Serviço público: “obras raras, obras caras!”


Esta fotografia, “figurinha repetida” na Internet, levou o Igor Pacheco, editor do Fragmentos de Belém, ao Setor de Obras Raras da Biblioteca Pública Arthur Vianna no CENTUR (Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves) para se certificar da referência correta.
A imagem está contida em um dos relatórios que o intendente Antonio Lemos apresentou ao Congresso Municipal; esse é o de 1909, intitulado como O Município de Belém, o que significa dizer que a foto é do carnaval de 1908.
A amarga surpresa de Igor foi saber que não é mais possível fotografar as obras raras daquele setor, agora é necessário pagar o valor de R$2,00 por imagem, para que, posteriormente, ela seja enviada ao e-mail do requerente.
Está claro que essa cobrança é um DESSERVIÇO PÚBLICO, total desestímulo aos jovens curiosos que se interessam por investigações culturais, mas que não podem arcar com esse custo — qualquer trabalho que necessite de 50 fotografias sairá por 100 Reais.
Uma solução que já foi apontada pelo Blog da FAU seria a digitalização, pelo menos, dos ditos Relatórios de Governo (municipais e estaduais)  — outra opção à escolha da virtualidade da documentação seria a consulta aos dados estatísticos que apontam as obras mais procuradas.
Há muito o site do CENTUR deveria dispor de uma Biblioteca Virtual com e-books (gratuitos, claro!) em pdf.
Essa atitude, além de preservar documentos e principalmente fotografias, reduziria o fluxo desnecessário de pessoas tanto no prédio quanto na Cidade.
A consulta aos jornais antigos, por ora, não está sendo cobrada.

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