Percebemos que a publicação do Diário Online (de ontem: 30SET2025) cometeu equívocos sobre o assunto; não atribuímos culpa ao jornal ou ao periodista; mas, a própria estrutura do nosso site que deles “escondeu” novidades.
Tudo indica que Achados do Laboratório Virtual nas matas do Utinga (de 05ABR2025) tenha sido a única referência do LV ao que escreveu o jornal eletrônico de ontem – trata-se do início das investigações que muito avançaram diante do propósito ao qual a UFPA foi instada: 1929 – A aventura de Pola Brückner (Pola Bauer-Adamara) no Utinga; ou seja, para mais conteúdo (atualizado) seria necessário ir ao prompt do site – o vacilo foi nosso de não ter deixado os hiperlinks das descobertas.
Mas… em reposta ao DOL:
Não, não foram localizados 6 quilômetros de trilhos antigos; mas, fragmentos de trilhos Decauville – dos quais se tem conhecimento por Souza Araújo em A prophylaxia rural do Estado do Pará de 1922:

Ferrovias leves (desmontáveis e portáveis) como a Decauville foram fartamente utilizadas em indústrias de Belém e interior do Estado: olarias como a Landi da ilha das Onças, a de Bento José da Silva Santos na ilha de Arapiranga e a da Santana da Pedreira à beira do Guamá são comprováveis; a própria Estrada de Ferro de Bragança empregava tal equipamento em seus serviços e alguns de seus ramais, como o de Benjamin Constant, tinham o transporte de cargas e passageiros em linhas Decauville com locomotivas (obviamente menores).
O Laboratório Virtual resolveu a demanda do documentário alemão; contudo, as buscas no Utinga permanecem.
Não se possui uma lista dos implementos Decauville adquiridos ao Utinga, mas é possível que por lá apareçam mais trilhos, trollers, vagonetes e até pequenas locomotivas…
Assim nosso trabalho permanece em curso, ainda sem conclusões; todavia pode-se afirmar, em resposta ao jornal, que o Decauville do Utinga restringia-se aos serviços da Diretoria das Águas como um sistema próprio que não se interligava aos trilhos da E. F. B. por serem esses de bitola (distância entre trilhos) métrica – largura distinta dos 0,60m (Decauville).
Tampouco encontramos qualquer indício de que trilhos do Decauville do Utinga, ou mesmo da E. F. B., tenham sido aproveitados no sistema de bondes urbanos na capital paraense: companhias distintas, equipamentos diferentes, incompatíveis.
Por fim: os trilhos submersos encontrados no Parque do Utinga ficavam nas bordas de um canal artificial para servi-lo; uma elevação técnica no nível da água e a imprestabilidade do equipamento nos anos 1950, justificam a submersão.
A maniçoba da Dona Natal em Alenquer tem seus panelões sobre remanescentes pedaços de trilhos Decauville – qual a origem?
Publicações do Laboratório Virtual que podem auxiliar em matérias jornalísticas sobre o Utinga:
O Porto do Carvão em Pinheiro (Icoaraci) — 1908
Achados do Laboratório Virtual nas matas do Utinga
Decauville e os achados no Utinga
1929 – A aventura de Pola Brückner (Pola Bauer-Adamara) no Utinga
Documentário PROCURANDO POR POLA – registros do Laboratório Virtual
Novos achados nas matas do Utinga – Laboratório Virtual/Ideflor-bio
Novos achados nas matas do Utinga – Laboratório Virtual/Ideflor-bio (2)





























































