Mosqueiro — a Vivenda J. Marques virou Chalé Cardoso em 1924

A revista paraense A Semana, em seu nº94 de 17JAN1920, estampa um clichê com a legenda A bella vivenda do capitalista J. Marques, no Chapéu Virado, vendo-se á porta a sua familia — não há texto no magazine que revele as atividades econômicas de “J. Marques”, nem seu nome completo às investigações.
Já a foto subsequente, retirada de um álbum doméstico, mostra outra família defronte da mesma casa de veraneio no Mosqueiro à praia do Chapéu Virado, uma década depois; neste caso já são os Cardoso (e agregados) descendentes de outro capitalista: o pecuarista Francisco José Cardoso, proprietário de fazendas na Ilha do Marajó.
Segundo a memória de parentes vivos o imóvel fora adquirido em 1926 por Ana de Sequeira Cardoso, esposa de Francisco, sem que ele tivesse conhecimento; estaria então a escritura pública em nome primordial de Ana em vez de Francisco — não tivemos acesso a tal documento.
Pela MENSAGEM de Eurico de Freitas Valle ao Congresso Legislativo do Pará em 07SET1930, a firma de Francisco José Cardoso foi, junto com a (firma) de Antonio de Souza Filho, a maior fornecedora de carne bovina, suína e de vísceras aos hospitais e estabelecimentos de ensino mantidos pelo Estado entre julho de 1929 e junho de 1930, sendo revelada apenas a pesagem da carne verde: 316, 6 toneladas.
Francisco José Cardoso também figura em primeiro lugar isolado na Relação Geral dos Fornecedores em 1929 da Directoria Geral da Fazenda Publica — Antonio de Souza Filho não consta — com todos os seus pagamentos efetuados integralmente pelo governo do Estado do Pará; ou seja: F. J. Cardoso vendeu sozinho mais de 36% (453:983$890) de tudo que o executivo estadual  necessitou, dentre produtos e serviços, em um ano contábil.

Chapéu Virado nº13 em foto do Google View (2012)


Mais imagens (2012) do Chalé Cardoso no BF:  A linguagem de uma antiga construção.


Postscriptvm (23ABR2017):

Para melhor compreensão da Mensagem de 1930 sugerimos a leitura da Mensagem de 1929 que dá ao conhecimento o acordo feito com os fazendeiros do Marajó para garantir o abastecimento do Matadouro do Maguary [Um estabelecimento Moderno ‒ O curro-modelo de Belém do Pará (1911)].

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Postscriptvm (10DEZ2023):

O Registro de Imóveis corrigiu o ano da postagem (estava 1926), já que o chalé passou de Marques a Cardoso em 1924.

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Os Grandes Armazéns Guarany em melhor imagem

Igor Pacheco, editor do site Fragmentos de Belém, encontrou a mesma fotografia — aqui publicada em reprodução de clichê do jornal Estado do Pará de 29JUL1911 — dos Grandes Armazéns Guarany em melhor definição.
A “nova” imagem, publicada em 1910, pode elucidar questões levantadas em:
O índio de bronze dos Grandes Armazéns Guarany em 1911
O mistério do Índio Guarany dos Grandes Armazéns Guarany

Referência: Indicador Illustrado do Estado do Pará —  1910.

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O mistério do Índio Guarany dos Grandes Armazéns Guarany

Ampliável à percepção de detalhes

Em O índio de bronze dos Grandes Armazéns Guarany em 1911 mostramos uma rara imagem (clichê de jornal) da fachada dos Grandes Armazens Guarany em que o índio posto sobre pedestal à inauguração da Praça Brasil como monumento público no Dia do Trabalho de 1933 aparece em seu nicho (provavelmente) original.
As imagens do Google View (2015) do mesmo prédio — um dos imóveis atualmente ocupados pela popular loja Casa Cheia — revelam que as duas cantoneiras que serviam de base à escultura em bronze lá permanecem; entretanto, deslocadas, no plano do frontispício, para cima, na altura do segundo pavimento.
Por qual motivo e em que momento, no intervalo de 22 anos, houve (se realmente houve) essa modificação no posicionamento do Índio Guarany?
Será que o arredamento da escultura não enfrentou problemas técnicos que ensejaram em sua doação à Prefeitura de Belém?
O engenheiro mecânico e fazendeiro Getúlio Bonneterre Guimarães (71 anos) tem lembranças dos Grandes Armazéns Guarany (sem o Guarany, claro), lugar que frequentava com o pai no final dos anos 1950: certamente não era um estabelecimento comercial qualquer, pois lá eram vendidos os afamados cataventos Dempster fabricados em Nebraska, nos Estados Unidos da América do Norte; o nome dos armazéns vinha gravado no leme do equipamento:

Um leme de Dempster modelo 1945 sem gravação de importadores

Chamou-se atenção ao catavento para salientar que as ferragens negociadas nos Grandes Armazéns Guarany alcançavam porte superior às cantoneiras que sustentavam o Guarany  — estas possivelmente de catálogos estrangeiros; quiça: Macfarlane, como aparentam ser as balaustradas do edifício.

Localização dos Armazéns Guarany no Google Maps.

“Casa fundada em 1847”

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O índio de bronze dos Grandes Armazéns Guarany em 1911

Conjunto ampliável

O clichê acima em propaganda dos Grandes Armazens Guarany mostra como o índio de bronze compunha a fachada do prédio nº03 da rua 15 de Novembro em 1911.
O livro Largo, Coretos e Praças de Belém (publicação do Ministério da Cultura) diz:

No caso trata-se da inauguração do Monumento ao Índio na Praça Brasil em 1º de maio de 1933 (Dia do Trabalho); curiosamente, pelo fato de hoje a Praça Brasil se chamar oficialmente Santos Dumont, ambas foram apresentadas ao público na mesma ocasião, segundo A Noite Ilustrada de 28JUN1933; entretanto, em locais distintos:
A praça Santo Dumont ficava no final da avenida Santos Dumont, defronte ao aeroporto da Panair do Brasil, uma via dupla (desaparecida) paralela à Marechal Hermes; tal logradouro, do mesmo modo, teve seu monumento, só que aos Precursores da Aviação Brasileira, aqui discutido em publicações pretéritas.

Pela tipologia dos bancos da praça a imagem (sem referências) do Monumento ao Índio parece do período de sua inauguração; ou, por comparação, a própria fotografia recortada em A Noite Ilustrada mostrada mais acima e no hiperlink.


Postscriptvm (14ABR2017):

O mistério do Índio Guarany dos Grandes Armazéns Guarany

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ADOBE; pela turma de Representação e Expressão II (manhã)

Veja em alta definição no Canal YouTube de Cauê Oliveira.

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Colação de Arquitetura e Urbanismo, ontem, no Benedito Nunes

Fotos: Cristopher Miranda.

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ADENILSON; pela turma de Representação e Expressão II (tarde)

Veja em alta definição no Canal YouTube de Pedro Matos.

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Defesa da tese de Marcia Cristina Nunes

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Fotografau; por Paulo Ribeiro

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Fotografau — sucesso de público, crítica, vendas e farra

Ampliável

Mídia: Diário do Pará digital de 02ABR2017:

corel335

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Divulgação/convite à FAU

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Finalização da montagem da exposição Fotografau

Jorge Eiró e alunos finalizam a montagem da exposição FOTOGRAFAU que inaugurará amanhã no Fórum Landi como parte da programação do Projeto Circular na primeira edição de 2017.

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Preliminares da exposição de domingo no Fórum Landi

Alunos trabalhando nas composições que ocuparão as paredes amanhã

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Anúncio do terreno onde foi construída a Villa Operária Mac Dowell — 1888

O periódico O Liberal do Pará de 20AGO1888 mostra as dimensões originais do terreno em que foi erigida a Villa Operária Mac Dowell da Companhia Constructora Paraense de Antonio José de Lemos e sócios.
O anúncio se refere aos bonds sem mencionar os trens da Estrada de Ferro de Bragança que já transitavam na Estrada da Constituição — a inauguração do prolongamento da EFB de São Braz ao antigo Jardim Público (à estrada de São José) se dera em junho de 1888.

Leia, na sequência dos hiperlinks, mais sobre a Companhia Constructora Paraense de Antonio José de Lemos e sócios:

Passagem Mac Dowell — 125 anos da benção
A Villa Mac Dowell foi rebatizada Villa Amazonia
A Villa Mac Dowell da Constructora de Antonio Lemos
Redesenhando a Villa Operária Mac Dowell
A presença de Mac Farlane na Villa Mac Dowell
Redesenhando a Villa Operária Mac Dowell (2)
Relíquia da Companhia de Seguros PARAENSE


Ampliável

As imagens de 1902 são da Revista do Norte e as de 2012 do Google Street View — 110 anos de diferença.

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Divulgação/convite à FAU

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Defesa da tese de Ana Léa Matos

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Defesa da tese de Elna Trindade

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Ponta da Sofia, praia do Atalaia, Salinópolis-PA

Foto de Luiz Braga – 2007 acervo do MAM-SP

Foto de Igia Góes* – 2013 Instagram

*Igia Góes é aluna do primeiro ano da FAU e moradora da casa fotografada por Luiz Braga; a residência ao lado é de Reginaldo Nunes, conhecida como Oca do Tarzan.

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Divulgação/convite à FAU

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Do bate-papo com o Luiz Braga

Ampliável

O self do Luiz:

 

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