“Resgatando velhos conceitos para o futuro da cidade: caso de estudo São Luís”

CIDADE IDEIA.

Material enviado pela arquiteta e urbanista Dinah Tutyia.

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Uma proposta tradicionalista à logo do ICJ

A partir do material enviado pelo colaborador José Maria de Castro Abreu Júnior elaboramos uma proposta à logomarca do Instituto de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Pará; aqui apresentada em positivo e negativo e marca d’água em vermelho, “cor do Direito”.
A intenção da proposição é preservar a imagem utilizada nos ofícios da antiga Faculdade de Direito do Pará; 1902 está presente porque em 31 de março daquele ano fora instalada a Faculdade Livre de Direito — uma pesquisa acurada nessa gênese poderia nos levar a outra simbologia, talvez, mais valiosa ao propósito memorialista.
O nível de apresentação deste ensaio gráfico é um esboço, já que não possuímos a estampa digitalizada em escaner e sim por fotografia, o que a deforma e impossibilita uma melhor estilização ao contraste da figura Justiça; seguimos a composição da antiga marca da Medicina, hoje consagrada.
Mantivemos a linha clássica da impressão tipográfica, ao lado da estampa de clichê (veja postagem anterior), do início do cabeçalho: “Faculdade de Direito do Pará”  — o embrião do Centro de Ciências Jurídicas da UFPA.
A ideia é de domínio público e não será inscrita no concurso do ICJ, portanto, quem quiser lançar mão dessa linha de raciocínio, que fique à vontade; só não esqueça de citar o José Maria de Castro Abreu Júnior, quem trouxe à tona tal gravura, um dos autores de “Memória histórica da faculdade de medicina e cirurgia do Pará 1919/1950 – da fundação à federalização”:

A insígnia da “Nossa Velha Faculdade” de Medicina e Cirugia do Pará aparece em registros documentais a partir de 1928: em todos os papéis timbrados, diplomas e quadros de formatura; recuperada em 2001, hoje está presente em jalecos e ofícios da atual Faculdade de Medicina da UFPA; a tradição caiu-lhe às graças. (Informações prestadas por José Maria de Castro Abreu Júnior)

Esta é uma colaboração do Blog da FAU ao sucesso da escolha da identidade visual do Instituto de Ciências Jurídicas; uma possibilidade de abordagem de motivo presente na memória do ensino do Direito no Pará.

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A insígnia da antiga Faculdade de Direito do Pará

O nosso colaborador, médico e pesquisador-escritor, José Maria de Castro Abreu Junior, nos enviou, por e-mail, a imagem acima com o seguinte texto: “…Vi no Blog da FAU que o ICJ esta buscando uma identidade visual nova. Achei no material da Faculdade um ofício recebido da Faculdade de Direito com uma alegoria antiga da justiça. Curiosamente não usa vendas. Era meio que o símbolo daquela intituição, estava em seus impressos. Estou te mandando, vai que serve para alguma coisa. Taí um curso que tem muita história por contar…”.
A tipologia utilizada é em estilo clássico.
Além de referência às propostas ao concurso para logomarca do ICJ, cabe como objeto de pesquisa à memória e à história do ensino do Direito no Pará.
Seria esta a única simblogia adotada naquela antiga faculdade que integrou a gênese da UFPA?
A gravura foi feita com essa finalidade por alguém da região, ou será mera cópia de impressões européias?

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Estampa 25 anos da UFPA

Imagem enviada pelo médico e escritor José Maria de Castro Abreu Júnior.

Desconhecíamos tal representação gráfica, distinta da medalha comemorativa dos 25 anos da UFPA, aqui postada como “UFPA 1982: a medalha comemorativa dos 25 anos” de autoria de dois alunos do curso de arquitetura à época, hoje professores da FAU: Luciano Oliveira e Jorge Eiró.
De acordo com José Maria a estampa está na quarta capa de um livro com os estatutos da UFPA.

Postado em 12 de maio de 2011: descobrimos que a autoria desta imagem é de Jaime de Oliveira Bibas, também professor desta FAU. 

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Logo do PCT Guamá

Diante da amnésia uefepeana o professor José Maria Coelho Bassalo solicitou que o Blog da FAU registrasse a autoria da logomarca do Parque de Ciência e Tecnonologia Guamá, ou PCT Guamá.
A logo foi criada pelo arquiteto José Fernandes Fonseca Neto, o ZOCA, ex-aluno da FAU e filho da nossa querida professora Dina Oliveira.

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Brasão Original da UFPA (checagem de informações)



Pg. 39. Seção 1. Diário Oficial da União (DOU) de 30/12/1950.

Diário Oficial da União; segunda-feira, 24 de março de 1969.

Quando a professora aposentada da UFPA, Albertina Fortuna de Oliveira, disse em comentário ao Blog da FAU: “Por ocasião da instalação da UFPa, meu pai foi convidado por seu irmão Frederico Fortuna, então secretário do Reitor, para fazer o trabalho do escudo da UFPa que foi gravado em uma placa que ficava à porta da reitoria na Av. Governador José Malcher.”, referia-se ela a Mário Braga Henriques, primeiro reitor da Universidade do Pará com mandato entre 1957 e 1960, oriundo da Faculdade de Direito do Pará, onde Frederico Sampaio Fortuna ocupava a função de secretário, como comprova o DOU de 30/12/1950.
Alcyr Boris de Souza Meira em UM INDÔMITO TIMONEIRO cita “D. Izolina Silveira, esposa do reitor” como “chefe de gabinete” nos primórdios da administração de José Rodrigues da Silveira Netto — “líder inconteste do grupo das Ciências da Saúde…” que assumira a reitoria em 19 de dezembro de 1960.
Meira menciona a “bi-polaridade” das facções políticas na U(F)PA: a de Henriques (“grupo das ciências jurídicas, econômicas, sociais e humanidades”) e a de Silveira Netto (“grupo das ciências da saúde”).
Frederico Sampaio Fortuna e Izolina Andrade da Silveira ocupavam o cargo de “oficial de administração” quando transferidos, em 1969, para o “QUADRO ÚNICO DE PESSOAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ”; ainda na vigência do segundo mandato do segundo reitor da UFPA.
Parece que estamos chegando perto da certeza comprovada do autor do Brasão Original da Universidade (Federal) do Pará: Maÿr Sampaio Fortuna.
O Escudo — segunda insígnia adotada pela U(F)PA — a que todos estamos habituados é de autoria de Alcyr Boris de Souza Meira, criado entre 1964/65 e institucionalizado pela Resolução Nº 17 de 12 de junho de 1969 (Anexo II e Anexo II-2) publicada no DOU de 05/o7/1969.

A marca de Alcyr Boris Meira tornou-se pública somente em 1965, oito anos após a criação da Universidade (Federal) do Pará pela Lei nº 3.191, de 2 de julho de 1957.

O brasão de Maÿr Sampaio Fortuna fez parte da cerimônia de 1959, ladeado pelas bandeiras do Brasil e do Pará. Há também sua reprodução em flâmulas postas sobre a mesa oficial e no medalhão (peça do MUFPA, mesmo que assinada Maÿr, sem provas de qual)  do colar reitoral   sobre o capelo de Mário Braga Henriques:

O Diário Oficial da União de 24 de março de 1969 relaciona todos os funcionários e professores que compunham a UFPA; é curioso consultá-lo, para isso basta carregar o arquivo em pdf de 10,32MB.

PS.: Acrescentamos o termo “esposa do reitor”, constante no texto de Meira, após o comentário de José Maria de Castro Abreu Júnior.

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Maÿr Sampaio Fortuna criou o símbolo da FADESP

“Meu pai foi o Sr. Maÿr Sampaio Fortuna e gostaria de acrescentar alguns esclarecimentos à produção artística dele.
Ele produziu inúmeros trabalhos em metal, cuja confecção presenciei e dos quais ainda tenho dois exemplares feitos para mim.
Foi durante muitos anos desenhista da então Comissão Brasileira Demarcadora de Limites em cujo acervo devem constar seus trabalhos.
Por ocasião da instalação da UFPa, meu pai foi convidado por seu irmão Frederico Fortuna, então secretário do Reitor, para fazer o trabalho do escudo da UFPa que foi gravado em uma placa que ficava à porta da reitoria na Av. Governador José Malcher.
Também foi de sua autoria o símbolo da FADESP (Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa) criado especialmente por ele, sem nenhuma remuneração.
A emoção de vê-lo lembrado como um artista que era, impede de continuar as reminiscências no momento.
Sem mais, Albertina Fortuna de Oliveira — Professora Adjunta da UFPa — aposentada”.

O comentário acima reforça uma hipótese lançada no Blog da FAU: que a autoria do Brasão Original da UFPA, poderia ser de Maÿr Sampaio Fortuna.
Três nomes vigoram (ou vigoraram) nas investigações: Manoel de Oliveira Pastana (hipótese de Jussara Derenji a partir de José Luiz de Araújo Mindello), Maÿr Obadia (hipótese de Sueli Fraiha a partir de sua memória) e Maÿr Sampaio Fortuna (nossa, a partir de Patrick Pardini e da retomada de um desenho de 1949).
Albertina Fortuna de Oliveira afirma que a simbologia utilizada pela FADESP — Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa — fora uma das criações de seu pai.
No site da FADESP, especificamente onde se fala do logotipo da Fundação, não há nenhuma alusão ao elaborador da imagem de 34 anos que convive com a tipologia recentemente reprogramada, o que trai a função daquela instituição:
“No entanto, a cerâmica indígena, um dos maiores símbolos da Fundação, foi mantido. Presente na identidade visual da Fadesp desde 1977, a cerâmica remete à cultura paraense e indica uma propulsão de ações de forma cíclica, rumo ao crescimento infinito.”
Se Maÿr Sampaio Fortuna desenvolveu a estampa que a FADESP ostenta — de elemento concernente à arqueologia amazônica —, não será difícil comprovar que o Brasão Original da UFPA veio do mesmo repertório desse artista-pesquisador olvidado em seus feitos ornamentais neo-marajoaras (um estilo reconhecido em Theodoro Braga e seu discípulo Manoel Pastana que muito nos confundiu nessa míope busca).
Parece que estamos diante de uma angustiante amnésia da Universidade Federal do Pará.
Que as injustiças sejam reparadas por pesquisas confiáveis de participação coletiva; esta é e sempre será nossa proposição diante de omissões cruéis.

Logomarca revitalizada negligenciando a autoria da “cerâmica indígena”.


Comparação de estilos: há a presença do “neo-marajoara” nas duas peças.

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“Se a gente não conseguir ser original, Deus vai inventar um.” (Lobão)

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Concurso logo do ICJ: por amor

Imagem-link ao edital do concurso para escolha da logomarca do ICJ-UFPA.

Da premiação: “O vencedor do certame receberá Certificado expedido pela Universidade Federal do Pará, através do Instituto de Ciências Jurídicas. Haverá ampla divulgação na imprensa e mídia da UFPA do nome do vencedor, juntamente com o símbolo escolhido, bem como da solenidade para o lançamento da nova logomarca.”

Como não há uma recompensa pecuniária, a participação de designers dependerá do amor à causa; uma porta aberta ao amadorismo, que poderá ou não ter resultado positivo. Uns 5 mil Reais básicos de prêmio talvez excitassem as mentes brilhantes do planeta, já que “Poderão participar, na condição de proponentes, todos os cidadãos, sem restrições.”. 

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Psico-análise arquitetônica-escultórica, por Fabiano Homobono

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Adeus a Hélio Gueiros

O ex-governador do Pará e ex-prefeito de Belém, Hélio Mota Gueiros, faleceu há pouco em sua residência situada na avenida Almirante Barroso.

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Vincent Van Gogh (BBC)

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L’Homme de Rio (1964)

OS LINQUES SÃO ETERNOS
por Renato Cunha

Navegar deixou de ser preciso (exato), pelo menos na internet, essa espécie de mar, onde o Google é a nau capitânia.
Dia desses, recebi uma mensagem com um linque que me intertransportou para uma cena do filme L’Homme de Rio (1964), do cineasta francês Philippe de Broca, na qual vi Brasília em seus primórdios, em plena época da construção, com montanhas de barro vermelho e prédios por fazer. Uma paisagem que me trouxe a infância, a minha, na década seguinte, quando conheci a cidade ainda rarefeita, de luz dura, e espaços cursivos, e avenidas hereges, com carros esporádicos e transeuntes invisíveis.
O homem do Rio é Jean-Paul Belmondo, que aparece na cena parodiando 007, com direito a smoking branco e malabarismos heroicos. Ao ver esse trecho — disponível no maior quebra-galho de todos os tempos para críticos e pesquisadores de cinema (leia-se YouTube) —, fiquei curioso para assistir ao filme inteiro. Liguei então para minha locadora de fé atrás do dvd — um vhs, quem sabe. Nada feito.
De volta à internet, descobri que o filme não havia sido lançado em vídeo no Brasil. Compartilhar é preciso (necessário). E achá-lo num desses shares da vida não foi difícil. Olho de vidro, perna de pau. 40 minutos e o filme já estava em meu hd, com resolução razoável e em língua original. E, já que “le moi français” não colabora, tive de buscar também o arquivo da legendagem em português.
De Broca se aventura comicamente pelo Brasil clichê.
Belmondo é um soldado francês que entra de gaiato numa história digna de Indiana Jones — um prenúncio, é claro —, quando queria mesmo era, em sua folga, curtir seu affaire, a bela Françoise Dorléac (irmã de Catherine Deneuve, a bela), que acaba sendo raptada, bem na sua frente, por exploradores gananciosos que estão no encalço de estatuetas amazônicas (a chave para um tesouro) descobertas por seu pai, um renomado arqueólogo morto misteriosamente. De repente, de Paris, pegando “carona” nas asas da Panair, Belmondo se vê no Rio de Janeiro, sem saber falar uma palavra sequer em português. Mas a providência é a providência, e ele logo encontra um engraxate descolado, de sete, oito anos, que não se intimida com o idioma francês, nem com o inglês — nem com o alemão, russo, javanês, se preciso fosse. O garoto se torna, então, seu cicerone e, depois de ajudá-lo o dia inteiro a procurar a mocinha, toma (De Broca surtou!) um scotch com o gringo em seu barraco de arquitetura funcional e vanguardista.
O filme segue com Belmondo atravessando o Brasil, em saltos adamastóricos. Do Rio a Brasília de carro, num Chrysler Roadster 1929, rosa com estrelas verdes, conectando a serra de Petrópolis ao planalto Central. Depois de deitar e rolar nos setores bancário e comercial sul, se esquivando dos bandidos, vai parar de bicicleta às margens do lago Paranoá, onde descola um monomotor para perseguir o hidroavião que acabara de decolar com a mocinha refém. Após um sobrevoo espetacular pelo corpo da cidade — Catedral, esplanada dos Ministérios, praça dos Três Poderes —, Belmondo voará mais um pouco e pulará de paraquedas, para então cair em plena Amazônia. Comédia!
Sério mesmo é o mote Le Corbusier, que não poderia ter sido esquecido num filme cheio de referências arquitetônicas. No Rio, Belmondo teve de passar correndo por entre as colunas do Ministério da Educação e Saúde, o palácio Capanema. E, como um linque chama outro, tenho de falar da exposição Le Corbusier entre dois mundos, que visitou Brasília por agora, na Caixa Cultural. Dei uma chegada lá, principalmente, para ver suas plantas pour le Brésil, e constatar sua forte ligação com Lucio Costa e Oscar Niemeyer. Não foi à toa que Brasília se tornou um dos cenários de L’Homme de Rio.
O filme não tem fôlego. O Belmondo de Godard está longe. Mas, no frigir dos ovos, acabei ganhando um linque; um linque para uma Brasília em cores, duma época em que a Catedral, o vestido de noiva, era apenas uma armação. Merci, De Broca! mesmo sem engolir a lamentável cena do guri virando o malte. (Texto retirado do VERBO21

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HUMANPLANET

Clique sobre a imagem-link para assistir ao videoclipe da BBC ONE.

Enviado pelo advogado José Mário da Costa Silva.

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Casa & Jardim de agosto de 1983

Imagem ampliável à leitura.

O professor José Júlio Lima disponibilizou para digitalização o volume 343 da revista Casa & Jardim do ano de 1983.
Há bastante material sobre Belém do Pará na publicação. 
Aqui apresentamos uma prévia do conteúdo das artes plásticas.
No futuro pretendemos postar um pdf com o que há sobre a Cidade no magazine.
Por favor, aguardem.

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Divulgação — bate-papo com Luiz Braga

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É HOJE! DIA 12, NÃO ESQUEÇAM!

Texto de Emanuel Franco enviado por Jaime Bibas.
Errata: José do Rosário Gomes nasceu em 1944. 

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Divulgação — exposição do Popó no CCBEU

“PAULO ANDRADE EXPõE SEUS METAOBJETOS NA GALERIA DO CCBEU.
O texto que segue é a descrição do artista sobre a exposição.

‘Tenho me esforçado na seara artística para clarificar desbravar e assenhorear-me um pouco mais desse cenário/ texto semiótico onde predominam e se tro-cam em nexos, formas e cores, no discurso da chamada estética popular, ma-nifestada via instinto social e colocada à disposição de quem se interesse, tan-to que, neste território, vários outros artistas têm passeado também. Diante dis-to, minha arte não pode ser e não é pura; e não se esconde com receio dos preconceitos. Logo se verá que, sem estar no nível do panfletário, busca a con-temporaneidade e o universal. Serve de mãos dadas, às denuncias que visam a superação de insuportáveis diferenças sociais que existem e que não são nada poéticas em si. é partidária dos movimentos que esperam ultrapassar qualquer tipo de aculturação subliminar e espera ser, sempre uma denúncia, mesmo que de forma indireta. O abandono dos nossos valores mais tradicio-nais, o descaso que leva à ação danosa do tempo, do uso do desgaste das nossas construções, objetos e também ideias. A existência dessa estética po-pular é uma barricada que não se dobra e nem se quebra, no que pese a pres-são das externalidades alienígenas. Assim, defender e explorar, por em ressal-to, esse texto semiótico apócrifo mas brilhante é a forma com que se pode fa-zer uma arte não alienada ou superficialmente míope. Não pretendo ser um ar-tista regionalista. Desejo fazer o universal, mas com escolhas entre as alterna-tivas oferecidas nos embates do tecido social com apropriação dos nossos va-lores tradicionais e o rico patrimônio ambiental, cênico que são as regras semi-óticas do nosso povo com quem me solidarizo e do qual sou parte. Sob essas considerações, venho agora contar como estabeleci laços com seres inespera-dos, embebidos nesse cenário, numa história que parte de momentos em que a realidade foi apanhada na mentira deixando-se encobrir pela forte presença do imaginário que a substituiu, num certo tempo. Dessa passagem sem tempo, busquei trazer flashes ou instantes submersos entre o real e o onírico. Esses instantâneos que me surpreenderam, resultaram na elaboração dos metobje-tos, que são, na verdade e num só tempo, indivíduos e coisas. Seres inacaba-dos, inauditos e desconhecidos da faunística, acadêmica, ou não. São eles, meio que encantados, gerados na liga coloidal de seres vivos desesperados, com a matéria disponível pelo desuso social, embora houvesse antes, tido o status do discurso semiótico. Não é a primeira vez que seres vivos se ligam à matéria inerte; não existem marca-passos, muletas, pivôs, dentaduras e próte-ses de todo tipo que se nos incorporam? Seriam essas relações antecipações metafóricas de um mundo proximamente robotizado? Então; descrevemos liga-ções da vida com matéria inerte. Dentre esses, há seres que são quase imate-riais e outros imateriais mesmo e esse liame encontrado resulta, por acaso, de trocas e laços percebidos, porém envoltos, em brumas de matéria-tempo e magia. é! Eu acredito. O meio que viabilizou as junções assombrosas é a poei-ra cósmica e mística, que foi usada e deixou restos, depois dos experimentos seculares havidos e levados a cabo pelos cientistas do Alto, onde operavam os labo…'” (Site do CCBEU)

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Divulgação — Biratan Porto

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Abdon e Caxambú, por Flávio Nassar

“Campanha para o Governo do Estado do Pará, eu e Haroldo Cardoso criamos a campanha do Abdon.
Até hoje tem seguidores.
Abdon, a história:
Quando em 2002 o Almir Gabriel optou formalmente pela candidatura do Simão Jatene, vivemos na coordenação da campanha do Hildegardo Nunes um problema: nosso tempo de televisão seria muito curto, foi quando sugeri que poderíamos ter entre os candidatos nanicos algum que pudesse nos ajudar no combate aos demais concorrentes. Fui então incumbido de sondar os possíveis aliados. Os demais já eram submarinos dos outros e só nos restava o Abdon, fui conversar com ele em sua estância na Cidade Velha.
Ele topou, depois, em outra reunião me apresentou o seu staff: o Marqueteiro Caxambú, seu neto técnico em informática e responsável pelo aparato tecnologico da campanha e as Abdonetes.
Apresentei o resultado ao Haroldo Cardoso marqueteiro do Hildegardo. O jingles foi composto por nós na última mesa do Cosa Nostra. A voz é do Zoroastro da equipe da Battes e a produção é da Muçuã do Caito Martins.” (Canal do Flávio Nassar)

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