EUA ultrapassam os 10% de visitas ao BF no trimestre

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O Blog da FAU, apesar de não ser uma publicação bilíngue, tem mais de 10% de suas visitas oriundas dos Estados Unidos da América, ultrapassando Portugal, pais de idioma materno.
O “termômetro” do mapa vai do amarelo ao vermelho, em dégradé; os territórios em branco não acessaram o BF nos últimos 90 dias.
Estamos caminhando ao 5º aniversário do site, em 30 de maio vindouro, em paralelo à chegada da marca de 1/2 milhão de acessos; se as coisas coincidirem atingiremos a média de 100 mil por ano.

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O gigantesco Largo de São Brás e sua ocupação (2)

Na postagem O gigantesco Largo de São Brás e sua ocupação (1) montamos uma cronologia da expansão urbana na extensa área do Largo de São Brás ou: Praça Floriano Peixoto; espaço da Comuna vizinho à Estação da Estrada de Ferro de Bragança.
O jornal A província do Pará de 14 de novembro de 1952 noticia a “concorrência pública” à construção do “maior abrigo de passageiros de Belém”, uma espécie de Clipper capaz de atender às necessidades dos que viajavam ao interior do Estado por rodovias:

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Ao que tudo indica, a mesma Província divulga o “resultado” de tal concorrência, dando como acertada a obra da Estação Rodoviária em 04 de março de 1953:

qwer[Em 1954 a Hudson Motor Car Company fundi-se à Nash-Kelvinator Corporation dando origem à American Motors (AMC) ― apenas para uma anotação econômica.]

Contudo, o que se observa no postal publicado em Vista aérea de São Brás no início da década de 1970, é que o desenho assinado por Pinto Martins não corresponde à construção que lá existia, pelo menos 17 anos depois:

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A memória alcança um posto de combustíveis com quatro boxes de pé direito alto à São Jerônimo, destinados à lavagem de ônibus – a Belém-Brasília fora inaugurada em 1959 –; já os demais serviços e a bandeira comercial, só os internautas mais idosos podem nos ajudar.
Para os que ainda não se localizaram: o projeto ficaria, tal qual a distinta construção está na foto, onde hoje há o Memorial (Chapéu) do Barata.
Note-se, no postal, que o Terminal Rodoviário Hildegardo Nunes, construído no terreno da Estação Ferroviária de São Brás, está, aparentemente, em fase de acabamento.

Colaboração: Aristóteles Guilliod de Miranda e José  Maria de Castro Abreu Júnior, autores do livro UFPA Memória histórica da Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará 1919/1950 – da fundação à federalização.

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Fatos em foco

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Campus Universitário do Guamá, Belém-PA ― 26 de fevereiro de 2015.

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De volta a Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará

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A maternidade-escola que virou colégio em Belém (2)

Iniciamos o assunto Maternidade Escola de Belém na publicação O gigantesco Largo de São Brás e sua ocupação, quando questionamos: “… até que ponto ele (o projeto) saiu da prancheta de Karman.”.
Na sequência, em A maternidade-escola que virou colégio em Belém (1), especulou-se novamente sobre a autoria do plano do Maternidade Escola de Belém: “… O projeto executado fora o de Jarbas Bela Karman, com os ‘devidos ajustes à aprovação’ diante de parcas verbas; ou: teria a colaboração dos pensadores do Estádio Municipal de Belém?”.


As investigações sobre o edifício do Maternidade Escola de Belém, abandonado por anos  ― possivelmente entre 1957 e 1964 ― até sofrer adaptações e ser inaugurado como Colégio Augusto Meira no início da Ditadura Militar no Estado do Pará, continuam; portanto, aos documentos:

2 o contrato para construção Provincia 27 ago 52 p8

O recorte de A Província do Pará mostra que o Maternidade Escola de Belém, apesar dos CR$1.082.000 repassados pelo Governo Federal entre 1949 e 1950, em agosto de 1952, era apenas um terreno vizinho ao Berço do Pobre de Belém.
O que ocorrera então, dentre 1949 e 1952? Discutira-se, por três anos, como conseguir verbas à monumental proposição de Jarbas Bela Karman?
Contudo, o jornal dá fé à autoria da planta (projeto) ao engenheiro civil Dilermando Cairo de Oliveira Menescal, vencedor de “concorrência pública” que assinaria contrato com a Sociedade Pró-Mater para ser o CONSTRUTOR da “estrutura de concreto armado” do hospital; mais detalhes em A Província do Pará de 31 de agosto de 1952.

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Rastreou-se nos Diários Oficiais da União, um de 1953 e outro de 1956, uma soma de Cr$1.100.000 destinados ao Maternidade Escola de Belém, desta vez atrelado à Sociedade Pró-Master, presidida pelo médico Clóvis Meira, justamente quem assina o contrato da obra com Dilermando Menescal ― ver as cláusulas do acordo entre as partes em A Província do Pará de 31 de agosto de 1952.

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Composição do Governo Passarinho em Diário Oficial do Estado do Pará de 1964.

Entramos, por ora, em outro hiato: o de 1957 a 1964, quando a “estrutura de concreto armado”  recebeu fechamento para, em 1º de abril de 1965,  ser inaugurado o Colégio Augusto Meira, pelo então governador, a serviço do Golpe Militar de 1964, tenente-coronel Jarbas Gonçalves Passarinho, que tinha como secretário de Estado de Obras, Terras e Águas: o engenheiro Dilermando Menescal ―  já sabido, desde 1952, como autor do projeto do Maternidade Escola de Belém.

Colaboração: Aristóteles Guilliod de Miranda.


Postscriptvm:

maquete  Meira LBA 1982 p47

Estamos no rastro da datação desta foto, publicada em A maternidade-escola que virou colégio em Belém (1); contudo, pelo aqui comprovado, só pode ser de 1952 em diante.

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Fatos em foco

Viagem

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Estádio Municipal de Belém ― na cola do Pacaembu; por José Maria Coelho Bassalo

BassaA imagem daquilo que seria o Estádio Municipal de Belém nos permite deduzir uma possível referência utilizada por Davi Lopes e Augusto Meira Filho para a concepção do projeto: O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – o Pacaembu, em São Paulo.
Penso ser essa uma inferência verossímil por conta de questões como cronologia e semelhanças constatadas pela comparação dos dois projetos.
No texto orginalmente publicado em “A Província do Pará”, ao expressar que “sabe-se do tipo internacionalmente adotado de arquibancadas em forma de anfiteatro…”, Augusto Meira Filho denota familiaridade com estádios anteriormente construídos, dotados de partido arquitetônico semelhantes. O Pacaembu, projetado pelo renomado Escritório Ramos de Azevedo, foi inaugurado, com ampla divulgação na imprensa, em 1940, sete anos antes da apresentação do complexo esportivo belenense. Tal sequência temporal torna possível, portanto, que nossa dupla de projetistas tivesse conhecimento da configuração do modelo paulista, fazendo-se admissível a influência especulada.
Nossa tese, contudo, não se baseia apenas no provável conhecimento do exemplo precedente. Supomos que houve influência, sobretudo, pelas similitudes entre os dois estádios aqui tratados, ainda que percebidas somente pela análise das imagens que dispomos no momento.
O desenho publicado do Estádio Municipal de Belém nos permite identificar princípios, elementos e formas igualmente presentes no Pacaembu, dentre os quais, a nosso ver, afiguram-se como mais nítidos:
– Estádio como parte de um complexo esportivo maior, dotado de vários outros espaços (ginásio, piscina, escola, quadras externas, anfiteatro etc);
– Aproveitamento da topografia do local onde está implantado;
– Adoção de arquibancadas parcialmente cobertas, contínuas, em forma de ferradura ou anfiteatro;
– Lançamento da entrada principal sob a parte curva das arquibancadas;
– Presença de praça em frente à entrada principal;
– Existência de pista de atletismo;
– Presença de pequena colunata no topo das arquibancadas;
– Localização dos vomitórios apenas na parte curva das arquibancadas;
– Posicionamento central das tribunas, acessadas diretamente pela parte de cota mais alta do terreno;
– Erguimento de edificação adjacente ao acesso das tribunas;
– Uso de três torres laterais de iluminação;
– Evidenciação da estrutura na fachada principal curva (pilares à mostra).
Conforme se observa, é factual a verificação de similaridades entre os dois estádios, sobretudo se considerarmos que, em 1947, ainda não estava construído o “tobogã” (como é conhecido) do lado oposto à parte curva das arquibancadas do Pacaembu. Assim sendo, mesmo que com capacidade menor, como demonstra a contagem dos degraus das arquibancadas (31 no Pacaembu e 22 no Municipal de Belém), não nos parece absurdo depreender que a Cidade de Belém ganharia um estádio, se construído fosse, inspirado no precedente paulista.

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A perspectiva do projeto do Estádio Municipal de Belém de 1947 e foto atual do Estádio Municipal de São Paulo (inaugurado em 1940); mesma orientação N/S.

Para melhor entender o assunto leia Estádio Municipal de Belém ― complexo desportivo inexecutado.

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