Doca do Reduto ― aterramento: 1910(?)

screenhunter_07-nov-26-10-32Vista da 28 de Setembro à Ilha Moreira e ao Porto de Belém, já construído em 1929/30

sdeVista inversa: da Praça Ilha Moreira (hoje Magalhães) à 28 de Setembro em 1929/30

Supomos que a Doca do Reduto fora canalizada e aterrada com o fechamento do acesso à Baía do Guajará pelo Porto de Belém.
A área tampada, que sofria constantes alagamentos, obteve reparos na administração de Antonio Facióla (último intendente de Belém) e compunha a “Bacia do Reduto”; por ora não sabemos quando tal canal transmutou-se a céu aberto, como hoje está.

À “evolução” [acessar A Doquinha (ou The Trach Place) antes e depois do Porto]:

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Doca do Reduto ― origem: 1852

Observação: NÃO CONFUNDIR COM a Doca de Souza Franco!
A Doca do Reduto, aqui mostrada, foi aterrada com as obras do Porto de Belém, executadas pela Port of Parah.
Hoje, no local, há um canal apelidado de doquinha, margeado pela avenida General Magalhães:

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Doca do Reduto

Fonte do texto: Relatorio apresentado ao exm.o snr. dr. José Joaquim da Cunha, presidente da provincia do Gram Pará, pelo commendador Fausto Augusto d’Aguiar por occasião de entregar-lhe a administração da provincia no dia 20 de agosto de 1852. Pará, Typ. de Santos & filhos, 1852.

Fonte da imagem: fotografia sem referências que circula pela Internet, provavelmente entre o final do século XIX e o início do XX.
A Doca do Reduto é representada no mapa de Nina Ribeiro, levantado entre 1883 e 1886, aqui publicado como Planta da Cidade de Belém 1899.

Palmo = 22cm.
Braça =2,2m.

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Fatos em Foco (ESPECIAL FAU 50 ANOS)

3Parte do grupo de homenageados fotografada por João Paulo Guimarães:
Acima: Rossana, Fabiano, Roberta, Elcione, Zé Júlio, Rose, Thais, Jô, Gisa, Morgado, Irving, kláudia, Biá, Fábio, Alcyr, Ronaldo, Cybelle, Cecilia, Lise (esposa de Hélio), Hélio, Ortiz (Pró-Reitor de Administração) e Cicerino.
Abaixo: Haroldo, Jaime, Juliano e Jorge.

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Comemoração dos 50 anos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA, dia 17 de março de 2015, no prédio do Instituto de Ciências Jurídicas da UFPA, Campus Universitário do Guamá.


Mais no flickr: álbum FAU-UFPA 50 ANOS.

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Divulgação/convite à FAU

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Das pérolas do Flávio Nassar

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Professor Flávio Sidrim Nassar, pró-reitor de Relações Internacionais, metaforizando (ou seria hiperbolizando) a importância da criação da Escola de Arquitetura da U(F)PA em 1964.
O discurso de Flávio foi ontem, por ocasião da comemoração dos 50 anos da FAU, no auditório do Instituto de Ciências Jurídicas.
Cicerino Cabral do Nascimento, ex-aluno da Escola de Arquitetura e professor aposentado da FAU, é precursor, em Belém (Pará), nos estudos do conforto ambiental a partir da ventilação natural.

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Amanhã, às 16 horas, a FAU comemorará seus 50 anos

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Será amanhã, no auditório das Ciências Jurídicas, a comemoração do CINQUENTENÁRIO da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará ― implementada ESCOLA DE ARQUITETURA na UNIVERSIDADE DO PARÁ no dia 22 de abril de 1964.
A cerimônia está prevista para às 16 horas com outorga de certificação pelos relevantes serviços prestados por professores e funcionários, vivos, ao Curso, identificado ao longo dos anos como escola, departamento e agora: faculdade.
A imagem à esquerda é do grande banner afixado na FAU à divulgação boca a boca; e: é azul, pela safira do ofício.
Sabe-se que o júbilo é tardio, às vésperas dos 51 anos, contudo, fez questão a direção dos professores Fabiano Homobono e Cybelle Miranda, em não abrir mão de uma certa étiquette para demarcar o meio século que atingiu a Escola, com sucesso acadêmico e profissional que a destaca no cenário nacional e, quiça, no internacional.
Para tanto a Faculdade mandou confeccionar um fino documento, de tiragem limitada (69 impressões) e registrada, com signo criado pela aluna Renata Monteiro em abril do ano passado:

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O diploma, impresso em papel artesanal de fibra vegetal nativa, em seu topo possui duas marcas para nós históricas: a da FAU, à esquerda, idealizada em 1999, pelo professor José Daniel Portugal Campbell Penna; e: a da UNIVERSIDADE DO PARÁ, à direita, concebida em 1964-65, pelo professor Alcyr Bóris de Souza Meira.
Aposto a esse conjunto um selo dourado que recebe a chancela manufaturada para este fim.
Amanhã: todos lá!


Consultar as 69 certificações expedidas nos 50 ANOS da FAU-UFPA:

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“Um resumo da nossa vida social de 25 annos” ― 1891-1916

O recorte 01 abaixo, retirado do jornal Estado do Pará de 28 de maio de 1916, é uma matéria assinada por Zed (?), sobre o Sport-Club, então “decrepita sociedade” prestes a “morrer”.
Ao que se lê, o Sport-Club simbolizava a trajetória da vida social de Belém desde a última década do século XIX aos primeiros 16 anos do XX.
De início, em 1890, com a fusão do Club de Esgrima a “certo grupo amorpho que jogava bola, pocker e bilhar, num estabelecimento pertencente ao velho Julião (no arraial de Nazaré)”, chamou-se Club Internacional, instalando-se “num predio de vastas saccadas, situado nas imediações do Theatro Moderno”; “sempre progredindo, mudou-se posteriormente para o predio onde funcionava o Universal*, á Praça da Republica”.
Funda-se o Sport-Club, mas como “todos os sócios d’um, também do outro”, encampa-se a este o acervo acumulado do Internacional, instalando-se em Nazaré em “casa incomparavelmente mais adequada”.
“O Sport-Club ainda engoliu, mais tarde, com todo o seu mobiliário, a velha sociedade dansante ― Assembléia Paraense”. O “velha” está relacionado às poucas opções sociais destinadas às senhoras: “nas partidas das sociedades dançantes, geralmente constituidas por socios pagantes que, mediante a miseria de 5$000 mensaes, compravam o direito de meia duzia de salamaleques de trinta em trinta dias”; isto antes do surgimento dos clubs.
Não se percebe, no texto de maio de 1916, nenhuma relação da Assembléia Paraense (“sociedade dansante”), com o  club Assembléia Paraense que, no recorte 02 retirado do mesmo jornal em data posterior (05/10/1916), avisa “aos srs. socios”  da nova sede (houve anterior) “á praça da Republica n. 15″ onde a sociedade seria instalada em 08 de outubro, domingo do Círio de Nazaré.
Verificar na postagem Mutações do signo AP ― 100 anos do clube Assembléia Paraense que a 4ª sede social ― estampada como própria por clichê ―, inaugurada em 31 de dezembro de 1929, situava-se n’outra numeração da mesma praça: “34”.

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O Calendário Perpétuo confirma o Círio de 1916 no segundo domingo de outubro, dia 08:

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Infelizmente, por ora, não conseguimos imagens dos prédios aqui citados; contudo, poderão surgir como resultado de investigações futuras.

Colaboração: Regina Vitória da Fonseca.


Postscriptvm:

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Segunda sede social da Assembléia Paraense no Carnaval de 1919: Praça da República nº15 ― o Calendário Perpétuo dá o 04 de março como terça-feira gorda.

O livro “Assembléia Paraense: memórias 1915-1992, p. 70″, de Mário Dias Teixeira, diz:
“A segunda sede social da AP esteve na casa nº 15, na Praça da República, local onde funcionou  o Clube do Remo, antes da Tuna Luso Comercial, hoje Brasileira. Esse imóvel foi arrendado por cinco (5) anos, […]. A firma que realizou as obras, […] entregou-as em outubro de 1916, sendo a nova sede inaugurada em 31 de dezembro desse mesmo ano […].”

A fotografia acima não consta do livro de Teixeira, ela nos foi enviada por José Maria de Castro Abreu Júnior em novembro de 2009.

Fonte: Blog HB.


Postscriptvm²:
*Universal, seria o Club Universal que entre 1904-1905 ocupou, comprovadamente, a mesma casa da Praça da República nº15:

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Pelo levantamento desta publicação a edificação da fotografia de 1919, à Praça da República nº15, hospedou os clubs Internacional, Universal, Remo, Tuna Luso Comercial e Assembléia Paraense.

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