1963 – Iº Salão de Artes Plástica da UP – artistas e comissão organizadora reconhecidos

1. João Pinto1º Prêmio Escultura (medalha de ouro mais 100 mil Cruzeiros); 2. Luigi Fazio GlandolfoBolsa de Estudos (?); 3. Dionorte Drummond NogueiraMenção Honrosa Pintura; 4. Benedito Melo2º Prêmio Pintura (medalha de prata sem dinheiro); 5. Reitor Silveira Netto; 6. Maria José Sampaio CostaBolsa de Estudos (?); 7. András FüreszDesenho Menção Honrosa (?); 8. Roberto de La Rocque Soares2º Prêmio Pintura (medalha de prata sem dinheiro); Ruy Meira1º Prêmio Pintura (medalha de ouro mais 100 mil Cruzeiros); e, 10. Mário Pinto GuimarãesBolsa de Estudos.

1. Inocêncio Machado Coelho; 2. Francisco Paulo Mendes; 3. (?); 4. Reitor; 5. Alcyr Meira; 6. Benedito Nunes; e, 7. Quirino Campofiorito (este da comissão julgadora).

1. Cônego Ápio Campos; 2. Inocêncio Machado Coelho; 3. (?); 4. (Armando Balloni?); 5. Siveira Netto; 6. Izolina Silveira; 7. Oswaldo Melo; 8. Alcyr Meira; 9. Clóvis Moraes Rêgo; 10. Francisco Paulo Mendes; e, 11. Benedito Nunes.

As três fotografias acima compõem (ou compuseram) o O acervo fotográfico não identificado da BC/UFPA; na primeira se enxerga artistas paraenses premiados com medalha de ouro e dinheiro, com medalha de prata (2ºs lugares), com menção honrosa, ou ganhadores de bolsas de estudos à Região Sul do país (esses com menos de 30 anos de idade); já na segunda estampa se vê os componentes da comissão instituída como coordenadora do Iº Salão de Artes Plásticas da Universidade do Pará – nome dado pelo Edital de Regulamento divulgado no Jornal do Commercio do Amazonas de 14SET1963.
A terceira imagem, à entrada do lugar, parece-nos uma comitiva de recepção – ou um flash com essa intenção.
Em 2016 publicamos Primeiro Salão de Artes Plásticas da Universidade do Pará (1963), usando um audiovisual da Juçara Filmes referenciado pela dissertação de Angélica Meira no mestrado da Fundação Getúlio Vargas – Maria Angélica, a Keka, é filha de Ruy Meira, o primeiro colocado em Pintura do I° Salão de Artes Plásticas da Universidade do Pará – o termo Federal só surgiria em 1965.
Nesta retomada do tema tentaremos expandir as informações a partir de publicações locais e nacionais sobre o evento:

A revista Manchete, em sua edição de 04JAN1964, dá destaque ao Iº Salão de Artes Plásticas da UP como O Salão da Amazônia, mostra montada na sede social do clube Assembléia Paraense, na avenida Presidente Vargas – a matéria do magazine fora tardia, já que a exposição teve seu vernissage no dia 1° de novembro de 1963, às 17 horas, segundo convite público estampado em A Província do Pará do dia.

O regulamento do Salão define a Amazônia e consequentemente os nela radicados aptos às inscrições no concurso; por esta ótica O Salão da Amazônia foi um título apropriado; entretanto, o magazine de circulação nacional, fala em “Composição, de Iedo Saldanha, do Maranhão, distinguido com o primeiro prêmio de gravura”: o termo “distinguido” pode se referir a uma atitude soberana da comissão julgadora, uma vez que não havia, no edital, nenhum mimo à categoria gravura, só existiam três prêmios em dinheiro acompanhados de medalhas de ouro:

É curioso que a categoria desenho tenha sido tratada como de menor significância (e visibilidade), já que o prêmio em dinheiro a ela destinado equivaleria a 30% das outras duas: pintura e escultura, das quais Ruy Meira e João Pinto foram, respectivamente, os dois maiores vencedores do Salão: levaram pra casa medalha de ouro e 100 mil Cruzeiros cada.


Quando a Manchete (de 04JAN1964) revela a comissão julgadora do Salão (Edith Behring, Quirino Campofiorito, Valdemar da Costa, Armando Balloni e Francisco Paulo Mendes) dá pistas de que Edith Behring, presente em Belém para ministrar uma oficina de gravura quando alçada à condição de jurada pela comissão organizadora, tenha puxado a brasa à sua sardinha (a linguagem da gravura); isto explicaria o primeiro lugar forçado (fora do Edital) às três estampas de replicação do maranhense Iedo Saldanha em detrimento aos quatro desenhos (únicos) do paraense András Füresz que levou menção honrosa (ou prêmio de consolação) – certamente se a prenda fosse de 100 mil Cruzeiros seria difícil esse esdrúxulo (mas engolível) arranjo.
Também no Edital de Regulamento não há nenhuma menção ao apoio que o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ) daria à UP: o MAM abalizaria um grupo de especialistas em arte (composto por jornalistas, críticos e artistas) que traria, por avião, uma exposições de artista plásticos de renome nacional e internacional que gravitavam no eixo Rio-São Paulo selecionados por Eneida de Moraes, segundo Quirino Campofiorito (O Jornal de 18JAN1964).
Harry Laus, em matéria do Jornal do Brasil de 29AGO1963, informa que a Reitoria da UP pagou as passagens aéreas desses profissionais, bem como o transporte e seguro das obras remetidas pelo MAM.
Na realidade o I° Salão de Artes Plásticas da UP foi além de um evento regional: trouxe a Belém uma exposição de vanguarda, com oficinas e palestras proferidas por autoridades (à época relevantes) na técnica e no assunto (ou motivo).

O jornal A Província do Pará do dia 10NOV1963 reproduz, na ordem orientada pelo catálogo, o nome de todos os participantes (regionais) do Salão – demos destaque aos paraenses, alguns dos quais entrevistados pela Província no período de inscrição e que terão suas falas reproduzidas ao final desta matéria, nas referências.
Ainda não foi possível, pelo desencontro das informações nas mídias, listar os intelectuais que foram trazidos pela Universidade com o aval do MAM-Rio; também não alcançamos um rol confiável das obras/artistas que vieram junto como bagagem, nem a programação e as atividades culturais que eles (“do MAM”) propuseram e cumpriram – nas reportagens temos fragmentos que ainda não se confirmaram.
Por repetição de notas, obras da polonesa radicada no Rio de Janeiro, Fayga Ostrower, e do pernambucano, Darel Valença Lins, estiveram penduradas nos painéis montados na Assembléia Paraense.

Por outro lado A Província nos dá os nomes de todos os artistas e/ou aspirantes a artistas que compuseram a exposição que fez barulho em Belém e no dito sul do país.

Eneida de Moraes e Harry Laus na abertura do I° Salão da UP na AP

Eneida de Morais e Harry Laus, jornalistas que integraram a comitiva sulista avalizada pelo MAM – ele presidente (da comitiva sulista) – escreveram nos jornais cariocas sobre o Salão da UP: Laus no Jornal do Brasil (07NOV1963) e Eneida no Diário de Notícias (08NOV1963); nenhum dos dois poupou críticas ao certame: Laus o chamou de experimental e Eneida não atestou sua qualidade; todavia apontam Roberto de La Roque Soares como o destaque da categoria pintura: Laus diz que La Rocque era o “único merecedor do prêmio de pintura” e Eneida: “Não direi que o salão seja de melhor qualidade se bem que êle apresente artistas como Roberto de La Rocque Soares (Pará), com pinturas a óleo muito boas…”.
Em outras palavras: Eneida e Laus desconsideraram a decisão da comissão julgadora, para a qual não foram escolhidos apesar de aqui estarem presentes e aptos à compô-la, que deu a Ruy Meira o primeiro lugar e empatou, na segunda colocação, La Rocque com Benedito Melo em pintura.
Bem… não conhecemos rivalidades entre os amigos La Rocque, Benedito Melo e Ruy Meira (foto na sequência); impossível imaginar, no turbilhão político-ideológico das vésperas do Golpe Militar de 1964, as relação entre os membros da comitiva sulista que aqui chegou com pavulagem – apesar de Eneida e Quirino serem paraenses nascidos em Belém.

Antonio Carlos Lobo Soares, primogênito do Mestre La Rocque, enviou-nos fotos de duas telas pintadas a óleo que seguem os mesmos gestos (pictóricos) das apresentadas no Iº Salão – Tonhão busca registros das pinturas que foram expostas na AP em 1963, mas mal reproduzidas nos clichês de A Província do dia 10NOV1963 vistos mais acima.

Pouca gente conhece a Maquetaria, a sala mais popular do Ateliê de Arquitetura da UFPA, pelo nome de Laboratório Professor Roberto de La Rocque Soares (a placa beira os 14 anos); muito menos que La Rocque, se vivo estivesse, completaria 100 anos no dia 28 de outubro próximo.


Referências:

Entrevistas com alguns artistas que se inscreveram no I° Salão de Artes Plásticas da UP e tiveram seus trabalhos expostos:
Irmão Afonso
João Pinto
Ruy Meira
La Rocque
Raimundo Viana
Marialva de Castro Ribeiro

Leia também Os barulhos de Laus e Eneida.


As investigações continuam ao enriquecimento desta matéria ou à produção de outras que dela se desdobrem.

Por fim reveja o audiovisual sobre o I° Salão de Artes Plásticas da UP


Postscriptvm:

Aqui fechamos a lista dos 12 artistas expositores externos do I° Salão da Universidade do Pará que, segundo Quirino Campofiorito, foram escolhidos pela escritora paraense Eneida de Moraes.
Linkaremos os nomes desses artistas às suas biografias e/ou obras:
Ademir Martins, Ana Letícia, Darel Valença Lins, Edith Behring, Fayga Ostrower, Frank Schaeffer, Iberê Camargo, Izabel Pons, Marcelo Grassman, Roberto Delamônica, Rossini Peres e Tiziana Bonazzola Barata.


Postscriptvm (09DEZ2024):

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Divulgação/convite à FAU

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Estampa Círio 2024

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Há pouco os alunos de Representação e Expressão I, por enquete com a participação de 63 matriculados nas duas turmas, selecionaram a estampa que figurará na camiseta do Círio 2024; as 13 figuras são resultantes de experimentos gráfico-plásticos e pesquisas em meios de reprodução de distintas linguagens – os quais serão mostrados em vinhetas por ocasião da Quadra Nazarena.
Os criadores:
Micaelly Fernandes, Mikaele Caetano, Natielly Silva, Rayssa Guimarães e Walex Campos.

Em breve a estampa, em arte proporcional no formato A-4, será disponibilizada ao domínio e uso públicos.


Postscriptvm:
Círio 2024 – arte final.
Teste de impressão (28SET2024).

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Divulgação – site PNUM2024

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O jardim do Museu da UFPA nos anos 1960

Acervo digital (ora IDENTIFICADO) da Biblioteca Central da UFPA

Em novas incursões às fotografias digitalizadas pela Biblioteca Central da UFPA na gestão de Graça Pena, conseguimos identificar o local desta tácita apresentação de um coral (o da Universidade?).
Seria o jardim da Reitoria da instituição nos anos 1960, reitorado de Silveira Netto (1960-69), hoje sede do Museu da Universidade Federal do Pará, o MUFPA.
O jardim à época era cercado por muro de alvenaria com portão em madeira – hoje possui gradil em toda a extensão para vista pública do lugar, na esquina da avenida Governador José Malcher com a avenida Generalíssimo Deodoro.
Observa-se a existência de um chafariz defronte ao portão à Generalíssimo; no interior dessa fonte se vê uma estátua fundida em ferro preservada pelo MUFPA, já a fonte, foi demolida na reforma que pôs à mostra os jardins do prédio.
Solicitamos à professora Jussara Derenji, diretora do MUFPA, que nos forneça mais informações sobre a ninfa que habitava aquele quintal.

Acesse as 850 fotografias do O acervo fotográfico não identificado da BC/UFPA.

Fotogramas dos seis takes da apresentação do Coral da Universidade do Pará no Theatro da Paz em 1966 registrada no documentário de Milton Mendonça intitulado Belém do Pará, por ocasião das comemorações dos 350 anos da cidade.
Algum detalhe na comparação dessas imagens pode nos ajudar a saber se é parte do mesmo Coral da UP (de 1966), ou é o Coral Ettore Bosio, à estimativa da datação (entre 1963-64); já que o maestro amazonense, Nivaldo Santiago, foi criador e regente de ambos, afastando-se do Ettore Bosio em 1965.

Notas: corais Bosio e UP.

A postagem ficará em aberto à espera de novas informações.

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Assinatura das escrituras do Básico – 07OUT1964

Acervo digital (ora IDENTIFICADO) da Biblioteca Central da UFPA

A Universidade do Pará só incorporou o termo FEDERAL em 20 de agosto de 1965 em obediência à Lei 4.759.

Acervo fotográfica não identificado da Biblioteca Central – UFPA.

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Divulgação/convite à FAU

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Divulgação/convite à FAU

O evento é uma atividade do projeto de extensão Universos Diversos coordenado pelo professor Jorge Eiró.


Postscriptvm (27AGO2024):

Registros fotográficos do encontro.

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A FAU na boca do povo

O Ateliê de Arquitetura e Urbanismo está localizado no Campus II (Profissional)

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Sessão Solene de Abertura da 76ª Reunião Anual da SBPC

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Divulgação

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Pretinha; por Joelma Kláudia

Canal no YouTube: Joelma Kláudia.

Em homenagem a Paulo Cal, um adorador do Brega Paraense.

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A Avenida Perimetral de 1970 e sua Variante de 1973

O reitor da Universidade Federal do Pará, José Rodrigues da Silveira Netto, apresenta, em novembro de 1967, um painel com o projeto do Conjunto Pioneiro – que seria inaugurado em 13 de agosto de 1968 com cobertura do magazine nacional O Cruzeiro.
Observemos que o Conjunto Pioneiro (o Básico) era um agrupamento de edificações em ilha, nenhum acesso à outra margem do igarapé Tucunduba, donde surgiria o Profissional e o Setor de Esportes.
Para resolver tal isolamento o Conselho Universitário, em 07 de março de 1969, autorizou Silveira a celebrar convênio com a Prefeitura Municipal de Belém objetivando a construção da Avenida Perimetral: “parte integrante do Plano Oficial de Urbanização da Capital” na gestão do prefeito Stélio Maroja.
A Rodovia Perimetral, especificada como BL-15, seria uma das integradoras de bairros: completa ligaria o Marco da Légua ao Guamá (Estrada Nova) como a mais extensa avenida da capital paraense à época.

Autorização dada ao Reitor, pelo CONSUN, à celebração do contrato com a PMB que permitiu a passagem da Avenida Perimetral nas “terras pertencentes à Universidade”.

O convênio com a PMB foi assinado em 28 de março de 1969 e nele consta a ajuda financeira da UFPA à construção da ponte (de concreto armado) sobre o igarapé Tucunduba – comunicada como concluída pela PMB à UFPA em 17 de fevereiro de 1970.

Todas as imagens da matéria são ampliáveis por clique

O fato é que a Avenida (ou Rodovia) Perimetral, a BL-15 do Plano Oficial de Urbanização da Capital, possuía outra rota e conformação, já apagadas da memória e dos mapas; passava ela pela orla do rio Guamá dentro das terras doadas pelo Instituto Agronômico do Norte à UFPA; não era a Perimetral que hoje conhecemos no trecho entre o Terminal de Ônibus (do Profissional) e a rua do INPE (do PCT Guamá), esta só surgiria em 1973 e como VARIANTE da via original.
A Perimetral entregue à população em 1970 estabeleceu a primeira conexão ao trânsito regular entre o Marco e a Augusto Corrêa (no bairro do Guamá); contudo, precisou vencer, na direção Marco/Guamá, duas embocaduras de igarapés: o Santo Antônio e o Sapucajuba e para tal a Prefeitura Municipal de Belém utilizou tubos Armco proporcionais às suas vazões: o Santo Antonio com mais ou menos 1,5m e o Sapucajuba com 2,6m de diâmetro deixando, por fim, tal caminho pavimentado com asfalto e alinhado à já concluída Ponte do Tucunduba.
Mas a PMB de Stélio Maroja inovou: mostrou-se a precursora de uma Janela para o rio em 1970 – o que certamente influenciou o arquiteto Paulo Roberto Chaves Fernandes (e equipe) em suas proposições na década de 1980 como a Estação das Docas, o Mangal das Garças e o não executado Sítio do Professor, previsto em 1987 para ocupar 400 metros da beira do Guamá, no mesmo rincão que abrigou a miniatura do Rodrigues Alves e depois passou a se chamar Bosquinho da UFPA (um abstrato lugar).
A novidade de um ponto turístico na orla do Guamá, nas cercanias do Santo Antonio, com equipamentos idênticos aos consagrados no Bosque Rodrigues Alves como pontes, malocas e parque infantil faziam da Perimetral um lugar legal pra ir.
Ainda não se tem a noção exata da disposição dos equipamentos na miniatura de Bosque, apenas dois exemplares em clichês, que comparamos com a fonte de inspiração (o Rodrigues Alves):

Obras públicas na orla do Guamá: entre as bocas do Santo Antônio e Sapucajuba: 1,1km de extensão: generosa Janela para o rio.
A partir do igarapé Sapucajuba a Perimetral singrava a mata; ou: o que viria a ser o Profissional até atingir a ponte do Tucunduba – a implementação do futuro Profissional dependeu, por óbvio, da ponte e da pista que interligava as superfícies da Universidade Federal do Pará.
A tentativa de criar um ponto turístico mimético ao Bosque Rodrigues Alves evocou a alcunha de Bosque da Perimetral que, no tempo, transmutou-se em Bosquinho da UFPA pela porção de mata compreendida entre as duas vias: a Perimetral e sua Variante, arrematada pela divisa natural do igarapé Sapucajuba que fechava o desenho do Profissional.
Mas o que se depura, na contramão da notícia publicada no Diário do Pará de 15SET1985, é que a ingerência da PMB se limitava às vias públicas que implementou nos domínios da UFPA, não era ela (a Prefeitura) proprietária de nenhum bosque ou área na Perimetral que não a demarcada no mapa Homma/Watrin; portanto, a dita doação é falsa e a única realidade foi o abandono de uma estrada pública municipal dentro da Universidade Federal do Pará em 1973.


Em 15 de julho de 1972 a UFPA firma convênio com o Departamento Municipal de Estrada e Rodagem – DMER objetivando execução de um Projeto implantação de uma variante na Rodovia Perimetral BL-15, ligando o quilômetro 3,5 ao quilômetro 6,0 da mesma Rodovia.
O prefeito: Nélio Lobato; o reitor: Aluizio Chaves.

A interpretação do texto em medidas do Google Mapas mostra que a Variante é exatamente a parte da Perimetral que trafegamos há muito – desde 1973 quando pronta.

Os dois gifs dão o entendimento das conformações que a Rodovia Perimetral (BL-15) assumiu entre 1970 e 1973 – o mapeamento feito pelo IBGE a partir de aerofotogramas de 1973 mostra ambos os traçados que ainda eram latentes em 1978:

A panorâmica aérea de 1978 mostra a bifurcação real: Variante e Perimetral diante da Ponte do Tucunduba: ambas pistas construídas na parceria PMB/UFPA.
Na implementação do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá a “velha” Perimetral teve protagonismo: foi por parte dela, vinda de um porto improvisado na beira do Guamá, que a Caixa d’Água do complexo chegou desmontada:

Registros de 2010 feitos pelo professor José Maria Coelho Bassalo
Outros registros do lugar renomeado como rua do INPE


Fontes da pesquisa:
A Província do Pará 24FEV1970
Arquivo Central UFPA – Catálogo de acordos, ajustes e convênios
Manchete 11NOV1967
Manchete 24JAN1970
Evolução do uso da terra do Engenho Murutucu: história, geografia e ecologia (2007)
Fotografias da UFPA – 1978

Há outras referências já linkadas no texto.

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Postais de Theodoro Braga

Coleção engenheiro Hermógenes Lima Filho – ampliável à melhor leitura

Descoberta dos postais: Fernanda Brabo e Tiago Lima.


Referência: O Ver-o-peso em exclusivo Theodoro Braga de 1910.

Aguardando texto do professor Aldrin Moura de Figueiredo.

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Homenagem ao professor Hélio Dourado; por Aluizio Leal

O professor Aluizio Leal homenageia o professor Hélio Dourado falecido em 28 de abril passado, às vésperas do Dia do Trabalhador

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Proposição Aberta (à discussão); por Aluizio Leal

O professor Aluizio Lins Leal, 82 anos, já aposentado pela UFPA, apresentou-nos uma proposta às pautas do Laboratório Virtual da FAU-ITEC-UFPA

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Mestre Laurentino; por MG Calibre

Colaboração de Carlos Alberto Maciel Gomes, o MG Calibre.


Parceria Calibre/Laurentino no Terruá Pará 2005; ou seja: quase duas décadas se passaram

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Pará Clube: a origem da sede na Lomas Valentina

Clichês publicados no jornal Folha do Norte de 27ABR1947 como Piscina Garés

Aguardando texto… quando concluída a matéria ela irá ao topo do site.

Recorte editado em câmera lenta de filme produzido por Líbero Luxardo com fotografia de Milton Mendonça

Superposição de aerofotograma de 1955 à imagem do Google Earth

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Divulgação

Imagem-link ao pdf da resenha

Car@s,
tenho o prazer de compartilhar com vocês a detalhada resenha que foi publicada ontem na revista Novos Cadernos NAEA.
Vejam a cópia em anexo.
Um cordial abraço,
Willi

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Divilgação/convite à FAU

Acesse o CATÁLOGO em arquivo pdf:

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