Só a internet pode salvar o casarão de Victor Maria; por Oswaldo Coimbra


Ampliável à leitura.

Fonte: Diário do Pará.

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Estresse e seu Reflexo na Saúde do Professor


Imagem-link ao artigo Estresse e seu Reflexo na Saúde do Professor publicado na Saúde em Revista de jan./abr. 2005 da Universidade Metodista de Piracicaba.

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Programa do Imposto de Renda 2012 já está disponível

Desde a sexta-feira passada, dia 24 de fevereiro, o programa para elaboração da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2012 (ano-calendário de 2011) pode ser baixado na página da Receita Federal do Brasil; contudo, a transmissão, que necessita do programa Receitanet, também disponível, só poderá ser feita a partir das 8 horas do dia 1º de março vindouro.
FAU

Imagem-link ao site da Receita Federal do Brasil.

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Chegamos aos

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Divulgação de comunicação da Meia Dois Nove Arquitetura e Consultoria

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A necessidade de “limpar” a Maquetaria


A antiga Maquetaria, Laboratório de Modelos  oficialmente batizado com o nome do Mestre Roberto de La Rocque Soares depois da reforma do Ateliê, é o único espaço da Faculdade capaz de propiciar a confecção de peças tridimensionais reais; mesmo que o barulho, na maioria das vezes, perturbe a concentração da vizinhança teórica.
Essa ampla sala dotada de pias e bancadas é uma das raras que mantém a configuração do projeto original do prédio, por isso não é de uso exclusivo das cinco disciplinas Representação e Expressão ministradas às terças e quintas e abriga outras práticas imprescindíveis à formação acadêmica ao longo da semana.
O acúmulo da produção não retirada pelos alunos sempre atrapalhou, de modo contornável, o início dos semestres subsequentes, contudo, com o acréscimo de 20% nas vagas deste ano, que passaram de 50 para 60,  algo urge ser feito: “limpar” o lugar.
Para que isso ocorra de modo sensato e democrático solicitamos aos estudantes que retirem seus trabalhos e os guardem em suas residências ou que a eles dêem outro fim razoável.
Acolher mais 10 alunos sem a devida ampliação de espaço físico requer planejamento e, se possível, a plena participação da coletividade.

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O bom filho à casa retorna


Hoje a FAU rercebeu uma visita relativamente inusitada: Roosevelt Resque, um brilhante ex-aluno há 10 anos radicado na cidade do Rio de Janeiro trabalhando como arquiteto e urbanista de pleno domínio e capacidade de implementação da tecnologia BIM (Building Information Modeling) em escritórios do ramo da construção civil.
Roosevelt, oriundo da antiga Escola Técnica Federal do Pará, desde cedo dedica-se com afinco à computação gráfica e, em tempos idos, ao planejamento de movelário e outros elementos confeccionados em madeira regional de lei: confira o final do vídeo de 1999 postado aqui no BF.
“A vontade de voltar à Belém é enorme, mas o Rio tornou-se um promissor canteiro de obras”, diz Roosevelt, referindo-se à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016.

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Divulgação/convite à FAU

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Blog do Bassalo: sugestão de leitura

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100 anos de Carnaval; por Cau Barata

Fonte: Canal de Cau Barata no Youtube.

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Amianto

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Os 15 anos do Cultura Pará do Vasquinho

Geraldo Teixeira, Jorge Eiró, Vasco Cavalcante, Haroldo Baleixe, Paulinho Assunção, Maria Cristina e Filé.

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Jorge Eiró, Vasco Cavalcante, Makiko Akao, Haroldo Baleixe e Miguel Chikaoka.

Fotos: Luiza Cavalcante.

Comemorou-se ontem, no auditório da Fundação Ipiranga, os 15 anos de um site que hoje é referência à cultura paraense: o Cultura Pará.
Na realidade o grande homenageado da noite foi o Vasco Cavalcante, conhecido no meio artístico simplesmente como Vasquinho, o idealizador e executor do projeto que divulga a arte produzida no estado do Pará.
A artistagem prestigiou o evento: músicos e atores, do palco, animaram a festa; um raro congraçamento, à moda dos anos 1980.

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Um bom tema para TCC: “A vida sem bidê”


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Imagem-link ao site Galileu: Verdade Incoveniente.
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Imagem-link à postagem Década de 1940: a moderna casa de Narciso Braga e Inah Faciola.

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JB, nosso editor chefe, na revista Belém do Pará


Imagem-link à revista eletrônica Belém do Pará.

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Calendário Acadêmico 2012

Calendário Acadêmico 2012 – UFPA. (PDF)

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Registro da orientação acadêmica 2012


(Assista em Full HD)

Foi ontem, no auditório Daniel Campbell, a orientação acadêmica aos novos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará.
O diretor da FAU, professor Juliano Pamplona Ximenes Ponte, auxiliado pela secretária da Faculdade, Eulália Freitas Carmo, expôs a panorâmica do curso e a trajetória curricular atual – em conformidade com o Projeto Político Pedagógico.
O professor José Júlio Ferreira Lima, que também compôs a mesa, deu ênfase ao senso comum, aquém do raciocínio crítico necessário à academia: “é fundamental que preconceitos fiquem do lado de fora da Universidade, pois eles de nada servem ao prudente equacionamento das mazelas sociais com as quais lidamos.”. “Arquitetura e Urbanismo são muito mais que desenhos ‘bonitos’ e exigem tanto a diversidade dos conhecimentos quanto o conhecimento das diversidades”, finalizou.
A diretora do ITEC, professora Maria Emília de Lima Tostes, prestigiou o encontro e entregou camisetas do Instituto com a inscrição “calouro” às costas. Maria Emília, em breve discurso, disse que a disciplina pessoal é a base para o alcance da responsabilidade profissional esperada por quem nos matém: o cidadão brasileiro.
Além disso, claro, as boas-vindas festivas foram dadas e o Centro Acadêmico apresentou o seu programa de integração que começará no dia 27/02, com sintonia fina na rede social Facebook.

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Divulgação/convite à FAU


Folder do evento:

Convite ao lançamento do livro:

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Divulgação/convite à FAU

 

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Divulgação de publicação acadêmica

Imagem-link à Revista Paranaense de Desenvolvimento.

Planejamento orçamentário participativo e regionalização: considerações sobre o Plano Plurianual do Estado do Pará de 2007 a 2010; por José Júlio Lima. (Artigo em PDF.)

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Caros leitores,
A Revista Paranaense de Desenvolvimento acaba de publicar seu nº 119, Dossiê: Planejamento e Gestão Urbana e Regional, Parte 1, organizado por Rosa Moura do IPARDES.
Disponível em: http://www.ipardes.pr.gov.br/ojs/index.php/revistaparanaense
O IPARDES espera que com a contribuição dos artigos que compõem este número se possa ampliar o debate, dar centralidade e inserir com maior ênfase a temáica Planejamento e Gestão Urbana e Regional na agenda de pesquisadores, formuladores de polí­ticas e gestores públicos.
Desejamos a todos uma ótima leitura e convidamos a que consultem o próximo número da Revista, no qual publicaremos a segunda parte do Dossiê.
Agradecemos seu interesse e apoio contínuo em nosso trabalho,

SILMARA CIMBALISTA
Editora Revista Paranaense de Desenvolvimento – RPD
Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social – IPARDES
Revista Paranaense de Desenvolvimento
nº 119 (2010)
Sumário
http://www.ipardes.pr.gov.br/ojs/index.php/revistaparanaense/issue/view/42

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NOTA do jornalista Lúcio Flávio Pinto

AO LEITOR

O Grileiro vencerá?

Como já é do conhecimento público, em 1999 escrevi uma matéria no meu Jornal Pessoal denunciando a grilagem de terras praticada pelo empresário Cecílio do Rego Almeida, dono da Construtora C. R. Almeida, uma das maiores empreiteiras do país, com sede em Curitiba, no Paraná. Embora nascido em Óbidos, no Pará, Cecílio se estabeleceu 40 anos antes no Paraná. Fez fortuna com o uso de métodos truculentos. Nada era obstáculo para a sua vontade.
Sem qualquer inibição, ele recorreu a vários ardis para se apropriar de quase cinco milhões de hectares de terras no rico vale do rio Xingu, no Pará, onde ainda subsiste a maior floresta nativa do Estado, na margem direita do rio Amazonas, além de minérios e outros recursos naturais. Onde também está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte, para ser a maior do país e a terceira do mundo.
Os 5 milhões de hectares já constituem território bastante para abrigar um país, mas a ambição podia levar o empresário a se apossar de área ainda maior, de 7 milhões de hectares, o equivalente a 8% de todo o Pará, o segundo maior Estado da federação brasileira. Se fosse um Estado, a “Ceciliolândia” seria o 21º maior do Brasil.
Em 1996, na condição de cidadão, atendi a um chamado do advogado Carlos Lamarão Corrêa, diretor do Departamento Jurídico do Iterpa (Instituto de Terras do Pará), e o ajudei a preparar uma ação de anulação e cancelamento dos registros das terras usurpadas por C. R. Almeida, com a cumplicidade da titular do cartório de registro de imóveis de Altamira e a ajuda de advogados inescrupulosos. A ação foi recebida pelo juiz da comarca, Torquato de Alencar, e feita a averbação da advertência de que aquelas terras não podiam ser comercializadas, por estarem sub-judice, passíveis de nulidade.
Os herdeiros do grileiro podem continuar na posse e no usufruto da pilhagem, apesar da decisão, porque a grilagem recebeu decisão favorável dos desembargadores João Alberto Paiva e Maria do Céu Cabral Duarte, do Tribunal de Justiça do Estado. Deve-se salientar que essas foram as únicas decisões favoráveis ao grileiro nas instâncias oficiais, que reformaram a deliberação do juiz de Altamira.
Com o acúmulo de informações sobre o estelionato fundiário, os órgãos públicos ligados à questão foram se manifestando e tomando iniciativas para evitar que o golpe se consumasse. A Polícia Federal comprovou a fraude e só não prendeu o empresário porque ele já tinha mais de 70 anos. O próprio poder judiciário estadual, que perdeu a jurisdição sobre o caso, deslocado para a competência da justiça federal, a partir daí, impulsionado pelo Ministério Público Federal, tomando rumo contrário ao pretendido pelo grileiro, interveio no cartório Moreira, de Altamira, e demitiu todos os serventuários que ali trabalhavam, inclusive a escrivã titular, Eugênia de Freitas, por justa causa.
Carlos Lamarão, um repórter da revista Veja (que chegou a ser mantido em cárcere privado pelo empresário e ameaçado fisicamente) e o vereador Eduardo Modesto, de Altamira, processados na comarca de São Paulo por Cecílio Almeida, foram absolvidos pela justiça paulistana. O juiz observou que essas pessoas, ao invés de serem punidas, mereciam era homenagens por estarem defendendo o patrimônio público, ameaçado de passar ilicitamente para as mãos de um particular.
De toda história, eu acabei sendo o único punido. A ação do empreiteiro contra mim, como as demais, foi proposta no foro de São Paulo. Seus advogados sabiam muito bem que a sede da ação era Belém, onde o Jornal Pessoal circula. Eles queriam deslocar a causa por saberem das minhas dificuldades para manter um representante na capital paulista. A juíza que recebeu o processo, a meu pedido, desaforou a ação para Belém, como tinha que ser. Hoje, revendo o que passei nestes 11 anos de jurisdição da justiça do Pará, tenho que lamentar a mala suerte de não ter ficado mesmo em São Paulo, com todas as dificuldades que tivesse para acompanhar a tramitação do feito.
A justiça de São Paulo foi muito mais atenta à defesa da verdade e da integridade de um bem público ameaçada por um autêntico “pirata fundiário”, do que a justiça do Pará, formada por homens públicos, que deviam zelar pela integridade do patrimônio do Estado contra os aventureiros inescrupulosos e vorazes. Esta expressão, “pirata fundiário”, C. R. Almeida considerou ofensiva à sua dignidade moral e as duas instâncias da justiça paraense sacramentaram como crime, passível de indenização, conforme pediu o controverso empreiteiro.
Mesmo tendo provado tudo que afirmei na primeira matéria e nas que a seguiram, diante da gravidade do tema, fui condenado, graças a outro ardil, montado para que um juiz substituto, em interinidade de fim de semana, pela ausência circunstancial da titular da 1ª vara cível de Belém, sem as condições processuais para sentenciar uma ação de 400 páginas, me condenasse a pagar ao grileiro indenização de 8 mil reais (em valores de então, a serem dramaticamente majorados até a execução da sentença), por ofensa moral.
A sentença foi confirmada pelo tribunal, embora a ação tenha sido abandonada desde que Cecílio do Rego Almeida morreu, em agosto de 2008; mesmo que seus sucessores ou herdeiros não se tenham habilitado; mesmo que o advogado, que continuou a atuar nos autos, não dispusesse de um novo contrato para legalizar sua função; mesmo que o tribunal, várias vezes alertado por mim sobre a deserção, tenha ignorado minhas petições; mesmo que, obrigado a extinguir a minha punibilidade, arquivando o processo, haja finalmente aberto prazo para a habilitação da parte ativa, que ganhou novo prazo depois de perder o primeiro; mesmo que a relatora, confrontada com a argüição da sua suspeição, que suscitei, diante de sua gravosa parcialidade, tenha simplesmente dado um “embargo de gaveta” ao pedido, que lhe incumbia responder de imediato, aceitando-o ou o rejeitando, suspendendo o processo e afastando-se da causa; mesmo que tudo que aleguei ou requeri tenha sido negado, para, ao final, a condenação ser confirmada, num escabroso crime político perpetrado pela maioria dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Pará que atuaram no meu caso, certamente inconformados com críticas e denúncias que tenho feito sobre o TJE nos últimos anos, nenhuma delas desmentida, a maioria delas também completamente ignorada pelos magistrados citados nos artigos. Ao invés de cumprir as obrigações de sua função pública, eles preferem apostar na omissão e na desmemoria da população. E no acerto de contas com o jornalista incômodo.
Depois de enfrentar todas as dificuldades possíveis, meus recursos finalmente subiram a Brasília em dezembro do ano passado. O recurso especial seguiu para o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler, graças ao agravo de instrumento que impetrei (o Tribunal do Pará rejeitou o primeiro agravo; sobre o segundo já nada mais podia fazer).
Mas o presidente do STJ, em despacho deste dia 7, disponibilizado no dia 10 e a ser publicado no Diário da Justiça do dia 13, negou seguimento ao recurso especial. Alegou erros formais na formação do agravo: “falta cópia do inteiro teor do acórdão recorrido, do inteiro teor do acórdão proferido nos embargos de declaração e do comprovante do pagamento das custas do recurso especial e do porte de retorno e remessa dos autos”.
Recentemente, a justiça brasileira impôs novas regras para o recebimento de agravos, exigindo dos recorrentes muita atenção na formação do instrumento, tantos são os documentos cobrados e as suas características. Podem funcionar como uma armadilha fatal, quando não são atendidas as normas formais do preparo.
A falta de todos os documentos apontada pelo presidente do STJ me causou enorme surpresa. Participei pessoalmente da reunião dos documentos e do pagamento das despesas necessárias, junto com minha advogada, que é também minha prima e atua na questão gratuitamente (ou pró-bono, como preferem os profissionais). Não tenho dinheiro para sustentar uma representação desse porte. Muito menos para arcar com a indenização que me foi imputada, mais uma, na sucessão de processos abertos contra mim pelos que, sendo poderosos, pretendem me calar, por incomodá-los ou prejudicar seus interesses, frequentemente alimentados pelo saque ao patrimônio público.
Desde 1992 já fui processado 33 vezes. Nenhum dos autores dessas ações teve interesse em me mandar uma carta, no exercício de seu legítimo direito de defesa. O Jornal Pessoal publica todas as cartas que lhe são enviadas, mesmo as ofensivas, na íntegra. Também não publicaram matérias contestando as minhas ou, por qualquer via, estabelecendo um debate público, por serem públicos todos os temas por mim abordados. Foram diretamente à justiça, certos de contarem com a cumplicidade daquele tipo de toga que a valente ministra Eliana Calmon, Corregedora Nacional de Justiça, disse esconderem bandidos, para me atar a essa rocha de suplícios, que, às vezes, me faz sentir no papel de um Prometeu amazônico.
Não por coincidência, fui processado pelos desembargadores João Alberto Paiva e Maria do Céu Duarte, o primeiro tendo como seu advogado um ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, à frente de uma das mais conceituadas bancas jurídicas do Distrito Federal. O ex-ministro José Eduardo Alckmin, que também advogava para a C. R. Almeida, veio a Belém para participar de uma audiência que durou cinco minutos. Mas impressionou pela sua presença.
O madeireiro Wandeir dos Reis Costa também me processou. Ele funcionou como fiel depositário de milhares de árvores extraídas ilegalmente da Terra do Meio, que o Ibama apreendeu em Altamira. Embora se declarasse pobre, ele se ofereceu para serrar, embalar e estocar a madeira enquanto não fosse decidido o seu destino. Destino, aliás, antecipado pelo extravio de toras mantidas em confinamento no próprio rio Xingu. Uma sórdida história de mais um ato de pirataria aos recursos naturais da Amazônia, bem disfarçado.
Apesar de todas essas ações e do martírio que elas criaram na minha vida nestes últimos 20 anos, mantenho meu compromisso com a verdade, com o interesse público e com uma melhor sorte para a querida Amazônia, onde nasci. Não gostaria que meus filhos e netos (e todos os filhos e netos do Brasil) se deparassem com espetáculos tão degradantes, como ver milhares de toras de madeira de lei, incluindo o mogno, ameaçado de ser extinto nas florestas nativas amazônicas, nas quais era abundante, sendo arrastadas em jangadas pelos rios por piratas fundiários, como o extinto Cecílio do Rego Almeida. Depois de ter sofrido todo tipo de violência, inclusive a agressão física, sei o que me espera. Mas não desistirei de fazer aquilo que me compete: jornalismo. Algo que os poderes, sobretudo o judiciário do Pará, querem ver extinto, se não puder ser domesticado conforme os interesses dos donos da voz pública.
Vamos tentar examinar o processo e recorrer, sabendo das nossas dificuldades para funcionar na justiça superior de Brasília, onde, como regra, minhas causas sempre foram vencedoras até aqui, mesmo sem representação legal junto aos tribunais do Distrito Federal.
Decidi escrever esta nota não para pressionar alguém nem para extrapolar dos meus direitos. Decisão judicial cumpre-se ou dela se recorre. Se tantos erros formais foram realmente cometidos no preparo do agravo, o que me surpreendeu e chocou, paciência: vou pagar por um erro que impedirá o julgador de apreciar todo meu extenso e profundo direito, demonstrado à exaustão nas centenas de páginas dos autos do processo. Terei que ir atrás da solidariedade dos meus leitores e dos que me apoiam para enfrentar mais um momento difícil na minha carreira de jornalista, com quase meio século de duração. Espero contar com a atenção das pessoas que ainda não desistiram de se empenhar por um país decente.

Belém (PA), 11 de fevereiro de 2012

LÚCIO FLÁVIO PINTO
Editor do Jornal Pessoal

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