O ASSUNTO A SEGUIR DÁ UMA BELA MATÉRIA…; por Jaime Bibas

Para quem se vira um pouquinho com o inglês, que não é o meu caso.
Trata-se da descoberta e restauração do primeiro filme colorido. Ou seja, o primeiro processo que efetivamente produziu no mundo, um filme a cores. Foi na Inglaterra, em 1902.
Está em exposição no National Media Museum: www.nationalmediamuseum.org.uk
Peguei daqui: Watch the World’s First Color Films—Shot in 1902
Pelo que pude entender mau e porcamente, Edward Raymond Turner inventou e desenvolveu um processo em tricomia para obter filmes de teste, em temas coloridos, como uma arara, um peixinho dourado em uma tigela ou seus filhos brincando, antes de sua morte em 1903 com apenas 29 anos. Pouco depois o cineasta George Albert Smith aperfeiçoou o processo resultando no sistema Kinemacolor bem sucedido comercialmente, patenteado em 1906 e exibido pela primeira vez ao público em 1909. A viúva Turner nunca recebeu um só centavo pela invenção de seu marido.
Michael Harvey, Curador de Fotografia no National Media Museum, descobriu o filme perdido em um arquivo, trabalhou para reconstruir as imagens em movimento seguindo o método preciso, definido em 1899. Especialistas do National Archive BFI realizaram o delicado trabalho de transformar o material do filme em arquivos digitais, e assim a equipe foi capaz de mostrar as imagens em suas cores originais (e o movimento) pela primeira vez, mais de cem anos, desde sua realização.

[jb]
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Sobre o caso LOCUS JEANS

Conteúdo retirado por conter presunção de acusação e sentença, de acordo com a postagem  Diante de comentário da Locus Jeans, editor do BF se retrata.

 

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Marca Círio 2010 FAU; por Caroline Farias Freitas

Nossa Senhora de Nazaré representada em nanquim (bico de pena e pincel) e aquarela por Caroline Farias Freitas eleita a marca do Círio 2010 do Blog da FAU.
A imagem apresenta-se no original digitalizado, sem nenhuma correção por programa gráfico, como esteve exposta à votação (ainda sem a inclinação projetada e retomada na publicação em destaque no BF).
A empresa terceirizada, responsável pela “comunicação visual” da loja multimarcas Locus, utilizou a estampa para fins comerciais sem a autorização da autora nem mesmo o devido crédito; espera-se pelo bom senso reponsável: reparar o dano à propriedade intelectual sem que haja necessidade de recorrer à Justiça.
“Fonte de Amor e de Fé”, frase banal, além de desnecessária, transgride a criação no pleno plágio “corajosamente” posto em vitrine.

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O e-mail de alerta da Brena Bessa

Professores,
Ainda essa semana eu estava no Shopping Pátio Belém e avistei no vidro da Locus Jeans a arte deles especial para o Círio.
(fotos em anexo)
Achei a arte familiar, e fui procurar onde tinha visto…
Bom, a arte foi a vencedora da enquete do BF para arte do Círio da FAU em 2010, de autoria da Carol Freitas.
Segue o post: http://fauufpa.org/2010/10/08/proposta-02-vence-a-enquente/
Achei no mínimo “curiosa” essa semelhança e resolvi mandar esse e-mail pra vocês, já que a da Carol chegou 2 anos antes da arte da Locus.
A semelhança extrapola o desenho em si, invade as cores e o próprio traço.
É isso. :)
Abraço,
Brena Tavares Bessa.

Fotos: Brena Bessa.

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Postscriptvm [dos editores (01/10/12)]:
Soubemos que a Caroline Farias Freitas não autorizou a Locus ao uso de sua criação na disciplina Representação e Expressão II do ano de 2010, por ocasião da feitura e escolha da marca do Círio daquele ano; o certo é que, como observou a Brena, a imagem não é uma mera coincidência, mas uma cópia fiel do que foi inventado por uma aluna e tornado público pelo Blog da FAU:

Não há o que discutir sobre o plágio ao trabalho que possui o gesto gráfico e pictórico da autora, Caroline Freitas. O exercício foi feito e refeito em sala de aula, na presença de todos, sendo esse resultado, dentre outros experimentos compositivos, o escolhido para figurar na enquete, obtendo a primeira colocação por meio da votação.
Encontrar a marca na Internet não é difícil, basta no Google digitar “Círio FAU” (imagens) e essa Nazica aparece.
Há quase dois anos está “no ar”, o que dá a condição de “pública e notória” propriedade intelectual à Carol.

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O “marreco” Dodô Azevedo estará na UFPA no próximo dia 11


FAU
Vídeo Release das atividades do dia 11 de outubro no “Hangarzinho” da UFPA.

Olá participantes da oficina do Gonçalo Tavares e outros amigos:
Surgiu uma oportunidade muito boa para darmos continuidade ao trabalho iniciado na oficina com o Gonçalo e para quem se interessa pela contra-cultura.
Estará em Belém para fazer um vídeo sobre o Círio e lançar o seu último livro “Fé na Estrada” o Dodô Azevedo; não  o defini porque olhando o site dele vocês verão que ele é um pouco de tudo.
Eu sou amigo dele e ele se comprometeu em passar um dia conversando com o povo da contra-cultura de Belém de todos as expressões culturais e linguagens: música, literatura, comunicação, arquitetura, cinema, fotografia, etc.
Para quem não sabe um filme de Dodô feito com celular e com uma produção de R$340,00 foi aceito e esta inscrito no Festival de Cannes.
Ele quer relatar toda a experiência e a aventura que foi essa inscrição…
MINHA PROPOSTA
Eu garanto o Centro de Convenções da UFPA com 1500 lugares e toda a infra e vocês se encarregam de o lotar, convidando todos os coletivos ligados a esse tipo de produção.
A ideia é centrar a divulgação nas ferramentas de rede, o Dodô ficou de me mandar um vídeo release (o que está acima).
Vamos tornar este evento uma grande festa.
TOPAM?
PS: A proposta é: de 09:30 às 12:00 retomando das 14:00 às 18:00.
O restaurante da UFPA já está funcionando e cobra R$3,00 para quem não é estudante.
Abraços,
Flávio Nassar

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Sería esta uma das fábricas de gelo de Francisco Bolonha? Por Cybelle Miranda

Segundo Marc Herold, no artigo Gelo nos Trópicos: a exportação de “Blocos de cristais da frieza ianque” para Índia e Brasil , publicado na Revista Espaço acadêmico (UEM) 126 de novembro de 2011, Francisco Bolonha era proprietário de três fábricas de gelo, como transcrevo a seguir:
“A indústria de gelo artificial no Brasil na virada do século XX foi mais desenvolvida no Pará ou Belém, situada na foz do rio Amazonas. Enorme riqueza havia sido gerada lá e rio acima, em Manaus, pelo ciclo da borracha. O pioneiro da indústria de gelo no Pará foi um engenheiro italiano, Francisco Bolonha (1872-1938), treinado em Rio de Janeiro. Junto a um número de sócios locais, Bolonha estabeleceu com sucesso três fábricas de gelo durante 1896-99 e foi tal o êxito que uma fábrica que usava máquinas francesas teve que fechar. Um relatório consular dos EUA de 1894 de Pará, se referiu a uma pequena fábrica de gelo que operava no Pará, com uma capacidade de 2 toneladas por dia e o gelo sendo vendido a 3 ½ centavos por libra, um preço alto que estava limitando a demanda. Bolonha e seus parceiros na sociedade, Bolonha, Paiva, & Cia operavam a Fábrica de Gelo Paraense, a Fábrica de Gelo Crystal, e a Fábrica de Gelo Reducto. Bolonha tinha visitado os Estados Unidos para comprar equipamento para fabricar gelo de uma empresa em Delaware, Remington Machine Co.” (2011. p. 156-157).

Aqui fica a dúvida, seria o prédio da Rua São Francisco uma das fábricas de Bolonha?

Foto (e texto): Cybelle Miranda, 2012.

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Oficina de criação com o tema CÍRIO 2012

Iniciou-se na terça-feira passada, como item de avaliação da disciplina Representação e Expressão I — manhã e tarde —, o processo de elaboração de estampas que expressem culturalmente o CÍRIO 2012 da FAU-UFPA.
O resultado dessa produção será selecionado pelos professores do Laboratório de Modelos por critérios técnicos que apontem a viabilidade da reprodução serigráfica monocromática em camisetas.
As imagens triadas serão numeradas e publicadas no Blog da FAU para escolha popular através de enquete da PollDaddy programada para ocorrer entre os dias 05 e 08 de outubro próximo.
Alunos mais antigos podem participar ajudando os colegas calouros ou entregando propostas à seleção preliminar.
O Centro Acadêmico, representado pela discente Lilyan Galvão, será parceiro na impressão das camisetas que, na primeira etapa (09/10), deverá ser supervisionada pelo professor Ronaldo Moraes Rêgo.
Os modelos abaixo são exemplos didáticos experimentais fundamentados no prêmio Veado de Ouro ofertado na manifestação “profana” As Filhas da Chiquita, proposta pelo IPHAN como patrimônio imaterial da humanidade, integrante do circuito cultural do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém:

Com base na estatueta de gesso original nominada Oliveira Bastos (Veado de Ouro).

Desenho do atual troféu Veado de Ouro confeccionado em patchuli pink.

O inusitado argumento Filhas da Chiquita foi proposto pela aluna Jamile Costa, do turno da tarde, aqui executado com referências no filme de Priscila Brasil:

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As Filhas da Chiquita; documentário de Priscila Brasil

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Transporte e lazer em Belém do Pará a partir de 1948 ou a cópia urbana dos dirigíveis de Zeppelin; por Fabiano Homobono

Certamente, “Seu” Osvaldino não havia ouvido falar do Conde Zeppelin quando, ainda adolescente, começou a trabalhar como mecânico de caminhões e automóveis. A oficina mecânica localizada na área próxima a Parada Batista Campos da Estrada de Ferro de Bragança foi um dos seus locais de trabalho. O aprendiz rapidamente se tornou um prático de qualidade, que consertava todo tipo de problema que houvesse em veículos norte-americanos. Modêlos Fords, Chevrolets, Buicks (GMC) seguiam rumo àquela oficina especializada.
O famoso dirigível “Hindenburg” se destacou pela grandeza e luxo que proporcionou para o conforto de seus passageiros e tripulantes, apesar de tudo aquilo ter durado apenas um voo inaugural para New York, cidade que assistiu ao incêndio que o destruiu no momento do pouso, no ano de 1937.
Onze anos depois daquele acontecimento, em plena Amazônia, não um conde, mas o então experiente mecânico Osvaldino, trabalhador da cidade de Belém, montou sobre o chassi de um caminhão, um novo transporte urbano, que começou a circular naquele mesmo ano de 1948 (Fig.01), e que pela forma se assemelhava ao famoso dirigível alemão projetado pelo Conde Zeppelin, denominação logo assimilada e adotada pela população de Belém.


Figura 01 – O Dirigível Pérola, primeiro Zeppelin a Circular em Belém.
Fonte: Acervo do autor.

No Dirigível Pérola, uma placa próxima à janela do motorista indicava o destino (S. Braz), o preço (Cr$ 2,00) e uma frase para não esquecer o seu objetivo principal para atender o usuário: “Classe do Lazer”.

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Divulgação/convite à FAU

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Divulgação/convite à FAU


Querid@s
Espero por você na Feira do Livro para o lançamento de Povos Indígenas na Amazônia, segue em anexo o convite.
Agradeço a presença,
Jane

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Divulgação/convite à FAU

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Pesquisas integradas entre a UFPA e a USP de São Carlos

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Os 10 edifícios mais feios do mundo, segundo o New York Times

Fonte: arq.com.mix

Material enviado pelo professor Juliano Ximenes.

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Prenúncios do Círio (3)

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Uma velha grotesca; por Roger Normando

“Medicina, como eu disse, começa pelo ato de contar histórias.
Pacientes contam histórias para descrever doenças;
médicos contam histórias para compreendê-las.”
Siddartha Mukherjee, médico e escritor, em: “O imperador de todos os males (2011)

Passei um lustro no Acre, entre os rios Juruá e Purus. Em batidas de remo dista dias-luz da esquina do médio Amazonas. Tinha entre oito e 12 anos, sem direito a televisão. Era cidade pacata, ideal para se viver a infância de rua, de praça e de juntar manga do chão. A luz findava dez, depois era pira-esconde ou 31 alerta.
Certa manhã, ao ver uma pequena fila na vizinhança, arrisquei adentrar para bisbilhotar. Bem se sabe: criança fura fila. Num dos cubículos da tosca casa de madeira havia uma baladeira atada com uma velha grotesca. Deitada com as pernas para fora, pés rés ao chão, ela estava arrumada num vestido fino, azul claro, floral; tinha a pele morena e o rosto engelhado pelo tempo, que bem lembra aquela pintura do renascentista Quinten Metsys (“Uma velha grotesca”). Ela urrava de dor. Envolta, umas cinco pessoas em revezamento para fazer o humano carrossel – era o que cabia naquele cômodo. Todos a acalentavam com olhos piedosos e gestos de caridade.
Eu tentava entender o cenário, mas a dor visceral uníssona zombava da minha ignorância. Franzino, permaneci em pé, descalço, encostando o ombro na porta do quarto totalmente aberto. Assistia àquela imagem e ouvia impotente aquele pesar: nada sabem fazer, nada podem fazer. Rostos mergulhados no vazio absoluto; silêncio enclausurado na fé. E eu, acabrunhado, querendo conhecer a verdade com os pés descalços da meninice.
Deu-se então um cochicho: “fumava porronca e agora não tem força para sair da rede. Já cuspiu sangue, tem fôlego curto, pele fria e úmida e toda dor do mundo. Não deve durar muito”.
Em minha puída lembrança a casa não tinha mais que cem metros da nossa e, quando minha mãe soube que eu estava lá, por fofocaria da irmã, mandou um “passa-pra-dentro”, além de esculachos. Dizia ser doença de pegar.
Não durou muito. O cortejo se deu na mesma rede, como o nativo faz: içada num pau estirado de ombro a ombro de uns poucos, entre os que restaram daquela sessão de oração à finitude. Rumaram pro cemitério, que ficava além da pista de pouso, num trecho de areia margeado por capim e mato seco. Entoavam ladainhas. Enterraram-na sem atestado de óbito, pois não havia doutor na cidade. Acompanhei o cortejo na mutuca, sem minha mãe saber.
Esta cena, que invadiu minha infância feito procissão de velas, perfila até hoje num canto morno da minha memória. Vez por outra, sem quê nem pra quê, a velha, feito vela, se acende no meio da minha jornada soturna com o Câncer. Digladio com esse fantasma sem máscara e DNA.
Talvez a causa mortis fosse Cancro, talvez Tísica. Sucede que este quadro ficou pintado na minha janela durante longos anos e só agora varro o pó do esquecimento.
Diz-se que se abandona a infância quando se vê a fome ou a morte. Aquele interior me estampou a morte… Foi a pré-coisa dentro de mim.

Roger Normando é professor da Faculdade de Medicina e colaborador do BF.
Publicado originalmente no Flanar.

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Do Blog do Flávio Nassar

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Antigo aeroporto de Belém (Val-de-cães)

Colaboração: Elizabeth Yamasaki (1ª foto) e Flávio Nassar (2ª foto).

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Postscriptvm (21/09/2012):

“Essa foto está no Guia da Cidade de Belém (1964) de Paulo Macedo, com a legenda ‘hall do aeroporto de Val de Cães'” (Igor Pacheco, editor do site Fragmentos de  Belém)

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Humor Acadêmico

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Divulgação/convite à FAU

Amigos
Minha exposição desenhos assombrados, acontece na casa das onze janelas no dia 27 de setembro de 2012 às 19:30h, espero contar com a presença de todos, em anexo o convite.
ABRAÇOS
TADEU LOBATO

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