Um Clipper do Ver-o-peso em 1957

A fotografia acima, tirada por Dmitri Kessel em abril de 1957 para a revista LIFE, mostra um Dirigivel (ônibus), um popular “zepelim” da Viação Triunfo (havia também a Pérola e a Sul Americana, pelo menos), sendo abastecido em bomba de combustível (possivelmente da ATLANTIC) em um CLIPPER que margeava a Doca do Ver-o-peso.
Na realidade temos um close do que se vê ao fundo na fotografia da postagem anterior, retornando mais ainda no tempo.

Fonte: HB.

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Sobre os zepelins belenenses:

1. “Os nossos dirigíveis foram, na verdade, criação da Viação Sul Americana, de propriedade do contador do Banco Ultramarino Clóvis Ferreira Jorge & sócios. E eram construídos na São Jorge de Ribamar Ltda., igualmente de sua propriedade. Tinham carroceria de madeira, ferro e flandres, pintados externamente na cor alumínio. O interior era em couro, alcochoado. Em vez de cobradores, eram tripulados por ‘aeromoças’. No início dos anos 60 foram vendidos para Manaus e São Luiz. Antes disso, porém, inspiraram ainda uma marchinha carnavalesca assinada pelo Prof. Clodomir Colino: ‘Mamãe eu quero, quero / andar de zepelim, / com tanta mulher boa / dando sopa, está pra mim’.” (Do livro A Cidade Transitiva, de Armando Dias Mendes) Fonte: HB.

2. “Na casa dessa família havia uma oficina de consertos de carro e de fabricação de ônibus. Foi lá que foi construído o ônibus em forma de Zeppelin, de nome Viação Pérola, e que foi uma sensação em Belém nos anos 40 e 50. (Aliás, esse ônibus era uma réplica dos outros cinco construídos na Indústria São José de Ribamar Ltda., de nome Viação Sul Americana, de propriedade de Clóvis Ferreira Jorge, segundo registro do professor Armando Dias Mendes, em seu livro A Cidade Transitiva, IOF, Belém, 1998.)” Fonte: José Maria Filardo Bassalo.


Postscriptvm (o1/11/2014):
Acompanhe a evolução da pesquisa pelo SUMÁRIO que dá acesso às postagens sobre CLIPPERS até 24/10/2014.
Algumas informação contidas nesta postagem podem ter caído por terra em consequência da aparição de novos registros documentais.
Não fazemos nenhuma reparação nos textos originais, apenas colocamos esta nota ao final das publicações cobertas pelo período do resumo.
Aprendamos com os nossos erros.

Esse post foi publicado em Fotografia, Fotografia antiga e marcado . Guardar link permanente.

2 respostas para Um Clipper do Ver-o-peso em 1957

  1. Micaela Paraense disse:

    Tenho observado que as últimas postagens de fotos antigas de Belém estão contextualizadas.
    Muito legal, pois sai da simples apreciação saudosista (para os mais antigos) e, quem sabe, até ser material de pesquisa para os jovens e pretensos urbanistas.
    Esse Blog é 10!

  2. Ronaldo Marques de Carvalho. disse:

    O Professor Clodomir Grande Colino, foi meu professor e diretor do Colégio Moderno.
    Ele sempre teve inspiração poética e musical, compôs um dos hinos do Papão: UMA LISTRA BRANCA, OUTRA LISTRA AZUL, ESTAS SÃO AS CORES DO PAPÃO DA CURUZÚ…
    Foi também apresentador de programas de auditório da Rádio Marajoara e possuía uma das vozes mais bonitas do Rádio Brasileiro.
    Foi professor de desenho, grande inteligência paraense.
    Um abraço,
    Ronaldo Marques de Carvalho.

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