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CLIPPERS do Ver-o-peso em folhinha de 1952

O professor Jaime Bibas guarda essa relíquia, um calendário (para os que passaram batidos no termo “folhinha”) do ano de 1952.
A foto é creditada a Ralf kircher, um colorizador de imagens que fez sucesso na década de 1950 com fotos daqui e do Rio de Janeiro, pelo menos; entretanto, até o momento, não foi possível descobrir se as fotografias são de época ou apenas revitalizadas pela  falsa cor.
A Biblioteca do IBGE possui outras fotos colorizadas de Belém, algumas postadas no BF.

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CLIPPERS — “Pequena contribuição ao post sobre clippers:”

Reprodução de postagem do Fragmentos de Belém.


Postscriptvm (o1/11/2014):
Acompanhe a evolução da pesquisa pelo SUMÁRIO que dá acesso às postagens sobre CLIPPERS até 24/10/2014.
Algumas informação contidas nesta postagem podem ter caído por terra em consequência da aparição de novos registros documentais.
Não fazemos nenhuma reparação nos textos originais, apenas colocamos esta nota ao final das publicações cobertas pelo período do resumo.
Aprendamos com os nossos erros.


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O terreno do Banco do Brasil visto de um CLIPPER


Vista aérea da avenida Presidente Vargas: terreno ainda baldio onde foi construído o edifício do Banco do Brasil, na esquina da Santo Antonio.
A estrutura de sustentação da asa de um hidroavião do tipo CLIPPER, provavelmente da Pan Air, aparece na imagem.

Foto: Biblioteca do IBGE.

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CLIPPER — mera alusão aos hidroaviões de casco?

Aviões do tipo CLIPPER: grande autonomia de voo nos anos 1930.

CLIPPER da Pan Air em Belém.

O professor José Júlio Lima fez um questionamento ao Blog da FAU sobre a significação do termo CLIPPER dado às antigas PARADAS de ônibus comuns em Belém desde a década de 1930:
“Ao acompanhar as postagens sobre os ‘clippers’ de Belém, fiquei curioso quanto a utilização do termo em inglês para designar um mobiliário urbano característico dos anos 50 e 60 em Belém e em outras cidades brasileiras (?). Uma pesquisa rápida indica que ‘clipper’ em inglês é o nome dado ao mais rápido navio a vela. Foi usado principalmente em viagens de longo curso no séc. XIX. Surgiu nos E.U.A., e tem como características o casco afilado, o grande comprimento e um número de velas muito maior que o dos demais navios de mesmo porte. Acredito que a utilização do termo tem referência a forma das pequenas construções inspiradas no barco citado, ou ainda nas linhas art decó, ou proto-modernistas. Com a palavra os historiadores da arquitetura…”

O BF, na pessoa do editor HB, lançou uma hipótese como resposta, passível de correção por parte dos internautas que possuam a informação comprovada:
“Zé Júlio:
Outra possiblidade para o nome CLIPPER, que se fosse considerada válida, garantiria a exclusividade do nome de nossas paradas antigas de ônibus, seria o fato de na década de 1930 surgir um hidroavião de casco capaz de transportar muito combustivel e ter autonomia de voo: era o CLIPPER; em alusão, claro, ao veleiro rápido, corsário.
Há modelos clássicos como o China Clipper, o Boeing 314 Yankee Clipper e o Sikorsky S-40.
Quem sabe se, pela modernidade e luxo da atividade de voar, os belenenses, que já conviviam com a Pan Air, não resolveram associar as formas das asas do hidroavião à tipologia das nossas paradas de ônibus, principlamente em relação à cobertura plana com chanfro boleado, e dar a elas um apelido, que pegou direitinho.
‘Em 2/3/1931, a empresa (Pan Air) inaugurou seu primeiro serviço para passageiros, entre Belém e Santos, uma vez por semana, com uma frota de três aviões Sikorsky S-38 e cinco Commodore – ampliada nos três meses seguintes para cinco Sikorsky S-38 e seis Commodore. A viagem entre Belém e Rio de Janeiro, pela costa, era efetuada em três dias.’ (http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0058a.htm).
Vejo isso como possibilidade porque os CLIPPERS ‘proto-modernistas’ da década de 1940/50, que se livravam do ‘art decó’ dos anos 1930, parecem assumir o desenho desses hidroaviões em outra interpretação (simplificada): as colunas de concreto das PARADAS inclinam-se como as estruturas das asas dos CLIPPERS que voavam e amerrissavam de verdade às proximidades do Ver-o-peso, no cais da Pan Air.
Mas, deixemos que a galera da teoria elucide essa questão, isto é apenas um chute de blog, sem pretensão acadêmica.
Abraço,
Haroldo.”

Se essas  lucubrações tiverem algum fundamento, os zepelins parauaras da postagem Um Clipper do Ver-o-peso em 1957 e o design do CLIPPER de Icoaraci na década de 1960 passam a se inter-relacionar com a aviação, sinônimo de modernidade tecnológica atemporal.


Postscriptvm (o1/11/2014):
Acompanhe a evolução da pesquisa pelo SUMÁRIO que dá acesso às postagens sobre CLIPPERS até 24/10/2014.
Algumas informação contidas nesta postagem podem ter caído por terra em consequência da aparição de novos registros documentais.
Não fazemos nenhuma reparação nos textos originais, apenas colocamos esta nota ao final das publicações cobertas pelo período do resumo.
Aprendamos com os nossos erros.

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Ver-o-peso — o quebra-cabeças vizinho nos anos 1930


A cada dia que passa a Internet armazena novas imagens de Belém do Pará, o que é fascinante aos olhos de todos; contudo, a falta de referências — ou referências erradas como no caso do IBGE e do Instituto Moreira Salles — confunde a cabeça de qualquer internauta.
Catamos algumas fotografias do Ver-o-peso e sua cercania, tentando dar a elas uma ordenação cronológica desde quando a Praça do Relógio não existia até o final dos anos 1940, momento em que as palmeiras já se encontram taludas.
Na fotografia da coleção Allen Morrison a praça pensada pelo intendente Antonio Facióla, mas inaugurada por Magalhães Barata em 1931, aparece asséptica, com calçamento decorado por ondas e  quatro postes de ferro fundido em seus cantos — a cobertura de um quiosque surge à vista, vizinha, mais próxima ao porto.
Mal crescem as árvores multiplicam-se os postes (é óbvio que iluminar o espaço público fora uma necessidade).
Verifica-se, ainda no pouco desenvolver das palmeiras, que o calçamento contínuo é substituído pelo “dentado” para possibilitar que os coletivos estacionem ao redor da praça.
Antes de criar o estacionamento oblíquo para os ônibus, outra demanda premente fora suprida: o combustível; daí não ser estranho enxergar um pequeno posto fronteiriço à praça Siqueira Campos (ou do Relógio) e com ele as PARADAS de ônibus que se dispõem rapidamente, e de modo estratégico, no centro nevrálgico da Cidade.
Isto sugere que a indústria automobilística empurrara o bonde ladeira abaixo até 1947.


Postscriptvm (o1/11/2014):
Acompanhe a evolução da pesquisa pelo SUMÁRIO que dá acesso às postagens sobre CLIPPERS até 24/10/2014.
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