Divulgação/convite à FAU

Sinopse: Durante a administração de Eduardo Paes como prefeito do Rio de Janeiro (2009-2016), a prefeitura empreendeu um ambicioso projeto de revitalização da Zona Portuária da cidade, realizado sob a midiática alcunha de Porto Maravilha. O projeto consistiu na implantação de uma nova rede de infraestrutura viária e de serviços, que tinha por objetivo lançar aquela área como novo polo empresarial, fomentando ali um processo de adensamento demográfico e verticalização. Para tanto, em um gesto polêmico, foi demolido o Elevado da Perimetral, que margeava o cais do porto e a região do Centro, e, justamente na faixa de terrenos liberada com sua remoção, foram construídos os espaços e equipamentos públicos que se transformaram nos principais símbolos da operação Porto Maravilha.
Os meses que antecederam as Olimpíadas de 2016, a grande data-limite para a conclusão das obras mais importantes, foram o momento das inaugurações desses espaços, quando os resultados da operação Porto Maravilha sobre o ambiente da cidade puderam finalmente ser apreciados pela população, após anos de cercas e tapumes. Este livro apresenta uma análise crítica dos produtos do projeto sob o aspecto urbanístico. E, também, uma memória da realização das obras, registrando o cotidiano de sua implantação e as opiniões dos cidadãos a respeito. Desse quadro, emergem as contradições e ambiguidades do projeto Porto Maravilha, expostas pelas inaugurações.

Sobre a autora: Paula De Paoli nasceu no Rio de Janeiro em 1970. Iniciou seus estudos de arquitetura na UFRJ e, mais tarde, transferiu-se para o Istituto Universitario di Architettura di Venezia, na Itália, onde concluiu a graduação. É mestre e doutora em urbanismo pela FAU-UFRJ, com pesquisas na área de história urbana e historiografia da arquitetura. Desde 2006, atua como técnica do IPHAN. Em 2013, publicou o livro Entre Relíquias e Casas Velhas, sobre a arquitetura das reformas urbanas de Pereira Passos no Rio de Janeiro do início do século XX. O trabalho foi finalista do Prêmio Jabuti em 2014 e recebeu o prêmio de melhor livro da ANPUR em 2015.

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Museu Paraense Emílio Goeldi; por Waterloo da Silveira Landim (2)



Perspectivas de apresentação do projeto Novo Goeldi de 1937

A publicação de 09 de abril de 2013 intitulada Museu Paraense Emílio Goeldi; por Waterloo da Silveira Landim pouco disse sobre o projeto arquitetônico em questão e seu autor.
Quatro clichês ilustrativos — acima apresentados —  da revista Vida Doméstica (RJ) de janeiro de 1938 provocaram, após cinco anos, uma retomada das investigações com o intuito de modelar a proposição e contextualizá-la simultaneamente ao seu designador.
Portanto, às “novidades” (vindas do passado):
Em entrevista ao Diário de Notícias (RJ) de 26NOV1937 o então diretor do Museu Goeldi, cientista Carlos Estevão de Oliveira, mencionou ter apresentado ao presidente da República, Getúlio Vargas, o projeto do novo edifício; Getúlio prometeu 500:000$00 para auxiliar na construcção.
Por ora não sabemos o como e o porquê de w. silveira landim eng. architecto pela universidade do rio de janeiro ter assinado o “Novo Goeldi” que jamais saiu das pranchas; apenas que Waterloo da Silveira Landim, formado na turma de 1935 da Escola Nacional de Bellas Artes da Universidade do Rio de Janeiro — já com patente de capitão do Exército — fora mandado servir no 26° Batalhão de Caçadores (Belém) em maio de 1936 retornando ao Rio de Janeiro, capital federal, em julho de 1937 conforme notas de O Radical.
Quem foi Waterloo da Silveira Landim?
Tenta-se, ainda no universo da hemeroteca digital da Biblioteca Nacional, alinhavar um arcabouço biográfico do engenheiro/arquiteto Waterloo da Silveira Landim, filho do cearense José Paes Landim, oficial da alfândega em Manaus, e de dona Maria da Silveira Landim; Waterloo teve cinco irmãos: Wilma, Wellington, Welman(?), Walney e Wakefield.
Supomos que Waterloo tenha nascido em Manaus na segunda metade da primeira década do século XX — talvez em 1908 quando seu pai prestou concurso para guarda da Alfandega —; comprovadamente, entre 1919 e 21, estudou no Gymnasio Amazonense que em 1925 chamar-se-ia Gymnasio Amazonense Pedro II — em 1921 foi redactor do periódico Gymnasiano ligado ao referido estabelecimento de instrucção pública.
Em 1923 trabalhou como remador (de canoa) do posto fiscal do Iça Brasileiro em Manaus e em 1925 já cursava a Escola Militar do Realengo no Rio de Janeiro.
Não sabemos exatamente em que ano Waterloo ingressou como aluno na Escola Nacional de Bellas Artes; todavia, como Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho concluiu o curso de engenheiro/arquiteto em 1934 entrando em 1929, deduz-se que em 1930 — ou seja: ambos passaram pela curta e polêmica direção do jovem Lúcio Costa (entre 1930/31) na Bellas Artes.
Waterloo da Silveira Landim foi politicamente ativo na Universidade do Rio de Janeiro chegando a presidente do Diretório Central de Estudantes [1935/1936(?)].
Em 1936 os já profissionais Niemeyer e Landim foram candidatos concorrentes no concurso de ante-projectos ao novo edifício da Associação Brasileira de ImprensaA. B. I. —; Landim, junto com seus colegas de formatura Carlos Frederico Ferreira e Affonso d’Angelo Visconti, obteve o 4° prêmio de 3 contos de Réis com o projecto n°14; Niemeyer, associado a Fernando Geraldo Saturnino de Brito e Cássio Veiga de Sá, ficaria com menção honrosa pelo projecto n°9.
Suspeita-se, pois ainda não obtivemos comprovação, que Affonso d’Angelo Visconti seja um dos filhos do pintor ítalo-brasileiro Eliseu Visconti.
As buscas persistem.


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Boletim Goeldi — maio/agosto 2018


Fonte: ISSUU.

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Waleska Samara Gama Oeiras é aluna regular da faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará.

Ler Projeto Amana Katu é selecionado em competição das Nações Unidas.

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Bagatela nº3 ‘Alla Cubana’ de W. Walton; por Marcellino Moreno

Marcellino Moreno é professor da Graduação em Música da UFPA.

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Propina é disfarçada de comissão em lojas de construção

Ler: Comissão/Reserva Técnica em questão (…de novo?); por José Maria Coelho Bassalo

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Enquete de escolha da marca Círio 2018

Proposições de estampas feitas pelos estudantes do primeiro semestre já pré-selecionadas pelos professores de Representação e Expressão:

Pesquisa de opinião pública — vote no que mais lhe agrada:

Resultado — a enquete foi encerrada em 03 de setembro de 2018.

Todas as imagens são ampliáveis à melhor visualização.
A enquete da Polldaddy está configurada para admitir apenas um voto por máquina.

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A Escola de Aprendizes Artífices do Pará

(M.A.I.C.= Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio.)


O conjunto de prédios em questão é hoje ocupado pela Escola de Teatro e Dança do Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará.
A construção foi executada entre 1929-30 pelo arquiteto José Sidrim sob projeto obediente às diretrizes nacionais definidas às 19 Escolas de Aprendizes Artífices de todo o Brasil no apagar das luzes da República Velha quando tais educandários estiveram vinculados ao Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio — O Paiz 11SET1930.
A Escola de Aprendizes Artífices do Pará é a origem do atual Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará IFET.

Ler mais sobre o assunto em  A Escola de Aprendizes Artífices do Pará, 1909/42 — um estudo histórico de Péricles Antonio Barra Bastos; Fundação Getúlio Vargas, publicação virtual de 2012.


Postscriptvm (curiosidades):
1. A Escola de Aprendizes Artífices do Pará foi construída em três terrenos adquiridos pelo governo de Eurico de Freitas Valle (1929-30) com escrituras públicas lavradas em cartório no dia 20 de junho de 1930, mesmo que a União já se achasse na posse de suas áreas executando as obras; dois deles à travessa Dom Romualdo de Seixas: o n°75 (2:000$000) de Izabel de Assis Pantoja e o nº74 (8:000$000) de Jayme Rodrigues Pinto Leite; e, o nº 90-B (7:000$000) da rua Jerônimo Pimentel de Jandira Ramos da Silva — Mensagem de 1930.
2. O engenheiro civil Alfredo Boneff, segundo A Batalha de 16MAI1934, fora nomeado em virtude de concurso, para professor de desenho da Escola de Aprendizes Artífices do Pará; Boneff, indicado pelo reitor José da Silveira Netto, seria o primeiro coordenador do Curso de Arquitetura da ainda Universidade do Pará em 1964; já a portaria nº835 de 21 de novembro de 1968 publicada no DOU de 27NOV1968 designa o professor Alfredo Boneff para exercer por três anos, as funções de Diretor da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade Federal do Pará — uma outra história.

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Instituto Lauro Sodré — ilustrações da monographia de 1904





As imagens acima, desordenadas em relação à publicação de 1904, mostram as atividades do Instituto Lauro Sodré (Eschola Profissional do Estado) tanto no edifício principal, quanto em seu anexo construído em madeira às officinas.
O Instituto Lauro Sodré ocupou o complexo do Marco da Légua ainda inacabado, em setembro de 1899, no governo Paes de Carvalho e obteve incentivos (investimentos) do subsequente Augusto Montenegro — era rentável ao Estado.
Na realidade o prédio do Instituto Lauro Sodré no bairro do Marco da Légua teve sua construção anunciada em 1893 e sua pedra fundamental lançada em 04 de julho de 1894 pelo governador Lauro Sodré; seria uma das três ostentações republicanas: o Novo Collegio do Amparo (Gentil Bitencourt), a Penitenciária e o Instituto Paraense de Educandos Artífices — Paes de Carvalho mudou o nome para Instituto Lauro Sodré antes da transferência deste de casas alugadas na Estrada da Independência à sede própria na Estrada de Bragança.
O Instituto Paraense de Educandos Artífices fora criado ainda sob a égide do Império, em 1872,  instalando-se na chácara do comendador Manoel Antonio Pimenta Bueno em prédio insuficiente à sua finalidade e demanda que se foi demolindo na proporção que avançavam as obras do Novo Collegio do Amparo (Gentil Bitencourt) até que em 1896 ocupou provisoriamente as casas n°49 e n°51 alugadas de Pedro Chermont na mesma Estrada da Independência  onde,  pelo decreto nº 414 de 01FEV1897, finou sua nomenclatura monarquista.
Não confundir Instituto Paraense de Educandos Artífices (1872-97) com Escola de Aprendizes Artífices do Pará (1909-42)esta embrião do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará; o IFPA.
[A Escola de Aprendizes Artífices do Pará (Federal) ocupou edifícios distintos em Belém até que, em outubro de 1930, instalou-se definitivamente em prédio próprio, planejado em acordo com as diretrizes nacionais e executado pelo arquiteto José Sidrim na Dom Romualdo de Seixas onde hoje funciona a Escola de Teatro e Dança da UFPA.]


google TJPA.jpg
Hoje o prédio originalmente ocupado pelo Instituto Lauro Sodré em 1899 — jamais funcionou como Instituto Paraense de Educandos Artífices neste lugar  faz parte do conjunto arquitetônico do Tribunal de Justiça do Estado do Pará.

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1899 — o chalet sueco do Instituto Lauro Sodré

Em 1898 — projetos suecos em madeira destinados ao Pará observamos que: se Olympio pertenceu ao tradicional clã Chermont, o cenário (econômico, social e político) favorecia a implementação dos chalés suecos na capital e/ou interior paraenses; portanto, alguns podem ter sido erigidos.
De fato em 1899 um desses chalets pré-moldados em madeira fabricados na Suécia foi montado em 15 dias pelo diretor do Instituto Lauro Sodré, Ernesto Matoso, destinado à residência do médico naquele complexo da Eschola Profissional do Estado.
Tal chalet — de tipologia assemelhada ao exemplo contido no Catalogue Woodens House (original sem o carimbo do engenheiro Olympio Leite Chermont) — aparece em clichê ilustrativo da Monographia do Instituto Lauro Sodré publicada em janeiro de 1904:


O grande prédio em madeira à esquerda, com lanternins, abrigava as oficinas:



Plano do Instituto Lauro Sodré publicado em 1899 — apesar da marcação de um retângulo na avenida, em concordância com a foto, não há referência à residência do médico

Fontes:
Relatório do Instituto Lauro Sodré 1899 e
Relatório Instituto Lauro Sodré 1904

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DISTOPIA

Direção e montagem do audiovisual: Pablo Fernandez.
Filmagens: Pablo Fernandez e Waleska Oeiras.

Ambos alunos da disciplina.

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DISTOPIA — exposição de desenhos dos calouros da FAU


Montou-se hoje no Ateliê da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA, defronte ao Rio Guamá, a exposição de desenhos intitulada DISTOPIA* — material coletivo produzido ao longo de três meses pelas duas turmas (manhã e tarde) da disciplina Representação e Expressão I ministrada aos calouros de 2018 ora disposto à visitação pública.
O painel gráfico é composto por doze raciocínios em grupo — seis de cada classe —, com referências visuais que não ultrapassaram o monumento a Gaspar Vianna, defronte à Reitoria da UFPA, concentrando-se na própria FAU e seu entorno próximo.
Em publicação futura, ou postscriptvm desta, pormenores da tarefa projetiva que ensejou aplicação profissional em vinil adesivado serão dados às questões didáticas.
Por ora aguarda-se a produção de audiovisual, pelo estudante Pablo Fernandez, contendo ações praticadas no final desta manhã à sensibilização planificada da parede e a construção do totem à D-I-S-T-O-P-I-A de fonte Bauhaus em tributo a Paul Klee.


*DISTOPIA surgiu democraticamente entre os alunos sem interferência docente.
[s. f. || (med.) situação anômala de um órgão. F. gr. Dys (mal)+topos (lugar)+ia.] Aulete Digital.


Lista de frequência das duas turmas (ampliável).

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Zaha Hadid Architects: Port House

Fonte: arquitecturayempresa.

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Tenente Magalhães Barata — passageiro clandestino

A New York, Rio & Buenos Aires Line Inc., NYRBA INC. — no Brasil Nyrba do Brasil S. A. — inaugurou o voo aeropostal Rio de Janeiro/Nova York em 21 de fevereiro de 1930 transportando malotes de correspondência pelo hidroplano Bahia.
A Porto of Pará — Belém era rota obrigatória — construiu rampa e a própria Nyrba montou o hangar às oficinas de manutenção de suas aeronaves.
O governador Eurico de Freitas Valle, último da República Velha, em 29 de junho de 1930 experimentou, a convite da Nyrba, a sensação de voar sobre Belém e ilhas adjacentes no aparelho Argentina — na comitiva estava seu oficial de gabinete,  o jovem advogado Mario Braga Henriques*, primeiro reitor da UFPA entre 1957 e 60.
Em 22 de agosto de 1930, na terceira prefeitura policial, abriu-se inquérito para apurar a vinda do primeiro tenente Joaquim de Magalhães Cardoso Barata (foto acima) de modo clandestino no clipper Bahia da Nyrba originado de Fortaleza (CE); houve comunicação do chefe de polícia da capital federal, Coriolano de Goes, com o delegado de polícia do estado do Pará, Oswaldo Caheté, sobre a ausência do tenente Barata do Rio de Janeiro como emissario dos revolucionarios.
Barata, segundo testemunhas, viajara sob o nome de João Benito; e, na sequência, dado como desertor do exército em 30 de agosto de 1930 no Rio de Janeiro mesmo em licença de seis meses para tratamento de saúde publicada em 20 de junho de 1930, escondera-se no Asilo dos Alienados d’onde Leandro Pinheiro (foto à direita) — primeiro prefeito de Belém com a Revolução de 1930 — era capelão residente.
No dia 04 de setembro de 1930, data em que o processo de deserção é encaminhado à Justiça Militar na capital da República, a polícia do Estado cercou o hospício e lá entrando verificou que o tenente Barata ocultava-se no forro da capela; não por dedução pericial ou revista, mas simplesmente porque o forro ruiu com o peso do corpo do foragido.
O tenente foi entregue a officiaes do exercito, que o levaram preso para o quartel do 26º Batalhão de Caçadores; já o padre Leandro Pinheiro acabou recolhido ao quartel do 1º Batalhão de Infantaria da Força Policial.
Em 08 de setembro de 1930 o primeiro tenente Joaquim Barata é posto a bordo do navio Affonso Penna, sob escolta, com destino ao Rio de Janeiro onde seria encerrado na Fortaleza de Santa Cruz, em Niterói; Barata foi obrigado, pelo Supremo Tribunal Militar que negou seu habeas-corpus em 29 de setembro de 1930, a pagar por sua passagem à capital federal, bem como as de ida e volta dos militares que o acompanharam.
Do mesmo jeito que o revolucionário Barata chegou em Belém pelo hidroplano Bahia da Nyrba, daqui embarcou com destino ao Rio de Janeiro no vapor Affonso Penna** da Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro: clandestino — ao invés de tomar o navio no porto, Barata e seus condutores alcançaram a nave, esta em marcha previamente reduzida e escada arriada, com uma lancha policial na altura de Icoaraci (antiga Villa de Pinheiro) para nela atracar em movimento e longe das vistas do povo; é que o governo de Eurico de Freitas Valle temia um levante popular, à margem da baia do Guajará, que o libertasse.
Magalhães Barata retornou ao Pará em 11 de novembro de 1930, dia em que foi decretado o Governo Provisório, e nomeado interventor federal em 14 de novembro de 1930 — novamente a Nyrba do Brasil S. A., que viraria Panair do Brasil S. A. apenas em 21 de novembro de 1930, entra em cena: Magalhães Barata, Juarez Távora e José Américo de Almeida eram os passageiros ilustres desse clipper que amerissou em Belém e aportou no hangar da Companhia pela rampa da Port of Pará***.

*Mario Braga Henrique foi indicado reitor da Universidade do Pará por Barata.
**O vapor Affonso Penna foi afundado em 1943 por submarino italiano no litoral da Bahia.
***A rampa da Port of Pará tornou-se notória, pelo vasto uso de uma década, como Rampa da Panair e hoje integra o complexo Ver-o-rio.

Fontes: em construção do pdf.

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