modernismo, que é coisa de velho.
Os neocatastrofistas, por assim dizer, são mais radicais. Guiados pelo espírito demolidor de Francis Fukuyama, que na década de 90 chocou o mundo com uma tese ininteligível na qual propunha o “fim da História”, eles dizem que o Pós-Modernismo acabou, sim, mas a busca por outro forte movimento cultural não cessou. A explicação é interessante. O pós-modernismo, ou baixo-modernismo, como preferirem, morreu porque sua existência só tinha sentido no enfrentamento do modernismo, que praticamente se extinguiu.
A galhofa, por incrível que pareça, tem sentido. Perdidos entre tantos termos, há quem aposte num regresso às artes ditas puras. É um movimento que encontra seu principal expoente na literatura, onde as formas clássicas vêm ganhando cada vez mais espaço entre os jovens poetas. Gente como Glauco Mattoso, que mistura a métrica perfeita dos sonetos com a temática moderna do homossexualismo e da podofilia. Muitos apostam também no ressurgimento da pintura tal qual a conhecemos desde o século 16.
É um retorno ao antigo, travestido de progresso.

Texto retirado da revista Continente Online.

Postagem a partir de tema sugerido pelo professor Fábio Mello.

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Do Baú da Vovó

Para entender a sequência das fotografias em leitura horizontal, por “linhas”: 1. Bodah Bujnowski e Dina Oliveira; 2. Edson Farias, Rosângela Brito e Emmanuel Nassar; 3. Haroldo Baleixe e Neder Charone; 4. Roberto de La Rocque Soares, Fernando Pessôa, Luciano Oliveira e Jaime Bibas; 5. Ronaldo Moraes Rêgo e Madalena Coimbra.

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KOYAANISQATSI – GODFREY REGGIO

Assista ao filme completo.
Por trás de um título complicado, documentário se supera com imagens belas e delirantes de um mundo em decomposição

Por José Donizetti Morbidelli

“Desenterrando coisas valiosas, estaremos chamando a desgraça. Aproximando-se o dia de purificação, o céu encobrir-se-á de teias de aranha. Um vaso cheio de cinzas poderá cair do céu; poderá queimar a terra, e agitar os mares.”
Estará o homem diante de uma visão apocalíptica, que poria um fim ao caos que domina o mundo?
Fazendo uma análise da evolução do homem na terra, desde os primórdios da existência – ainda na Pré-História – até a atualidade, a pergunta que fica é a seguinte: para onde essa evolução irá conduzir o ser humano? Koyaanisqatsi é como uma síntese da existência do mundo, desde quando o homem era apenas um elementar ser vivo, quando não havia a preocupação ou a ganância da conquista de territórios, distante da ambição material e da mesquinhez que resultou no caos que se vê atualmente. Não se trata de uma crítica à evolução tecnológica, mas um alerta sobre o destino da humanidade. As guerras surgiram para medir forças entre as nações, para incentivar a indústria e a tecnologia visando a autodefesa.
Mas defender quem e do quê?
Defender o homem do próprio homem.
Pode parecer hipotético um comentário assim dentro da escala animal, mas o maior inimigo do ser humano tornou-se o próprio ser humano. Essa ambição coloca em risco a vida do planeta como um todo, que não pertence ao homem uma vez que ele é apenas um elemento integrante do meio.
O início lento do filme apresenta imagens do mundo natural, livre da ocupação humana, o que leva o telespectador a se deliciar com o fantástico planeta azul. O ritmo cadenciado não prenuncia uma sucessão de imagens fortes, com o poder da chamada civilização transformando a paz em desordem. Os detalhes da ocupação e do domínio humano são apresentados sem nenhum pudor. A tecnologia, as cidades, a correria, os símbolos do poder capitalista traduzem um conjunto de desunião e rivalidade, evidenciada principalmente quando nos tornamos testemunhas de explosões e depredações, maiores exemplo da destruição humana.
O espetáculo visual transforma-se de forma negativa e a aceleração do ritmo acompanha o compasso, até a música cadenciar novamente, como se fosse a única força capaz de restabelecer a ordem. Entretanto, o maior exemplo da ganância do homem está na tentativa da conquista do espaço. As consequências são catastróficas e o que se observa é mais uma explosão, talvez um castigo pela ocupação de um território acima de seu poderio. Seria o poder divino alertando o homem para que se coloque no seu devido lugar, em vez de brincar de imitar o Criador? (Recanto das Letras – 2005)

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Quem não tem Pink vai de Júpter Maçã

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Depoimentos: Djosa e Bibas (2ª versão)

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DJOSA expõe no Hangarzinho

José do Rosário Gomes, o DJOSA, caboverdiano graduado em arquitetura no Rio de Janeio, há muito e por algum tempo residente em Belém, está de volta com exposição montada em uma das galerias do Centro de Convenções Benedito Nunes.
Os trabalhos, em técnicas de desenho (grafite, lápis de cor, bico de pena, etc.) e aguadas, tem preços entre R$1.800,00 e R$2.500; poucos restam para comercialização, já que ontem e anteontem houve bastante reservas.
Djosa está em negociação para dar prosseguimento à sua exposição na galeria da UNAMA por convite do artista plástico e arquiteto Emanuel Franco, autor do conceitual “Embrulhando a Feira” que compõe o fundo do palco do auditório para o VIII Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte e II Reunião Internacional do Fórum Landi.

Obra de DJOSA: bico de pena com aquarela sobre papel.

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Depoimentos: Djosa e Bibas

Os vídeos acima foram bloqueados pela tirania da mega gravadora EMI; todo o trabalho, de mais de 24 horas (quase 40 minutos de material editado), terá que ser refeito porque um trecho mínimo de uma música da banda Pink Floyd foi utilizado no início.
Isto tudo é lastimável e revoltante, já que estamos produzindo cultura e não comercializanado bananas.

Contudo, para não perder a viagem, divirtam-se com dois vídeos que o Flávio Nassar postou em fevereiro passado no Youtube, direto de Cabo Verde, tendo o artista plástico/arquiteto Djosa como protagonista:  “José do Rosário manda recado pra Margareth e pro Bibas” e “José do Rosário manda recado pro Paulo Cal etc“; um brinde à memória e à história das pessoas que viveram a saudosa boemia do final da década de 1970.

Manteremos esta postagem, mesmo com os vídeos CENSURADOS.
A reedição com outra trilha sonora poderá ser assistida mais adiante, quando a refizermos.

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Saiu no jornal…

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Psicoanálise arquitetônica, por Fabiano Homobono

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Ainda sobre o 47…

Bibas se refere ao CAU como Curso de Arquitetura e Urbaismo: veja o Carimbo Comemorativo dos Correios.

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BBC: A História da Matemática

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Cruzes gamadas, ou suásticas

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À fidelidade histórica da UFPA

Imagem ampliável.

Funcionários e professores ganharam um mimo da administração superior: um broche metálico esmaltado com o escudo da Universidade Federal do Pará; de qualidade elevada se comparado aos dois  recebidos por ocasião dos 50 anos da Instituição, contudo, distante dos registros que possuímos do passado.
É fato que a Universidade do Pará, quando instalada em cerimônia no Teatro da Paz em 1959, já possuía o brasão que hoje repousa, na forma de medalhão, em vitrine do Museu da UFPA; as imagens da peça gráfica estão contidas em fotografias tiradas naquele dia e dão uma boa ideia de sua forma, mas não de suas cores.
Em 1964 Alcyr Meira desenhou o escudo da Universidade do Pará, publicado na revista Anais Científicos (que cobriu abril de 1964 a maio de 1965) e, posteriormente, o reprogramou à feitura de um novo medalhão, em uso desde Silveira Neto; possivelmente uma ruptura com a simbologia anterior ao Golpe Militar de 1964.
De uns anos para cá, ainda no reitorado passado, uma intervenção anônima descaracterizou a criação de Meira: alguém estilizou uma águia e a inseriu no escudo; uma ave que se assemelha à do Brasão D’ármas que ilustra a capa do Álbum do Pará de 1908 e é isso que estará em nossos peitos ou lapelas como consagração de um equívoco.
Nossas investigações não alcançaram a verdade sobre a suspeita autoria de Manoel de Oliveira Pastana no que chamamos de Brasão Original da UFPA, mesmo assim lançamos mão da Águia Guianense (ou de pantalonas, como disse uma vez o Fabiano Homobono) que lá está, como imagem-link do Blog da FAU ao Portal da UFPA.
Diante de todas as dúvidas, que a Instituição fique com a certeza absoluta assinada por Alcyr Boris de Souza Meira, sem lhe julgar a estética, mas em respeito à História.

Medalhão com o Brasão Original usado pelo primeiro reitor, Mário Braga Henriques, em 1959 e as correções que Meira fez em seu próprio desenho de 1964 à fundição da nova peça que comporia o colar reitoral desde o segundo mandato de Silveira Neto.

Por Haroldo Baleixe.

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IV Centenário do Rio de Janeiro, por Aluísio Magalhães

Aluísio Magalhães.

4º Centenário do Rio de Janeiro.

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Psicoanalise Gráfica, por Fabiano Homobono

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“Abaixo-assinado TRAVESSA da ESTRELLA”

Texto ampliável publicado no dia 21 de março de 2011 em Atualidades do jornal O Liberal.

Imagem-link do Abaixo-assinado TRAVESSA da ESTRELLA.

Material enviado pela professora Thais Sanjad.

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Divulgação — bate-papo

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