Escolhida, por aclamação, a nova direção da FAU

Em reunião realizada na última terça-feira (dia 06 de novembro), às 10 horas, escolheu-se, por aclamação, a única chapa concorrente à vice-direção e direção da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do ITEC/UFPA: professores Roberta Menezes Rodrigues e Luiz de Jesus Dias da Silva.
O mandato dos atuais diretor e vice (Fabiano Homobono e Jorge Eiró) encerrará no dia 13 vindouro.

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A Villa Nipponica vira Hospedaria de Belém em 1942


Ampliável à leitura

Em troca de e-mail com o doutor Alfredo Kingo Oyama Homma, pesquisador da Embrapa, disse ele: Precisamos saber quando a Hospedaria deixou de “ser” dos japoneses, pois em 1935 a Companhia Nipônica decreta a falência e em 1936 vêm as últimas 12 famílias e 3 rapazes solteiros; fim dos imigrantes do pré-guerra.  Se ficou nas mãos de japoneses foi tudo confiscado quando o Brasil declarou Guerra ao Japão.
O prognóstico de Homma — investigador científico que escreve livros sobre imigração japonesa na Amazônia — é confirmado por uma matéria publicada em maio de 1943 pelo periódico O Observador Economico e Financeiro (RJ).
Homens para a Borracha retrata esse momento da II Guerra Mundial, dos Soldados da Borracha e da Hospedaria dos Japoneses (ou Villa Nipponica) que sofrera reparos emergenciais para revitalizá-la e a transformar nominalmente em Hospedaria de Belém; ponto de distribuição da massa de nordestinos às necessidades e aos seringais para extrair o látex essencial às máquinas bélicas dos aliados.
Um detalhe de fotografia publicado em A Villa Nipponica do Largo da Penitenciária – 1929 revela, corroborando com Homma, que em 1939 tal hospedaria estava abandonada, visivelmente destelhada em algumas partes.
O Observador Economico e Financeiro (RJ) de outubro de 1958 Nº272 mostra a queda acentuada na imigração japonesa em todo o Brasil a partir de 1936 até 1941; bem como afirma:  Dêsse ano (1941) em diante, com a nossa entrada na guerra mundial contra as nações que constituíam o chamado Eixo, do qual fazia parte o Japão, houve interrupção na afluência migratória japonêsa para aqui, tendo ela recomeçado somente em 1952.
A intenção, por ora, não é um aprofundamento nas circunstâncias da imigração japonesa ou migração sertaneja; mas, tão somente trazer à baila imagens da Villa Nipponica (ou Hospedaria dos Japoneses) construída em madeira (diferente da Hospedaria dos Flagelados do Nordeste na eternamente inacabada Penitenciária de robustas fundação e alvenaria), localizando-se no Largo da Penitenciária e, ao que se percebe pelas comparações fotográficas, passada por parcas modificações para se transformar em Hospedaria de Belém sob os auspícios do autocrático Departamento Nacional de Imigração da ditadura Vargas pelo menos até o fim da II Guerra.


O clichê acima, que certamente mostra em primeiro plano o prédio principal (com mastro) da Villa Nipponica ladeado pelo Pavilhão Sanitário (de isolamento), dá à visão, distribuídas em seu horizonte, a platibanda e as três últimas janelas da direita do pavimento superior dos fundos da hoje Reitoria da Universidade do Estado do Pará — não houve ângulo para alcançar as ruínas da administração da Velha Penitenciária, ou Castelinho da UEPA, à esquerda.
Não esqueçamos que vestígios arqueológicos da Villa Nipponica e da Hospedaria de Belém podem ser encontrados no terreno da Escola Técnica Estadual Magalhães Barata.

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O Largo da Penitenciária deixa de ser uma abstração


Ampliável

Em algumas publicações nossas sobre a Penitenciária do Estado do Pará — obra iniciada em 1893 que jamais cumpriu a função de prisão, mas serviu de abrigo em 1911 ao pessoal jornaleiro da equipe de Oswaldo Cruz e em 1920 como Hospedaria dos Flagelados aos migrantes da região Nordeste do país (não sabemos ainda por quanto tempo isto ocorreu) — citamos o endereço Largo da Penitenciária sem entender, com exatidão, sua configuração real.
Agora, conhecendo a localização exata da Villa Nipponica — ou Hospedaria dos Japoneses — que possuía o mesmo endereço da Hospedaria dos Flagelados, sem ocupar as mesmas edificações, conseguimos determinar, de modo comprovado, o quadrilátero que tinha o nome de Largo ou Praça da Penitenciária: o atual quarteirão conformado pelas travessas José Pio e Djalma Dutra com as ruas da Municipalidade e do Una.
No livro Primeira Manhã (1967) o escritor Dalcídio Jurandir cita por nove vezes a Penitenciária: … a Penitenciária Modelo do Norte do Brasil agasalhando flagelados do sertão é um exemplo:

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Ou descrevendo a aparência da edificação à noite:

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A Villa Nipponica do Largo da Penitenciária – 1929


A fotografia acima, de 1929, ilustra a dissertação de mestrado de Tatsuo Ishizu intitulada Imigração e ocupação na fronteira do Tapajós: os japoneses em Monte Alegre — 1926-1962; nela se vê a Hospedaria dos Japoneses, à esquina da velha Municipalidade com a travessa Djalma Dutra e, ao fundo, as ruínas da Penitenciária do Estado do Pará iniciada sua construção em 1893 jamais concluída, foi demolida no início dos anos 1930 — o que restou desse complexo-símbolo da República, o seria o edifício administrativo das células, é o chamado Castelinho da Universidade do Estado do Pará (UEPA).
O álbum de José da Gama Malcher, datado de 1939, traz uma fotografia dessa área que nos permite identificar a volumetria gráfica da Hospedaria dos Japoneses também nominada por Villa Nipponica localizada na Praça da Penitenciária (O Paiz 01SET1929); ei-la em detalhe:

Ampliáveis

Estamos na busca de mais imagens da Villa Nipponica, tanto para virtualizá-la, quanto para montar a composição da quadra chamada de Largo ou Praça da Penitenciária até o início dos anos 1930 quando começaram a levantar o Grupo Escolar Augusto Montenegro, hoje Reitoria da UEPA.
Tais fotos, se existirem, também podem revelar a dimensão das ruínas da Penitenciária de Henrique Santa Rosa.
A Hospedaria dos Colonos — Japonezes — (O Campo Nº8 1931) ocupou uma fração da superfície da atual Escola Técnica Estadual:


Do mesmo modo que a dissertação de Tatsuo Ishizu, defendida em 2007, ajudou-nos a configurar o desenho do quarteirão Largo da Penitenciária apresentaremos algumas SUGESTÕES (jpeg ampliável à leitura) para uma futura reedição desse trabalho a partir das investigações do Blog da FAU — Laboratório Virtual —/ITEC/UFPA.


Veja nossas ESPECULAÇÕES.

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Divulgação/convite à FAU

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Divulgação

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Divulgação/convite à FAU

Paisagens Híbridas EBA-UFRJ.

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Fonte: Justiça Eleitoral.

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CONSEPE — Nota Oficial UFPA

A Universidade Federal do Pará (UFPA) é uma instituição plural, onde circulam diferentes concepções de mundo e de sociedade, em um ambiente de liberdade intelectual e exame crítico de ideias. Posições políticas, partidárias e não partidárias, aqui encontram espaço para expressão e debate, sempre sob o marco do respeito à liberdade de expressão e aos direitos de todas as pessoas.
Comprometido com a conservação deste ambiente, essencial para a formação cidadã e para a produção do conhecimento científico de que a Nação necessita para a construção de um futuro de conquistas civilizatórias, o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da UFPA vem manifestar sua extrema preocupação com o quadro político do país neste momento que antecede o segundo turno das eleições presidenciais.
É entendimento deste Conselho que o país se encontra não simplesmente diante de uma escolha de programas, mas frente a dois projetos de sociedade profundamente distintos em seus fundamentos éticos e políticos: um deles baseado na defesa da democracia e do diálogo para a resolução dos graves problemas nacionais; outro que menospreza as instituições, anuncia a perseguição aos que dele discordarem, justifica práticas de tortura e discriminação contra diferentes grupos sociais e estimula o ódio na sociedade.
Ciente de que a omissão ante tão graves ameaças representa a cumplicidade com um projeto de sociedade não democrática, o Consepe/UFPA vem juntar-se a todos os indivíduos e organizações da sociedade que clamam por uma escolha eleitoral que garanta a democracia e a cidadania, que reafirme o Brasil como Nação livre e comprometida com o respeito aos direitos de todas as pessoas, que possibilite o aperfeiçoamento das instituições e o avanço das políticas de enfrentamento da desigualdade, da exclusão e da discriminação, nossos mais graves problemas.

Fonte: Portal UFPA.

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MANIFESTAÇÃO DA ANPARQ SOBRE A SITUAÇÃO NACIONAL

A Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo é uma entidade científica, autônoma e apartidária, cujo objetivo estatutário central é “estimular, apoiar e incentivar atividades inerentes à formação, à pesquisa, à cultura e ao desenvolvimento cultural e tecnológico da área de Arquitetura e
Urbanismo.”
Daí decorre o seu interesse direto por todas as políticas públicas que incidam sobre a liberdade e a autonomia das Universidades; sobre o estímulo à ciência, à tecnologia, à criação e à inovação; sobre a qualidade de vida urbana e rural, em particular o combate às obscenas desigualdades sociais que ainda marcam nosso país; e sobre a preservação do equilíbrio ambiental e da diversidade biológica.
Por estas razões a ANPARQ não poderia se furtar a juntar sua voz às entidades científicas e culturais, aos dirigentes universitários, aos movimentos e defensores dos direitos humanos e civis, aos juristas, cientistas, artistas e personalidades, brasileiros ou estrangeiros que, neste momento sombrio da vida nacional, se manifestam pela centralidade da preservação dos valores democráticos; pela plenitude do Estado de Direito; pelos princípios constitucionais do direito à livre manifestação, do acesso universal à educação, à saúde e à moradia e pela busca de uma inserção soberana do país nas instituições internacionais.
Pela natureza específica de sua atuação, a ANPARQ não pode deixar de se manifestar:
– CONTRA a manutenção de uma política de teto para os gastos públicos que impede a expansão dos investimentos em saúde, em cultura, em educação e em ciência e tecnologia e acarreta o sucateamento das agências de fomento à pesquisa e a FAVOR da priorização de políticas de curto, médio e longo prazos que priorizem o investimento dos recursos nacionais nessas áreas, essenciais para a inserção soberana do país num mundo marcado pela primazia do conhecimento na produção da riqueza social.
– CONTRA as ameaças explícitas ao direito democrático de manifestação ativa de indivíduos, organizações e movimentos sociais na luta necessária e cotidiana por condições de vida e acesso à moradia, ao transporte, à educação, à saúde e à liberdade e a FAVOR do reconhecimento de que a democracia e a liberdade não são outorgadas mas conquistadas e construídas no exercício cotidiano da cidadania.
– CONTRA a escalada de ódio e intolerância no conjunto da vida social e no interior das próprias universidades, onde as recorrentes violações da autonomia acadêmica e administrativa caminham a par de manifestações inaceitáveis de preconceito, xenofobia e ameaças a minorias sociais e étnicas e a FAVOR da retomada do respeito ao debate e à livre expressão das diferenças como condição essencial para a própria existência da Universidade e para o avanço da ciência, do conhecimento e da criação.
– CONTRA a naturalização da ideologia autoritária que, a pretexto de buscar uma escola sem partido, nos ameaça com a partidarização plena da vida acadêmica, agride a autonomia da docência e estimula a delação e a criminalização do pensamento crítico e a FAVOR do respeito à reflexão e a políticas educacionais, em todos os níveis da federação, que resgatem a visão de Anísio Teixeira, de Darci Ribeiro, de Paulo Freire e de todos os grandes educadores brasileiros que apontaram como objetivo maior da escola e da universidade a formação plena de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres republicanos.
Por isso a ANPARQ se posiciona ao lado de todos os que lutam contra o regresso aos tempos sombrios da censura, da tortura e da tutela militar e a favor do reconhecimento pleno da vida democrática como condição imprescindível para a preservação e ampliação da luta pela melhoria das condições de vida da população brasileira e pelo resgate da perspectiva de construção de um país soberano, empenhado no desenvolvimento científico, tecnológico, social, cultural e ambientalmente sustentável tão arduamente perseguidos nas últimas décadas.
A democracia será sempre a escolha da ANPARQ.
Assembleia Geral da ANPARQ
Salvador, 19 de outubro de 2018

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Um fato histórico insólito; mas FATO, não FAKE

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Em homenagem à Mulher e à Juventude brasileiras

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Depoimento de Cláudio Guerra à CNV – Brasília (DF) – 23/07/2014

Fonte: Comissão Nacional da Verdade.

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Tomada Pública de Depoimentos de Agentes de Repressão: Coronel Ustra

Fonte: Comissão Nacional da Verdade.

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Audiência com vítimas do DOI-Codi SP: Darci Miyaki

Fonte: Comissão Nacional da Verdade.

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Observatório da Imprensa (2014) — Cláudio Guerra, um matador arrependido

“Na próxima edição, o Observatório da Imprensa traz uma entrevista especial com o ex-delegado do Dops Claudio Guerra, matador implacável de quase uma centena de pessoas. Na Comissão Nacional da Verdade, o ex-policial, poderoso dos anos 70 e 80, contribuiu para o esclarecimento do atentado do Riocentro e a morte da estilista Zuzu Angel em acidente de carro. Os dois com o envolvimento dos agentes de repressão do DOI-CODI do Rio de Janeiro. Em entrevista ao apresentador Alberto Dines, o hoje pastor Claudio Guerra, conta como migrou do Esquadrão da Morte para eliminação de esquerdistas em 1973, no auge da repressão política. Ele foi o homem de confiança do coronel Freddie Perdigão, chefe do SNI, responsável por dezenas de vítimas durante os 21 anos do Regime Militar. Ele detalhou como descobriu uma maneira de ocultar os cadáveres da esquerda: incinerando os corpos em uma usina de açúcar em campos, no Rio de Janeiro. No programa, Claudio Guerra faz um apelo à Comissão Nacional da Verdade para aprofundar os depoimentos dos envolvidos na repressão. E diz que ‘não tem como restituir as vidas que foram tiradas, mas pode cooperar com o esclarecimento da verdade e reconhecer que foi um erro. Que não se repita'”. (TVBRASIL)

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Batismo de Sangue (2007); por Helvécio Ratton

“São Paulo, fim dos anos 60. O convento dos frades dominicanos torna-se uma trincheira de resistência à ditadura militar que governa o Brasil. Movidos por ideais cristãos, os freis Tito (Caio Blat), Betto (Daniel de Oliveira), Oswaldo (Ângelo Antônio), Fernando (Léo Quintão) e Ivo (Odilon Esteves) passam a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado por Carlos Marighella (Marku Ribas). Eles logo passam a ser vigiados pela polícia e posteriormente são presos, passando por terríveis torturas.” (ADOROCINEMA)

O filme é baseado no livro Batismo de Sangue de Frei Betto.

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Caetano Veloso entrevista Manuela D’Ávila

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