As Filhas da Chiquita; documentário de Priscila Brasil

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Cultura, Documentos, Filmes | Com a tag , , | Deixe um comentário

Transporte e lazer em Belém do Pará a partir de 1948 ou a cópia urbana dos dirigíveis de Zeppelin; por Fabiano Homobono

Certamente, “Seu” Osvaldino não havia ouvido falar do Conde Zeppelin quando, ainda adolescente, começou a trabalhar como mecânico de caminhões e automóveis. A oficina mecânica localizada na área próxima a Parada Batista Campos da Estrada de Ferro de Bragança foi um dos seus locais de trabalho. O aprendiz rapidamente se tornou um prático de qualidade, que consertava todo tipo de problema que houvesse em veículos norte-americanos. Modêlos Fords, Chevrolets, Buicks (GMC) seguiam rumo àquela oficina especializada.
O famoso dirigível “Hindenburg” se destacou pela grandeza e luxo que proporcionou para o conforto de seus passageiros e tripulantes, apesar de tudo aquilo ter durado apenas um voo inaugural para New York, cidade que assistiu ao incêndio que o destruiu no momento do pouso, no ano de 1937.
Onze anos depois daquele acontecimento, em plena Amazônia, não um conde, mas o então experiente mecânico Osvaldino, trabalhador da cidade de Belém, montou sobre o chassi de um caminhão, um novo transporte urbano, que começou a circular naquele mesmo ano de 1948 (Fig.01), e que pela forma se assemelhava ao famoso dirigível alemão projetado pelo Conde Zeppelin, denominação logo assimilada e adotada pela população de Belém.


Figura 01 – O Dirigível Pérola, primeiro Zeppelin a Circular em Belém.
Fonte: Acervo do autor.

No Dirigível Pérola, uma placa próxima à janela do motorista indicava o destino (S. Braz), o preço (Cr$ 2,00) e uma frase para não esquecer o seu objetivo principal para atender o usuário: “Classe do Lazer”.

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Fotografia antiga, Transporte Urbano | Com a tag , | 2 Comentários

Divulgação/convite à FAU

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Divulgação | Com a tag , , | Deixe um comentário

Divulgação/convite à FAU


Querid@s
Espero por você na Feira do Livro para o lançamento de Povos Indígenas na Amazônia, segue em anexo o convite.
Agradeço a presença,
Jane

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Divulgação | Com a tag , , | Deixe um comentário

Divulgação/convite à FAU

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas, Fotografia, Fotografia recente | Com a tag , | Deixe um comentário

Pesquisas integradas entre a UFPA e a USP de São Carlos

Publicado em Arquitetura e Urbanismo | Com a tag , | Deixe um comentário

Os 10 edifícios mais feios do mundo, segundo o New York Times

Fonte: arq.com.mix

Material enviado pelo professor Juliano Ximenes.

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Reprodução de notícias | Com a tag , | Deixe um comentário

Prenúncios do Círio (3)

Publicado em Arquitetura e Urbanismo | Com a tag , | Deixe um comentário

Uma velha grotesca; por Roger Normando

“Medicina, como eu disse, começa pelo ato de contar histórias.
Pacientes contam histórias para descrever doenças;
médicos contam histórias para compreendê-las.”
Siddartha Mukherjee, médico e escritor, em: “O imperador de todos os males (2011)

Passei um lustro no Acre, entre os rios Juruá e Purus. Em batidas de remo dista dias-luz da esquina do médio Amazonas. Tinha entre oito e 12 anos, sem direito a televisão. Era cidade pacata, ideal para se viver a infância de rua, de praça e de juntar manga do chão. A luz findava dez, depois era pira-esconde ou 31 alerta.
Certa manhã, ao ver uma pequena fila na vizinhança, arrisquei adentrar para bisbilhotar. Bem se sabe: criança fura fila. Num dos cubículos da tosca casa de madeira havia uma baladeira atada com uma velha grotesca. Deitada com as pernas para fora, pés rés ao chão, ela estava arrumada num vestido fino, azul claro, floral; tinha a pele morena e o rosto engelhado pelo tempo, que bem lembra aquela pintura do renascentista Quinten Metsys (“Uma velha grotesca”). Ela urrava de dor. Envolta, umas cinco pessoas em revezamento para fazer o humano carrossel – era o que cabia naquele cômodo. Todos a acalentavam com olhos piedosos e gestos de caridade.
Eu tentava entender o cenário, mas a dor visceral uníssona zombava da minha ignorância. Franzino, permaneci em pé, descalço, encostando o ombro na porta do quarto totalmente aberto. Assistia àquela imagem e ouvia impotente aquele pesar: nada sabem fazer, nada podem fazer. Rostos mergulhados no vazio absoluto; silêncio enclausurado na fé. E eu, acabrunhado, querendo conhecer a verdade com os pés descalços da meninice.
Deu-se então um cochicho: “fumava porronca e agora não tem força para sair da rede. Já cuspiu sangue, tem fôlego curto, pele fria e úmida e toda dor do mundo. Não deve durar muito”.
Em minha puída lembrança a casa não tinha mais que cem metros da nossa e, quando minha mãe soube que eu estava lá, por fofocaria da irmã, mandou um “passa-pra-dentro”, além de esculachos. Dizia ser doença de pegar.
Não durou muito. O cortejo se deu na mesma rede, como o nativo faz: içada num pau estirado de ombro a ombro de uns poucos, entre os que restaram daquela sessão de oração à finitude. Rumaram pro cemitério, que ficava além da pista de pouso, num trecho de areia margeado por capim e mato seco. Entoavam ladainhas. Enterraram-na sem atestado de óbito, pois não havia doutor na cidade. Acompanhei o cortejo na mutuca, sem minha mãe saber.
Esta cena, que invadiu minha infância feito procissão de velas, perfila até hoje num canto morno da minha memória. Vez por outra, sem quê nem pra quê, a velha, feito vela, se acende no meio da minha jornada soturna com o Câncer. Digladio com esse fantasma sem máscara e DNA.
Talvez a causa mortis fosse Cancro, talvez Tísica. Sucede que este quadro ficou pintado na minha janela durante longos anos e só agora varro o pó do esquecimento.
Diz-se que se abandona a infância quando se vê a fome ou a morte. Aquele interior me estampou a morte… Foi a pré-coisa dentro de mim.

Roger Normando é professor da Faculdade de Medicina e colaborador do BF.
Publicado originalmente no Flanar.

Publicado em Arquitetura e Urbanismo | Com a tag , , | Deixe um comentário

Do Blog do Flávio Nassar

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Reprodução de notícias | Com a tag , | Deixe um comentário

Antigo aeroporto de Belém (Val-de-cães)

Colaboração: Elizabeth Yamasaki (1ª foto) e Flávio Nassar (2ª foto).

_______________________

Postscriptvm (21/09/2012):

“Essa foto está no Guia da Cidade de Belém (1964) de Paulo Macedo, com a legenda ‘hall do aeroporto de Val de Cães'” (Igor Pacheco, editor do site Fragmentos de  Belém)

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Fotografia antiga | Com a tag , , | 5 Comentários

Humor Acadêmico

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Humor | Com a tag , | Deixe um comentário

Divulgação/convite à FAU

Amigos
Minha exposição desenhos assombrados, acontece na casa das onze janelas no dia 27 de setembro de 2012 às 19:30h, espero contar com a presença de todos, em anexo o convite.
ABRAÇOS
TADEU LOBATO

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas, Exposição | Com a tag , , | Deixe um comentário

Exame simplificado para professor temporário na FAU


Material enviado pela professora Cybelle Miranda.

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Concurso | Com a tag , | Deixe um comentário

Divulgação/convite à FAU (Missa do Mestre Monte)

Referência: Projeto Memórias UNAMA.

______________________

Postcriptvm (22/09/2012):

Jaime Bibas:
O vacilo (ou preterição) foi todo meu, porque o professor Milton Monte, no vídeo da Unama, cita ambos de modo claro, inclusive o nome de Gulherme de Brito vem em primeiro lugar; na pressa, confiei no site letras.mus.br, que mostra a letra da música, atribuindo esta somente a Nelson Cavaquinho.
É como dizem os cirurgiões: “só mata quem opera.”.
Obrigado!
Abraço,
Haroldo.

Publicado em Arquitetura e Urbanismo | Com a tag , , , | Deixe um comentário

Agnes Cecile

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas | Com a tag , , | Deixe um comentário

Divulgação/convite à FAU

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Divulgação | Com a tag , | Deixe um comentário

Acesse o didático Canal do Otário

Canal do Otário.

Material enviado pelo consultor de imóveis Mauro Guimarães.

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Curiosidades | Com a tag , , | Deixe um comentário

Divulgação/convite à FAU


Caros amigos,
É com enorme satisfação que divulgo a obra literária de Miranda Neto, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará e da Academia Paraense de Letras.
Trata-se de profundo estudo de História do Brasil, editado recentemente pela Fundação Alexandre de Gusmão.
O texto é sobre Missões Jesuíticas, entre 1609 e 1767.
Em linguagem elegante e agradável, de fácil leitura, bem fundamentada, imparcial e competente; obra inédita e que não deve faltar em nenhuma biblioteca.
A obra estará exposta no Stand da FUNAG, que participará da Feira Pan-Amazônica do Livro.
(Capa Anexa.)
Atenciosamente,

Ivete de Castro Botelho
Bibliotecária da PCDL-Itamaraty

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Divulgação | Com a tag , , | Deixe um comentário

E a polêmica continua…


FAU
“Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui” (“Haiti”, de Caetano Veloso)

Publicado em Arquitetura e Urbanismo, Reprodução de notícias | Com a tag , , | 1 Comentário