Missão Hachiro Fukuhara – 1926

Imagens editadas pelo Laboratório Virtual a partir de copião disponível na Cinemateca Brasileira com aquiescência do pesquisador Alfredo Kingo Oyama Homma:

Muito interessantes estas imagens. Trata-se da visita da missão Hachiro Fukuhara (1874-1943) e mais 8 peritos japoneses que chegaram em Belém em 11/05/1926 procedente de New York no cargueiro Denis, para a escolha da área para sediar a colônia japonesa no Estado do Pará atendendo ao pedido do Governador Dionísio Bentes (1881-1949), que ofereceu um milhão de hectares para o estabelecimento de imigrantes japoneses. Naquela época era moda o governo oferecer um milhão de hectares, que ocorreu com a imigração nos estados do Pará e Amazonas.
Primeiro eles pesquisaram o rio Capim mas não gostaram e depois passaram a examinar ao longo da Estrada de Ferro Bragança. Para esta viagem acompanhou o agrônomo Enéas Calandrini Pinheiro (1880-1945), do Fomento Agrícola Vegetal do antigo Ministério da Agricultura, que criaria em 1939 o Instituto Agronômico do Norte (IAN). A filmagem foi feita pelo cineasta Silvino Santos (1886-1970). Esta foto do trator antigo com rodas metálica, provavelmente deve ser da Estação Experimental de Igarapé-Açu, fundada em 1907, localizada na margem da Estrada de Ferro Belém–Bragança. A viagem retrata a visita da comitiva em vagão especial cedido pelo governo do estado, que se estendeu até Bragança, onde pernoitaram na casa do Prefeito. Esta foto é no vagão do trem é provável que seja em Igarapé-Açu, certamente, em 12/09/1926. Também abandonaram a ideia de estabelecer a colônia ao longo Estrada de Ferro Bragança, optando por um Campo Experimental em Castanhal. Com o abandono destas duas áreas optaram pela atual Tomé-Açu, com a chegada dos primeiros imigrantes em 22 de setembro de 1929.
Este senhor que está segurando a viga do vagão no estribo do trem seja Hachiro Fukuhara, que é o chefe da missão. Ele foi o responsável pela imigração japonesa no Pará no qual seu busto se encontra na frente da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA). 
Quanto ao ano não é 1927, mas 1926.

Fontes: Tetsuo Ishizu e Alfredo Homma


 
Conforme coloquei no meu livro História da Agricultura na Amazônia:

As minhas suspeitas recaem que seja em Igarapé-Açu, que depois no tempo da II Guerra Mundial, colocaram uma estação de dirigível americana ou na atual Tracuateua.
Quanto à Missão Fukuhara, não tem nenhuma dúvida que foi em 1926.


Acesse o livro História da Agricultura na Amazônia


Observamos que Homma tinha conhecimento das filmagens de Silvino Santos sem as ter visto anteriormente.
O fato é que sua ajuda define exatamente a data em que Silvino filmou em Igarapé-Açu: dia 12 de setembro de 1926 – o que ajudará na datação de outras tomadas do copião da Cinemateca Brasileira que estão em análise pelo LV.
Aguardem os desdobramentos em outras matérias que estão por vir.


“… vagão especial cedido pelo governo do estado…”?


O Laboratório Virtual tem outras duas matérias sobre a imigração japonesa ao Pará:
A Villa Nipponica do Largo da Penitenciária – 1929.
A Villa Nipponica vira Hospedaria de Belém em 1942.
Pesquise no LV sobre a Penitenciária que nunca o foi, caso interesse.

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Um passeio por Belém nos anos 1920 (c. 1926)

Filme originalmente publicado na Cinemateca Brasileira – recorte LV

Material em análise para o texto.

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Belém do Pará – Cine Jornal Informativo de 1947

Filme originalmente publicado na Cinemateca Brasileira

Material em análise para o texto.

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1929 – A aventura de Pola Brückner (Pola Bauer-Adamara) no Utinga

Solicitação à Universidade Federal do Pará encaminhada
ao Laboratório Virtual em SET2024

As imagens são ampliável à leitura


Análise pontual do texto acima:

01.
Pola ao se referir ao “Instituto Rockefeller” demonstra sua confiança no trabalho internacional daquela fundação estadunidense no combate ao mosquito: de fato estava em Belém “o Dr. Hugo Muench, chefe da Fundação Rockefeller nesta região, que, por contrato com o Departamento Nacional da Saúde Pública, vinha tomar ao seu cargo a iniciativa da prophylaxia da febre amarela. Prophylaxia das mais dispendiosas, foi de grande auxílio ao erário público essa interferencia, pois veio exonerar o Thesouro da importancia de cerca de 200 contos annuaes” – MENSAGEM FREITAS VALLE – 07SET1929.
02. Utinga é o lugar de captação e tratamento das águas de Belém; em 1929 era administrado pelo Serviço de Águas sob a direção do engenheiro Raymundo Vianna subordinado ao governador – uma repartição pública estatal – MENSAGEM FREITAS VALLE – 07SET1929.
03. O pequeno trem leve na selva – era parte de 6 quilômetros da malha férrea Decauville distribuída aos serviços e locomoção de pessoal e material dentro da vasta área do Utinga – ferrovias portáveis (leves) eram bastante utilizadas no Estado do Pará: indústrias de diversos seguimentos da economia e até mesmo obras e transportes da Estrada de Ferro de Bragança (E. F. B.) dependiam delas: eram componentes industriais, bens de capital; havia locomotivas com distintas potências (horsepower) e variados tipos de implemento às finalidades produtivas, a diversidade era tal que alguns ramais da EFB usavam o Decauville à locomoção regular de passageiros: como Prata e Benjamin ConstantILLUSTRATED CATALOGUE Nº105 – 1905.
04. Pola descreve o Reservatório Paes de Carvalho que possuía três (e não duas) torres com cubas e um observatório (belvedere); o equipamento sempre apresentou problemas e algumas soluções foram dadas ao longo de sua existência (veja mais em buscas no Laboratório Virtual) que o fizeram funcionar; era possível ser visto da baía do Guajará e compunha o skyline de Belém – teve o início de sua montagem em 1904 e foi desmontado entre 1964/65.

Reservatório Paes de Carvalho visto detrás do Porto da Port of Parah – c. 1926
– onde Pola desembarcou vinda do Rio de Janeiro

Virtualização do Reservatório – 2019

Leitura à história do abastecimento d’água em Belém:
CANAL DE ÁGUA PRETA – 1932 – de Francisco Bolonha.

05. O prédio mencionado por Pola é a Bolsa (de Valores) de Belém, popularmente: Bolsa da Borracha – tal edificação, de projeto suntuoso, foi demolida no governo de Enéas Martins em 1913 e em seu lugar, em 1931, surge a Praça do Relógio – cartão postal de Belém por seu relógio inglês; certamente informação que a cineasta-escritora possuía sem ter ideia da sua composição na cidade que ela visitava pela primeira vez:

A Bolsa da Borracha demolida em 1913 e sua ausência em 1930 – nesse “tapete verde”, à
beira do doca do do Ver-o-peso, em 1931 seria inaugurada a Praça do Relógio

06. O transporte por bondes em 1929 estava sob a responsabilidade da concessionária Pará Electric Railway and lighting Company, que aferira 34.501 libras esterlinas de lucro líquido do ano anterior (A NOITE 23ABR1929) – a Intendência de Belém naquele ano operava obras de vias aos veículos motorizados autônomos (automóveis, caminhões e ônibus).
07. O “fim da cidade” era no Lugar Souza e: considerando a precisão do mapa de Morrison: no cruzamento da Estrada do Souza com a Tavares Bastos; portando: não havia nenhum ramal da EFB por perto: o do Utinga já tinha passado e o do Catú estava por vir; ou seja: estamos diante do Decauville como descrito por Pola; o problema: onde? Que serviços estariam sendo feitos ali que necessitavam de material externo: ou da ferrovia ou dos bondes, certamente uma obra de vulto que provocou a montagem da malha férrea do Serviço de Águas ao independente alcance à Estrada de Bragança.
A maior possibilidade é a área circunvizinha à Tavares Bastos, porque sendo o final da linha do bonde, ações dos operários do Serviço de Águas não seriam incômodas aos usuários.
Até aí tudo bem, mas há de se considerar que o Decauville é portável e modelável; ou seja: poderia assumir qualquer desenho no território, inclusive porque havia locomotivas que desprezavam aclives.
O que se tenta fazer é um caminho que obedeça a descrição dada por Pola da topografia que ela sentiu nos trilhos e os tanques aos quais ela se encantou à comparação com o mapa do início do século XX.

A planta publicada em 1989 por Allan Morrison em THE TRAMWAYS OF BRAZIL – A 130-YEAR SURVEY nos mostra que o fim da linha do bonde elétrico em que Pola e equipe estavam ficava mais ou menos na altura da Tavares Bastos – via que fora inaugura em 1927 na Intendência Municipal do engenheiro civil Antonio Crespo de Castro (1926-28) para “estabelecer a commuinicação entre os dois afastados bairros do Sousa e de Val-de-cães, situados nos extremos da cidade, e de mui densa população”.

Esquema usado por Morrison às marcações no mapa do Google: o Souza é a parada que antecede o primeiro ponto de interesse: Instituto Lauro Sodré e a Usina do Utinga:

Utinga publicado em 1922 em A Prophylaxia Rural no Estado do Pará VOL. I
também espaço de lazer aos que tivessem transporte para lá chegar

Tipos de pequenos vagões-plataforma publicados em catálogos internacionais da Decauville – assemelhados a alguns existentes no Utinga em 1922

As imagens são ampliáveis à leitura

08. O bonde ali permanece por uma hora porque está em seu marco terminal e aguarda passageiros de habitações/comunidades distantes que necessitam ir à cidade; mas, e os trilhos, por que brilhantes? porque seus dormentes não são de madeira e sim de chapas metálicas, como os encontrados recentemente no Utinga – acesse a matéria Decauville e os achados no Utinga.
Todavia: é importante salientar que o conjunto Decauville do Utinga foi adquirido no início do século XX, no governo de Augusto Montenegro (1901-09); por ora não se descobriu renovação de seus componentes, o que pressupõe reparos ou reconstruções nas oficinas da estatal; somente nos governos de Magalhães Barata novo maquinário seria incorporados aos trabalhos e o Decauville vai à coadjuvação até seu gradativo desuso e abandono – veja a matéria Achados do Laboratório Virtual nas matas do Utinga.
09. Essa subida suave está em análise para que se possa compreender o trajeto de Pola.
10. Os tanque e canais citados por Pola podem ser referências a um sítio específico dito como nova bacia (recém construída) compreendendo os igarapés Mariana, Cajueiro e Barris; o que se tenta entender, pela topografia, é o trajeto feito por Pola por dentro da floresta para atingir o hoje Lago da Sucuri desde o final da linha do bonde (no Souza) – MENSAGEM FREITAS VALLE – 07SET1929.
Está claro que Pola e equipe queriam a floresta silenciosa, o que seria impossível às proximidades das Usinas do Utinga as quais se chegava por um ramal da EFB e era um ponto turístico com alguns equipamentos de lazer.
11. Esses reservatórios foram detectados por Diego Barros, engenheiro florestal do IDEFOR-PA, parceiro do Laboratório Virtual nesta empreitada.
12. Este item é justamente a Aventura de Pola que depende de dois implementos Decauville: o vagonete e a rotunda (plataforma giratória):

Vagonete “… com superestrutura em forma de caixa feita de tábuas…”: “… pisei na estrutura de ferro das rodas com um pé e então me balancei sobre a borda bastante alta para o interior da caixa…” – modelo Decauville Type 52 ou 53 por Pola descrito: aqui na proporção de um humano com 1,75m

Seguramente a rotunda colocou Pola em oposição ao “fim do mundo” já que ela passa entre casas e alcança uma rua movimentada e dois táxis pararam ao seu lado – não esqueçamos que ela perdeu o senso de direção ao fechar os olhos e quando os abriu viu apenas céu, árvores e a clareira que sinalizou
sua chegada, de fato: ao parque industrial do Utinga onde havia demanda por táxis


Referências: hiperlinks distribuídos no corpo da matéria.


Observamos que as investigações não estão concluídas; contudo, por solicitação da produtora Claudia Belfort, deixaremos a matéria publicada em construção para que nela adicionemos novas descobertas.
A diretora do documentário germano-americano sobre Pola Bauer-Adamara Brückner, a cineasta Christina Rose, chegará em Belém no próximo dia 05 e as filmagens no Utinga estão agendadas para o dia sete do corrente maio.
Este material servirá de release à imprensa e o documentário lançado em Cannes no final deste ano.
(Algumas filmagens e fotografias de época – 1927, 28, 29, 30 e 32 – estão em edição e aqui serão acrescentadas.)


Veja o filme que fez de Pola a primeira alemã a filmar na selva amazônica:

DIE GRÜNE HÖLLE (O Inferno Verde): filme finalizado por Pola na ilha do Marajó no início de 1930 por causa da morte inesperada de seu marido, August Brückner, em Belém no final de 1929


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Obras do Bosquinho da Perimetral e Perimetral – 1969

Fonte: O LIBERAL – primeiro número de 1970 em circulação

Retiramos do ar a publicação Bosquinho da Perimetral – nova foto justifica achados por não haver concordância entre os editores do Laboratório Virtual; se um editor cisma, a matéria cai, foi o que ocorreu; entretanto: ela permanece em rascunho à retificação ou ratificação.
Para não frustrar os leitores (um milhão e meio pelo mundo em quase 15 anos de trabalho) manteremos as imagens: a do alto é do Bosque da Perimetral (o famigerado Bosquinho) e a de baixo é da Velha Perimetral em seu traçado (curvilíneo) à atual Rua do INPE que ao fim chegava no Bosquinho (hoje Rua da Naval) – observamos que a Rua da Naval está sendo aterrada com os escombros gerados pelas obras da COP30 e seus (do Bosquinho) resquícios se misturarão com coisas que jamais foram de lá.
Não foi consenso editorial que a ponte esteja sobre o Santo Antônio, pode estar ela sobre um dreno artificial usado à irrigação de plantações experimentais da Escola de Agronomia da Amazônia – isto certamente será elucidado por análise de aerofotos que ainda não tivemos acesso.

Parte da matéria Bosque da Perimetral – achada a emblemática Ponte do Relógio:
esse paralelismo, entre dois córregos retificados à irrigação de área do passado,
provoca a porra da incerteza.


Calma: às vezes o melhor da festa é esperar por ela, ainda mais as de debutar.

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Divulgação – Podcast Amazônia Urbana


Entrevista com José Júlio Ferreira Lima, professor da FAU e do PPGAU e atual vice-diretor da Faculdade.


Saiba mais sobre o projeto AMAZÔNIA URBANA (IFET-PA) em sua mídia original (podcast).

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Well, well, well… José Maria Coelho Bassalo

Registro espontâneo de alunos formatado sem cortes pelo Laboratório Virtual

Um bate papo informal num laboratório da FAU foi registrado por celular – ação despretensiosa; mas, objetiva: saber do Residencial Ulysses Guimarães pela boca de um dos projetistas, ex-professor deles.
A conversa é curiosa pela ingenuidade (natural) dos repórteres e a paciência do mestre: que, em síntese, explica: que o bolo não precisa apenas dos 45 minutos de forno; primeiro há de se quebrar os ovos, com muito cuidado…
A atitude original está no canal do Professor, o Laboratório Virtual só deu uma ajeitadinha e uma padronização neutra resguardando a íntegra do conteúdo.
Iniciativas em que os alunos protagonizem SUAS (próprias) demandas de modo claro e objetivo são certamente um precioso minério; filmado então: joia; do mesmo modo que a filosofia de vida (de trabalho) de um professor possa mostrar-se referente se bem compreendida.
Então… fizemos um PILOTO intitulado WELL, WELL, WELL… pelas justas razões.

Mais imagens do Residencial Ulysses Guimarães fornecidas pelo professor Bassalo:

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Nota de pesar da FREIRE MELLO

Replicamos aqui a nota de pesar dada pela construtora Freire Mello ao seu sócio-fundador engenheiro arquiteto Arthur dos Santos Mello.
Assim solidarizamo-nos com a família nuclear: Dona Lúcia, esposa; e seus filhos: Arthur, Mario e Fabio de Assis Mello – estendendo nosso pesar a outros familiares e amigos enlutados.
Arthur dos Santos Mello foi professor de Desenho Técnico no Curso de Arquitetura da UFPA; seu filho caçula, Fabio, seguiu a carreira do pai e é nosso colega na FAU como professor de Projeto.

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La Rocque Soares – uma antologia (CONVITE)

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Decauville e os achados no Utinga

Os últimos achados no Utinga pela equipe de Diego Barros do Ideflor confirmam
a presença de parte da malha ferroviária Decauville

Evidência

A história da família Decauville

Catálogo Ilustrado Decauville n°105, de janeiro de 1905 (pdf)


Matéria correlata: O Porto do Carvão em Pinheiro (Icoaraci) — 1908.

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Achados do Laboratório Virtual nas matas do Utinga

Scraper = raspador

Observamos que a Byington tinha a posse e fazia a manutenção de equipamentos de propriedade do Estado; contudo, era dona de outros, usados nos serviços do Utinga, como uma escavadeira fotografada em 1949:


Compare o lugar sendo limpo em 22MAR2025

O engenheiro florestal Diego Barros (Ideflor Condutor) encontrou o “cemitério” das estruturas de ferro no dia 22 de março passado e, junto com sua equipe, fez a limpeza da área, permitindo assim o acesso do Laboratório Virtual à análise dos achados; a ele agradecemos a profícua parceria.
Observamos que as buscas por trilhos e/ou implementos da malha ferroviária Decauville (originalmente 6km em bitola 0,60m) permanecem sob o comando de Diego.
Cabe ressaltar que a dificuldade de se encontrar elementos do Decauville se dá ao furto à venda em ferros-velhos desse material ao longo dos anos; por este motivo a equipe de Diego se aventura em lugares remotos dentro da mata, onde haja a peçonha que afugenta os catadores – lamentavelmente esquecemos de filmar o acesso ao sítio em questão.
A respeito da ponte de ferro citada no ponto 1:18 do registro de 22 de março; não se pôde crer em trem (esteve-se no local), seria mais aceitável se equipamento à transposição do maquinário pesado da Byington.

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SEM TÍTULO – exposição no Ateliê de Arquitetura

Saiba MAIS na imagem-link

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Representação e Expressão II – turmas de 2024

Audiovisual do conjunto de trabalhos da turma 2024 – desacelerar pelo Youtube à apreciação.

Registro da exposição montada no jardim interno da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, bem na beirinha do Guamá – Um lugar ducaralho.

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Divulgação/convite à FAU

Teatros da Amazônia.

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Desenhos – Haroldo Baleixe e Jorge Eiró (1985)

Imagem-link ao cartaz/folder completo e às fotos

O crítico Olívio Tavares de Araújo aparece entre os expositores

Quatro registros da exposição montada em setembro de 1985 na antiga galeria Theodoro Braga, que junto com a popular Angelus (também galeria), compunha o circuito das artes plásticas no prédio do Theatro da Paz que tinha como vizinho o Bar do Parque – point cultural e de resistência à Ditadura Militar “finada” (a contragosto dos milicos) no início daquele ano.
Roque Santeiro, telenovela da Rede Globo que fora censurada em 1975 por se basear na peça O Berço do Herói (também de Dias Gomes – escrita em 1963 e censurada em 1965), fazia estrondoso sucesso em 1985: as pessoas só saíam de casa após o folhetim; portanto: mantínhamos o espaço aberto até à lobisomesca meia-noite.
Era diretora do Theatro da Paz a Lana (Elanir Gomes da Silva), nossa professora de Estética I na UFPA, que mantinha no jornal Diário do Pará a coluna Lana em Poliarno.
Concomitante à mostra DESENHOS, entre os dias 21 e 24 de setembro (1985), apresentou-se a peça/musical PIAF, a qual, por convite dos atores Bibi Ferreira e Guilherme Karan (também artista plástico), os expositores assistiram do fosso do Theatro da Paz.
Bem… isto está prestes a completar 40 anos.

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Divulgação (hoje)

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Divulgação


Postscriptvm (27FEV2025):

Registro do evento realizado hoje à tarde – dia 27 de fevereiro de 2025

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Primeira turma de formados em arquitetura pela UFPA

Armando Mendonça, Maria Lúcia Moreira, Paulo Geraldo Melo e Silva, Paulo Fernandes e Paulo Cal.


Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968 – FN 14DEZ1968.
Foi-se o nosso querido Paulo Cal.

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R. E. II 2024 – destaques:

Autor: Carlos Daniel de Castro Magalhães.

Autora: Aimê Rocha da Silva Leite.

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Belém – subindo a Presidente Vargas em 1943

O título da matéria é broma: em 1943 – quando as filmagens foram feitas para o The Amazon Awakens – a avenida tinha o nome de XV de Agosto [Adesão do Pará à Independência (feriado estadual)]; bem como é o ano de 1943 que está como referência da ação cinematográfica, já que a fita foi lançada em 1944 (assemelhando-se à datação do corte recente no Agronômico do Norte).

Por mais que o Laboratório Virtual tenha reeditado os takes do documentário da Disney o prédio dos Correios e Telégrafos parece ter um destaque especial; assim: será ele o foco desta matéria:

O jornal carioca Diário de Notícias divulga a entrega do edifício em 18 de novembro baseado de 1942 em nota de agência do dia anterior; contudo, a inauguração pode ter ocorrido na data da Proclamação da República, um domingo.

Propaganda da empreiteira que venceu a concorrência à execução do prédio dos Correios e Telégrafos do Pará.
O curioso é que o projeto, encomendado ao diretor da Escola Nacional de Belas Artes, professor Archimedes Memória, parece ter dois lançamentos de pedras fundamentais: um em 1932 e outro em 1938:

O que se pode asseverar com a aquiescência da imprensa brasileira é que entre o plano e a implementação da edificação da XV de Agosto uma década se passou.


Leituras necessárias ao melhor entendimento desta matéria:

A sede da agência de Correio e Telégrafos em Belém; por Celma Chaves Pont Vidal

O ESTILO SOB SUSPEITA – Tradição e modernidade em Archimedes Memória e Lúcio Costa; por Diego Nogueira Dias


(Estamos buscando a datação comprovada do momento em que a XV de Agosto passou a se chamar Presidente Vargas para acrescentar neste artigo.)

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