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Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Divulgação
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A cabana do LAFORA

Ontem surgiram os primeiros esboços de uma velha ideia dos professores de Representação e Expressão: construir uma cabana ao lado do Ateliê de Arquitetura e Urbanismo integrada ao bosque dos açacuzeiros, no caminho ao Chalé de Ferro.
A construção, em madeira coberta por palha ou cavaco, servirá às atividades “sujas” do Laboratório de Modelos e como espaço aberto de convivência.
Os desenhos acima foram traçados pelo professor Jorge Eiró e estão nas mãos do aluno Rafael Gonçalves para detalhamento e possíveis modificações da concepção diante dos matérias e da fundação.
O projeto pronto e orçado será encaminhado à direção da FAU para os trâmites de aprovação pelo Conselho e consequente concorrência em edital de extensão universitária para possível execução.
A intenção é utilizar madeira apreendida pelo IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – e mão de obra externa, público alvo do projeto a ser encaminhado à PROEX, a Pró-reitoria de Extensão Universitária da UFPA.
O objetivo da proposição é envolver alunos e professores do curso de Arquitetura e Urbanismo com profissionais de notório saber em técnicas construtivas da arquitetura vernacular ribeirinha com remuneração suficiente à compensação da ausência em empregos ou trabalhos de diárias/empreitadas.
Do mesmo modo que a Cabana do LAFORA por ora é um croqui, assim está o Projeto de Extensão, portanto, contribuições serão bem vindas para que tudo dê certo.
A sacada de uma extensão universitária, para essa finalidade, veio de Marcellino Moreno, professor de violão do curso superior de Música do ICA – Instituto de Ciências da Arte – da UFPA, afinal:
“– Qual é a diferença entre erguer uma cabana e produzir um CD? … Ao que me parece, nenhuma!”; disse-nos Marcellino.
Publicado em Ambiente Urbano, Arquitetura e Natureza
Com a tag 'FAU-UFPA', Cabana do LAFORA, FAU
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Marc Chagall, fábulas de La Fontaine; curadoria de Enock Sacramento
Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas, Exposição
Com a tag 'FAU-UFPA', FAU, Marc Chagall
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A nova direção da FAU para o biênio 2014/16
Cybelle (vice-diretora) e Fabiano (diretor) à gestão 2014/16.
Em reunião do Conselho da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA, realizada no dia 09 de outubro passado, foi homologada a inscrição de chapa única composta pelos professores Fabiano Homobono Paes de Andrade e Cybelle Salvador Miranda; ato contínuo, por unanimidade de votos, referendou-se a intenção de ambos em cuidar da administração acadêmica da FAU pelos dois próximos anos.
O Centro Acadêmico do curso de Arquitetura e Urbanismo (CAAU) promoveu, na Internet, a I Pesquisa de Opinião – Direção FAUUFPA 2014/2016 aberta ao público externo global; Fabiano figurou no topo da lista como um dos mais votados, daí a aquiescência estudantil à dupla.
O processo, em trâmite com a ata da reunião anexada, resultará em portaria assinada pelo magnífico Reitor da UFPA, corroborando a decisão da comunidade acadêmica representada regimentalmente no Conselho.
Esta é a terceira escolha consecutiva de modo consensual, sem confrontos de ideias, à direção da FAU.
As professoras Vanessa Watrin e Elcione Moraes só serão liberadas das funções de atuais diretora e vice, respectivamente, após a publicação da citada portaria no Diário Oficial da União.
O Blog da FAU deseja sucesso aos aclamados novos gestores.
CLIPPERS ‒ sui generis PARADAS da Belém dos hidroaviões
Ampliável à leitura.
Clippers – sumário da pesquisa atualizado (em PDF).
CLIPPER original – o Streamline na arquitetura da Belém dos anos 1930 (em PDF).
Postscriptvm (28/10/2014):
A convivência dos belenenses com os CLIPPERS (hidroaviões) durou aproximadamente uma década antes da 2ª Guerra Mundial; o que justificaria o erguimento do “monumento” CLIPPER Nº01, útil à população da capital do Pará, de características Streamline Moderne em sua arquitetura.
Apesar da NYRBA ter sido comprada em 1929, somente em 15 de setembro de 1930 passou oficialmente à PAN AM.
A NYRBA, antes mesmo da PAN AM batizar seus aviões como CLIPPERS a partir de 1934, já utilizava os veleiros do tipo clipper como estratégia de propaganda e marketing aos seus flying boats (barcos voadores).
Ver Pan Am Clipper Names 1934-1991 e PANAIR DO BRASIL, Uma história de glamour e conspiração; por Marco Altberg.
Clippers – Theodoro Braga confirma suposições do BF
O pesquisador José Maria de Castro Abreu Júnior, que está em São Paulo coletando material sobre o médico Camilo Salgado, enviou-nos fotografias de recortes de jornais contidos no acervo de Theodoro Braga pertencente ao Arquivo Público do Estado de São Paulo.
Theodoro Braga guardou informações que nos são preciosas à comprovação da tese de que o primeiro CLIPPER, chamado de nº1 quando outros surgiram, fora erigido ainda na década de 1930 – a datação, à caneta, é “17/2/939”.
A notícia, veiculada pela Folha do Norte, diz que o CLIPPER defronte à praça Siqueira Campos (do Relógio) já estava em construção em 17 de fevereiro de 1939.
O desenho que ilustra a matéria é do segundo CLIPPER que Abelardo Condurú “… resolveu autorizar a construção …” na “… boulevard Castilhos França, na junção da referida via pública com a avenida 15 de Agosto*, por ser um dos pontos movimentados da Cidade…” – esse CLIPPER, o de Nº2, é uma novidade; dele não tínhamos conhecimento, sabíamos da existência de outro, no mesmo bulevar, defronte ao antigo Galpão Mosqueiro-Soure que pode ser visto na postagem CLIPPER da Castilhos França em 1965 e melhor entendido em Alberto Engelhard e a multiplicação dos CLIPPERS.
A publicação confirma também que os dois primeiros CLIPPERS serviriam tanto aos passageiros de bondes quando de ônibus.
Outra nota da Folha do Norte mostra que em 22 de junho: “… o novo abrigo, marca ‘clipper’, edificado e ainda não inaugurado …”, apresentava acúmulo de água na laje, o que seria a “origem” do aparecimento de carapanãs na redondeza.
O texto descarta a possibilidade de um apelido popular, uma vez que a palavra Clipper é definida, antes da inauguração do primeiro, como “marca” – por ora não entendemos o porquê, a não ser que funcione como sinônimo de “4. Categoria, qualidade, espécie, tipo… ” (Aurélio); neste caso, algo proposto pela Prefeitura de Belém ou construtores, junto a um projeto referenciado nos hidroaviões clippers, o que evidenciaria a consciente utilização do Streamline Moderne, design tipicamente estadunidense, na arquitetura belenense.
No material enviado pelo professor José Maria de Castro Abreu Júnior vê-se que o pintor paraense Theodoro Braga possuía interesse pelos CLIPPERS, fossem eles os voadores (hidroaviões) ou os terrenos (abrigos) que tentavam imitá-los; senão vejamos outros dois recortes, também da Folha, esses ainda mais antigos, de agosto de 1934 (dias 18 e 28):
Brasilian Clipper: “… o novo gigante dos ares da Pan American Airways System …”, um Sikorsky S-42, “… em viagem inaugural e de turismo… ” guardado por Theodoro Braga.
Arquivar notas dessa natureza seria demonstração do orgulho paraense (belenense) diante da modernidade da aviação comercial iniciada no governo de Eurico de Freitas Valle.
A Folha do Norte parece cobrir a viagem noticiada por A NOITE do dia 10 de agosto de 1934:
Ampliável à leitura.
Veja o Brazilian Clipper (Sikorsky S-42 com aircraft registration NC-822M) em viagem semelhante registrada em 1937 com escala em Belém do Pará (entre os pontos 22:00 e 23:00 do filme) – curiosamente há o desdobramento ao voo Belém-Manaus-Belém em outro hidroavião (que também aterrissava), o Fairchild Model 91, chamado de “Baby Clipper“, com capacidade para 8 passageiros, o qual acreditamos ser a inspiração à construção streamline do CLIPPER (abrigo) Nº1 – seguindo (no Brasilian Clipper) a rota litorânea brasileira ao seu destino: Buenos Aires.
Não esqueçamos que a película propagandeia o turismo na América do Sul explorado pela PANAIR e os voos regulares entre Belém e Manaus eram a bordo do Baby Clipper.
*15 de Agosto é a hoje Presidente Vargas.
Publicado em Arquitetura e Urbanismo, História, Reprodução de artigos
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Oscar Niemeyer – a vida é um sopro; por Fabiano Maciel
Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Documentários, Filmes
Com a tag 'FAU-UFPA', 'Oscar Niemeyer', FAU
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Não Vou Pra Brasília; por Billy Blanco
Fonte: Jornal do Brasil (de 1º de novembro de 1957).
Leia mais sobre Billy Blanco; tio de Elna Trindade, professora desta FAU.
Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Fotografia antiga, Reprodução de artigos
Com a tag 'Billy Blanco', 'FAU-UFPA', FAU
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Divulgação/convite à FAU
Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas, Exposição
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A Bandeira Branca 1970; por Cândido Paiva Sodré
Fonte das informações e fotografias: História Avenida Almirante Barroso.
Postscriptvm:
Na postagem A Bandeira Branca, final do 1º Marco da Légua publicamos uma fotografia do ano de 1965, tirada pelo professor Antônio Rocha Penteado, onde se vê a mercearia (d)a Bandeira Branca, possivelmente de onde veio o nome dessa região da Doutor Freitas com a Almirante Barroso.
Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Fotografia antiga, História
Com a tag 'FAU-UFPA', Cândido Paiva Sodré, FAU
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Com a tag 'FAU-UFPA', FAU, Raul Pompéia
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Alunos da FAU na mostra que finda em 31 de outubro

Jéssica Araújo e Mateus Sil são alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA, segundo e primeiro ano, respectivamente.
Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas, Divulgação
Com a tag 'FAU-UFPA', FAU, Poukas Trankaz
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Travessa da Estrela – a polêmica rua do Marco da Légua
Travessa da Estrella na casa do Bené.
Em 2011, com a morte do professor e filósofo Benedito Nunes, ilustre morador da oficial e antiga travessa Mariz e Barros, surgiu um abaixo-assinado “sugerido” pelo Secretário de Estado de Cultura, arquiteto Paulo Chaves Fernandes.
Leia-se o argumento de Paulo Chaves divulgado na imprensa:
Texto ampliável.
Supor o Porto da Estrela; próximo ao pé da Serra da Estrela, em Magé, no Rio de Janeiro, para onde foi transferida a Real Fábrica de Pólvora (entre 1826 e 1832); é uma possibilidade – certamente remota por não se tratar de uma batalha em solo paraguaio ou circunvizinho – à nomenclatura da Travessa.
Salvo a existência de documento que nos diga isto.
Os dois recortes da Planta da Cidade de Belém, publicada no Album Descriptivo AMAZONICO 1899 de Arthur Caccavoni, mostram a coexistência das travessas: a da Estrela, na Campina-Centro, e a Mariz e Barros, no Marco.
À página 79 do livro RUAS DE BELÉM – Significado histórico de suas denominações, de Ernesto Cruz, confirma-se o fato da Travessa da Estrela estar muito distante do Marco da Légua, entre os bairros da Campina e do Centro.
Clarificando: a travessa da Estrela fora a hoje avenida Assis de Vasconcelos; portanto, não é o nome original substituído pela homenagem ao herói da Guerra do Paraguai Antônio Carlos de Mariz e Barros no bairro do Marco da Légua.

O Dicionário das Batalhas Brasileiras, de Hernâni Donato, não menciona nenhum Porto da Estrela; mas se refere às ocorrências, dentre lugares e personagens, da Guerra do Paraguai que compõem o arruamento primitivo do Marco da Légua em Belém com as travessas Jutaí, Mercedes, Riachuelo (depois Antônio Baena), Curuzu, Chaco, Humaitá, Vileta, Timbó, Mariz e Barros, Mauriti, Barão do Triunfo, Angustura, Lomas Valentina, Itororó (hoje Enéas Pinheiro) e Perebebuí; mais as quatro estradas a elas perpendiculares: Conde D’Eu, Duque de Caxias, Visconde de Inhaúma e Marques de Herval.
O recorte da páginas 138 do livro de Ernesto Cruz mostra um conflito de datação: pois a 25 de Setembro não poderia pertencer ao rol em 1893, já que a vitória da Brigada Militar do Pará na Guerra de Canudos se daria em 1897.
A lista de Cruz não garante correspondência no mapa à travessa Estero Bellaco, pois só há a Jutaí – hoje FEB – e a Mercedes; nenhuma antes ou entre elas.
Se sobra Estero Bellaco, faltam Humaitá, Mariz e Barros, Mauriti, Barão do Triunfo e Angustura; Ernesto Cruz cita a Itororó e inverte a ordem de Pirajá-Perebebuí.
De todo modo, antes dos vacilos que confundem a interpretação, à mesma página 138, Cruz data com coerência a mudança da Estrada do Conde D’Eu para Avenida 25 de Setembro como 16 de dezembro de 1897.
Os documentos acima mostram que a TRAVESSA DA ESTRELA do Bené e de todos os moradores mais antigos do bairro do Marco não é o nome original da MARIZ E BARROS – pelo menos do ponto de vista da legalidade.
Entre especulações sobre a origem da Estrela (ou Estrella) do Marco há a de Gratuliano Bibas, pai do editor chefe do BF, que anotou no seu Ruas de Belém que Estrella seria uma corruptela de Estero Bellaco; justamente a que não consta da carta, nem de se ouvir falar.
Uma permuta de nomes em áreas distintas da Cidade não obedeceria à lógica, já que a planta remota revela tanto a Rua do Riachuelo (perpendicular à Travessa da Estrela da Campina) quanto a Travessa Riachuelo (entre a Mercedes e a Curuzu).
Essa duplicação de Riachuelo, à época, deve ter facilitado a substituição política do nome da Travessa (a Rua permaneceu) para Antonio Baena, “Major do Primeiro Corpo de Voluntários da Guerra do Paraguai”, falecido em 1898 em seu quarto mandato de senador da República, ocorrida (a substituição), segundo Ernesto Cruz, em 10 de setembro daquele ano.
Incongruente a esse conjunto do perímetro do Marco no período, além da não paraguaia Vinte e Cinco de Setembro, temos a avenida Tito Franco de Almeida, em homenagem ao advogado, jornalista e deputado provincial no Regime Imperial do Brasil, convicto monarquista, falecido em 1899.
Parágrafo do texto Belém revisitada, de Haroldo Maranhão, escrito em 1984 e publicado em PARÁ, CAPITAL: BELÉM – MEMÓRIAS & PESSOAS & COISAS & LOISAS DA CIDADE (2000).
O desdém de Haroldo Maranhão com a História, certamente por ele conhecida, aponta para uma possibilidade de natureza prosaica: a travessa ter sido batizada pelos domiciliados e/ou visitantes que encontraram algum marco para identificá-la, à revelia do poder instituído – marginal aos ditames da Municipalidade ou Prefeitura.
Neste caso Estrela poderia ser qualquer coisa que existisse na via em tempos tanto anteriores quanto posteriores à marcação no mapa: uma chácara, uma venda, uma garagem de ônibus, uma oficina, uma fábrica, um campo de futebol, uma vacaria, uma horta, um bordel; improvável que se referisse a um porto da Baía de Guanabara, que além de escoar por tempos o minério das Minas Gerais para Portugal, passou a embarcar a pólvora produzida no Brasil Império pelo menos 32 anos antes da Guerra do Paraguai ter início.
Bené e Haroldo deviam achar muito mais interessante a polêmica da Estrella que uma solução burocrática à ela.
Postscriptvm:
A travessa Mauriti (ou Maurity) não se reporta a uma batalha, mas a um outro guerreiro: Joaquim Antônio Cordovil Maurity, pertencente à Armada Imperial Brasileira.
Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, História
Com a tag 'FAU-UFPA', FAU, Travessa da Estrela
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Círio 2014 – Palacete Faciola: “BANHERO 1,00”
Palacete Faciola: entrada da Dr. Moraes, pela “garagem”, com placa anunciando o serviço de BANHERO 1,00.
Mais imagens, ampliáveis, da tácita contravenção ao patrimônio já pertencente à população.
O Palacete Faciola, desapropriado pelo Decreto nº783 de 1º de fevereiro de 2008, foi de utilidade pública ao Círio 2014: tornou-se banheiro (banhero na grafia da placa improvisada) unissex explorado por particulares que parecem ter pleno domínio e poder dentro de um complexo de três edificações antigas absolutamente abandonadas e invadidas pelo mato desde que viraram “propriedade” do Governo do Estado do Pará.
Decreto da desapropriação específica do Palacete Faciola, imóvel nº166 pela avenida Nazaré.
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Círio 2007 – o último visto do Palacete Faciola
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Avenida Primeiro de Dezembro
Antônio Lemos, em seu Relatório apresentado ao Conselho Municipal de Belém em 15 de novembro de 1902 (à página 176), fala da avenida que teve seu nome modificado em passado recente para Papa João Paulo II sem nenhuma consulta, como é habitual, aos munícipes:
Lemos tinha absoluta certeza que a única saída para um crescimento ordenado do Município seria o bairro do Marco da Légua, para tanto nele mandou abrir ou fez melhorias em travessas e avenidas determinadas em 1893, antes de sua chegada à Intendência; entretanto, 55 anos após a publicação da Lei 282 (de 1900) a Primeiro de Dezembro ainda era intransitável por veículos na grande maioria de seus trechos, muito menos chegou a cumprir o determinado pelos vogaes: iniciar ao lado direito da Praça Floriano Peixoto e findar defronte ao Lauro Sodré.
Somente em 1972 a via foi retificada, asfaltada e iluminada para ser inaugurada emergencialmente no final daquele ano em visita oficial do ministro da Ditadura Militar, Jarbas Passarinho – era prefeito de Belém Nélio Dacier Lobato e governador Fernando José Leão Guilhon.
Em meados de 1980 o Papa João Paulo II rezou missa campal na esquina da Primeiro de Dezembro com a Mauriti, lugar marcado por pequeno monumento em concreto armado e possível motivo para estender seu nome, posteriormente, à avenida que está em sua segunda ampliação com o intuito de desafunilar o fluxo terrestre à Cidade.
Relíquia: tampa de bueiro original da Primeiro de Dezembro fundido em ferro com o ano de sua inauguração.
Imagem ampliável.
O acervo fotográfico não identificado da BC/UFPA comprova, em duas das dez fotos aéreas que Silveira Neto utilizou para escolher a área do Campus do Guamá, que a Primeiro de Dezembro em 1955 era composta por caminhos irregulares e que uma das intenções da Lei 282 jamais seria cumprida: chegar, em paralelo à Tito Franco (atual Almirante Barroso), à Praça Floriano Peixoto; uma desobediência política ao traçado técnico da Planta da Cidade de Belém de 1899.
Curiosidade sobre os caminhos irregulares: a fotografia aérea (em detalhe acima) da avenida Primeiro de Dezembro com a travessa Timbó – uma das duas esquinas da Escola Superior de Educação Física da UEPA – nos faz perceber (salvo uma ilusão de ótica) a existência de um morro relativamente extenso e alto para o relevo comum da área limítrofe à baixada alagadiça ao Sudeste.
Sobre a irresponsável mudança na nomenclatura de vias nos diz Ernesto Cruz, em RUAS DE BELÉM – Significado histórico de suas denominações:
Páginas da edição de 1992 – a publicação original é de 1970.
É o caso de se perguntar à Câmara Municipal de Belém, com parcela expressiva de membros subservientes aos interesses do capital privado que os elege: – como se deve chamar a tradicional Feira da 25?
Postscriptvm:
A Wikipédia comete erros crassos no verbete Marco (Belém): dentre outros, lá se atribui o nome da avenida à posse de D. Pedro I em 1822; o que nada tem a ver com a História.
Postscriptvm² (11/10/2014):
Professor José Maria Filardo Bassalo por e-mail:
Quando era engenheiro do extinto Departamento Municipal de Estradas de Rodagem, na época da Ditadura Militar, tive oportunidade de fazer o projeto de prologamento dessa Avenida até o Entroncamento que, no entanto, não foi realizado porque passava por terrenos do Exército (stand de tiros do Utinga) e pelos terrenos do Hospital da Aeronáutica.
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