Clube do Remo ― hors concours em escudos

Dentre os clubes tradicionais e mais populares do Pará há uma curiosidade: o Clube do Remo, fundado em 1905, tem a maior variação em seu escudo; se fosse um campeonato seria o vencedor, pois o Paysandu Sport Club e a Tuna Luso Brasileira mantiveram um padrão razoável de seus emblemas ao longo dos anos.

conjunto times3Talvez isto justifique a ideia da criação do Manual da Marca do Remo, com a história da evolução e o abismo em que o escudo caiu depois de 2000: “… sofrendo inúmeras alterações de acordo com cada fornecedora de material desportivo.”.
De todo modo Paysandu e Tuna também contam suas histórias pela Internet: o Bicolor tem a marca projetada por Mário Bayma de Moraes e um certo problema com a reprodução do secular pé alado; já a Águia do Souza, que surgiu como banda de música, apenas ajustou informações ao emblema lusitano.

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O escudo do Pará Clube criado por José Maria Filardo Bassalo

A postagem anterior, que discorreu sobre o signo “AP” do clube Assembléia Paraense, chamou a atenção do Professor José Maria Filardo Bassalo, assíduo ledor e colaborador do Blog da FAU; lembrou ele que na segunda metade da década de 1950, a pedido do amigo e colega do extinto Departamento Municipal de Estradas e Rodagem ― DMER ―, Epitácio Cabral (o “Tio Pita”), já falecido, desenhou a logo do Pará Clube.
Pita seria ligado ao banqueiro Adalberto Marques, velho membro do castelinho do clube.
Bassalo, que à época estava com vinte e poucos anos, não lembra exatamente se havia uma marca anterior, nem das variações que a sua sofreu com o passar dos anos.
Conseguimos a imagem de um título de sócio proprietário da agremiação, datado de 3 de maio de 1960, possivelmente impresso na gráfica Falangola ainda nos anos 1950, batendo com o que disse o Professor:

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PCO emblema do PC criado por Bassalo e o que vigora atualmente no site, ora em construção, do clube fundado no dia 05 de abril de 1903, segundo a Wikipédia.

“―Creio que usei como modelo o antigo escudo do Clube do Remo. Usei apenas as duas cores do PC e troquei CR por PC.”; disse-nos, com despretensão, o Professor Bassalo.

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Mutações do signo AP ― 100 anos do clube Assembléia Paraense

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Hoje, dia 18 de junho de 2020, percebemos um erro gravíssimo sobre as Mutações do signo AP induzido pela fonte consultada: o livro AP Assembléia Paraense Memórias 1915 a 1992 de Mário Dias Teixeira; tal publicação afirma que a datação da foto utilizada nesta publicação, a de sua própria capa, fora tirada em 1929 no Réveillon (diurno?); não o é, mas da visita do Presidente de Portugal, Craveiro Lopes, ao Brasil, que se estendeu a Belém do Pará no dia 23 de junho de 1957:

Desse modo consideramos inválido tudo que segue a partir da barra acerca da marca em elipse; uma vez que tal monograma não compunha a fachada da sede da Assembléia Paraense erigida entre os anos de 1928 e 1929 (a mais glamourosa delas segundo a memória coletiva).
Pedimos desculpas aos leitores e prometemos retomar este assunto em matéria nova; mas adiantamos, baseados nas imagens do documentário de 1957, que há contemporaneidade entre a elipse e o círculo que agora suspeitamos ser obra do Grupo Renovador; talvez até “assinada” por Camilo Porto de Oliveira.
Não apagaremos o nosso erro (por analisar uma imagem com 25 anos de diferença a mais) para demonstrar o quão nociva é uma informação inverídica que pode levar a ciência no rumo da fantasia, da fábula, do engodo…


Conjunto evolução AP

Antonio Paul Albuquerque, no artigo de 05 de abril de 1953, escreveu, como exemplo de demanda ao arquiteto-imaginário-compositor: “Quero um projeto para construção de um clube social”;  curiosamente, a sede campestre da Assembléia Paraense ou estaria em fase projetiva ou de construção, já que Oswaldo Mendes diz, na revista Visão de 09 de novembro de 1956, que ela seria inaugurada “nas primeiras semanas do ano vindouro”, pouco menos de quatro anos da deixa (de Paul).
Não há o que se estranhar com o fato de Paul ter intimidade com a ideia/construção na Tito Franco (do Souza),  afinal seria colega e amigo do futuro vice-presidente do clube,  engenheiro civil Camilo Sá Porto de Oliveira, autor (“coordenador”) do plano e membro do Grupo Renovador, composto por jovens, que em dois anos provocou a valorização de quase sete vezes das ações da agremiação; tanto Paul como Camilo tiveram participação ativa na criação da Escola de Arquitetura da Universidade (Federal) do Pará em 1964 e dela foram professores.
Sobre A Assembléia Paraense de Camilo Porto de Oliveira surgiu A Assembléia Paraense de Milton Monte; Mário Dias Teixeira, em AP Assembléia Paraense Memórias 1915 a 1992, comenta: “Tal qual temos afirmado, duas foram as Sedes Campestres da AP, ambas grandiosas, mas a primeira modesta junto à segunda”.
Milton Monte, engenheiro-arquiteto, também foi discente e docente da Escola de Arquitetura, embrião da atual Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará.
A significância da Assembléia Paraense, a AP, parece estar contida na logo que a identifica; mais: as mudanças gráficas da marca ao longo dos quase 100 anos que serão completados em 27 de dezembro de 2015 estabelecem uma certa relação com os projetos de Porto e Monte (ou com a saúde financeira que propicia obras à fechada sociedade).
Elipse vertical: não há documentação disponível que afirme ser esta a primeira marcadfg
adotada pela Assembléia Paraense, pelo menos nos seus primeiros 14 anos de existência; contudo, é possível vê-la como elemento fixo no frontão do prédio da 4ª sede social (1) na foto de capa do livro de Mário Teixeira que registra a inauguração do prédio como 31/12/1929:

AP conjuntoA bandeira sob a balaustrada (2), com a inscrição AP em um (aparente) círculo, é um fator intrigante* diante do escudo subentendido como designado à manufatura para compor a fachada do prédio, à semelhança do clichê que timbrava papéis do clube:

Papel timbrado AP

Relatório da Diretoria 1956-1959Circular (1ª transformação): ilustra o Relatório da Diretoria 1956-59, que, de acordo com Mendes,  inauguraria a primeira sede campestre (“Cidade Olímpica”) em 1957 com intenção de construir, na Praça da República nº34, uma nova sede social com 20 andares, demolindo a que aparece na foto, “própria” ― esse segundo desenho permanece inalterado, pelo menos até o Relatório da Diretoria 1965-67, extensivo ao ano de 1969 com a publicação de Clóvis Moraes Rêgo: Subsídios para a história da Assembléia Paraense: excerto do relatório do biênio 1965/1967 .
12Circular (2ª transformação): é a logo atual que se destaca no Relatório da Diretoria 1973-75, gestão que abre concurso ao projeto da nova (segunda) sede campestre, um polêmico episódio da história do clube.
O surgimento de novas informações pode alterar as datações de transformação das logos, todavia,  (essas datações) não deverão se distanciar, em demasia, das obras campestres de Camilo e Milton.

*Poderia ser tanto a marca primitiva (desconhecida se houve uma antes de 1929) quanto a manifestação (isolada) de um sócio bandeireiro criativo à espera do réveillon; ou mesmo a banal deformação da elipse pela dobradura do pano; as percepções intrigam porque sugerem uma marca (circular) na antiga fotografia.

Colaboração: Afonso Lobato e Regina Vitória da Fonseca.


Postscriptvm: (10/03/20150):
Para avançar no assunto leia:  Cenário que sugere a colaboração de Paul Albuquerque na sede campestre da AP inaugurada em 1957.

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SER ARQUITETO; por A. Paul de ALBUQUERQUE (Membro do Instituto de Arquitetos do Brasil)

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Existem certas ideias errôneas sobre a função do arquiteto que ficariam esclarecidas ante um exame crítico do papel que cabe a este profissional.
Não importa o tipo ou tamanho do edifício a ser projetado e construído, o arquiteto primeiro procura juntar os dados que lhe dizem respeito, para em seguida selecioná-los e distribuí-los da forma mais lógica e com eles organizar um programa de ação. Entre esses dados ocupam maior destaque as quantias em dinheiro disponíveis ou necessárias, o local e natureza do terreno, sua relação com as vias de acesso, sua orientação e, não menos importante, as necessidades das pessoas que ocuparão o edifício e a finalidade a que se destina – residência, escola ou hospital.
Em seguida o arquiteto analisa os dados conseguidos, para deles, aos poucos, e com muito estudo, fazer uma síntese. A solução, portanto, é o resultado de uma análise e uma síntese e é procurada de dentro para fora. Em outras palavras, as fachadas surgem assim como expressão dos interiores e nunca ao contrário. Os elementos componentes da estrutura são distribuídos integralmente, internamente e externamente. Uma arquitetura de espaço e volumes. O arquiteto em ação assemelha-se ao compositor, que, tendo escrito uma sinfonia, se transforma no condutor da orquestra. Ele deve conhecer, enquanto desenha, todos os materiais a serem empregados e dominá-los por completo. O desenho para ele é um meio de comunicação e não o fim de sua técnica e nisto ele difere do desenhista.
O arquiteto vê o projeto nascer, deu-lhe vida e acompanha seus primeiros passos com a ansiedade de um pai. Ele vê o edifício antes de ser construído, e prevê como ele se portará com o sol, a chuva e os ventos. Imagina-o abrigando seres humanos, e, as vezes, animais também. E assim, dá-lhe forma e dimensão no papel, para em seguida lhe dar forma e volume no espaço e no tempo, exatamente como faria o compositor, ouvindo e fixando sons por meio de notas.
Infelizmente, o arquiteto não é como o pintor, o escritor ou o escultor. O pintor toma seu pincel, o escritor de sua pena e o escultor de seu barro, e , cada um, sozinho, começa a executar uma ideia. Com o arquiteto não é assim. Ele não pode começar nada, a menos que alguém tenha necessidade de seu trabalho e de sua técnica. Nisto ele se distingue do artista puro, pois apesar de ser ele também um artista, o arquiteto, é, acima de tudo, um especialista. Ele não pode sentar-se à sua prancheta e desenhar uma hipotética fábrica, uma residência, ou um prédio de apartamentos, a menos que não desconheça certas condições. A primeira é que alguém lhe tenha falado “Quero um projeto para construção de um clube social”, a segunda, que este alguém lhe tenha fornecido as necessidades deste clube, dados financeiros e espaço. O cliente não está pedindo apenas um desenho, mas se está valendo dos serviços profissionais de um técnico, um planejador por excelência. O cliente quando vai ao dentista não pede que seu dente seja obturado por este ou aquele método, ele quer que o resultado seja bom e dentro de suas possibilidades financeiras. Ele pode, é claro, achar que uma obturação de ouro fica mais bonito que uma de porcelana, isto em dentes incisivos centrais. E então em arquitetura todos entendem de beleza… Mas, em suma, a não ser que alguém concorde em aceitar a ajuda de um arquiteto e lhe dê as realidades de um problema positivo, ele não pode começar. É evidente que o arquiteto pode desenhar pelo simples prazer de desenhar, mas, não esqueçamos que ele também é humano, come, bebe, dorme e vive como os outros.
O arquiteto de hoje não somente é um criador, mas é também um coordenador. Para grandes projetos cerca-se de engenheiros de estruturas, de fundações, mecânicos, técnicos em acústica, em iluminaçãoe e paisagistas. Seu cérebro trabalha sempre fazendo uma combinação lógica, econômica e bela, dos elementos que se transformarão nas partes do edifício. O arquiteto dirige seu sonho desde o princípio até a completa e tangível realização. Não é como o engenheiro civil que pratica “arquitetura” que tem pesadelos comunicados pelo cliente, e que, transmitidas ao desenhista, mal chegam a ser interpretadas antes de serem realizadas. O arquiteto não se esquece de que os erros do médico se enterram, mas os seus ficam à mostra.

Fonte: A Província do Pará de 05 de abril de 1953, página 04.
Colaboração: Aristóteles Guilliod de Miranda.

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O retorno da animação do UFPA 2.0

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Há mais de um mês a coluna direita do BF ficou sem a animação à marca do projeto UFPA 2.0 coordenado pelo professor Flávio Nassar.
Hoje a estagiária Catarina Nefertari nos enviou a nova URL do GIF e a vinheta voltou a funcionar perfeitamente com link ao UFPA 2.0 portal-repositório de raríssima documentação parceiro do BF.

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EUA ultrapassam os 10% de visitas ao BF no trimestre

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O Blog da FAU, apesar de não ser uma publicação bilíngue, tem mais de 10% de suas visitas oriundas dos Estados Unidos da América, ultrapassando Portugal, pais de idioma materno.
O “termômetro” do mapa vai do amarelo ao vermelho, em dégradé; os territórios em branco não acessaram o BF nos últimos 90 dias.
Estamos caminhando ao 5º aniversário do site, em 30 de maio vindouro, em paralelo à chegada da marca de 1/2 milhão de acessos; se as coisas coincidirem atingiremos a média de 100 mil por ano.

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O gigantesco Largo de São Brás e sua ocupação (2)

Na postagem O gigantesco Largo de São Brás e sua ocupação (1) montamos uma cronologia da expansão urbana na extensa área do Largo de São Brás ou: Praça Floriano Peixoto; espaço da Comuna vizinho à Estação da Estrada de Ferro de Bragança.
O jornal A província do Pará de 14 de novembro de 1952 noticia a “concorrência pública” à construção do “maior abrigo de passageiros de Belém”, uma espécie de Clipper capaz de atender às necessidades dos que viajavam ao interior do Estado por rodovias:

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Ao que tudo indica, a mesma Província divulga o “resultado” de tal concorrência, dando como acertada a obra da Estação Rodoviária em 04 de março de 1953:

qwer[Em 1954 a Hudson Motor Car Company fundi-se à Nash-Kelvinator Corporation dando origem à American Motors (AMC) ― apenas para uma anotação econômica.]

Contudo, o que se observa no postal publicado em Vista aérea de São Brás no início da década de 1970, é que o desenho assinado por Pinto Martins não corresponde à construção que lá existia, pelo menos 17 anos depois:

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A memória alcança um posto de combustíveis com quatro boxes de pé direito alto à São Jerônimo, destinados à lavagem de ônibus – a Belém-Brasília fora inaugurada em 1959 –; já os demais serviços e a bandeira comercial (Esso?), só os internautas mais idosos podem nos ajudar.
Para os que ainda não se localizaram: o projeto ficaria, tal qual a distinta construção está na foto, onde hoje há o Memorial (Chapéu) do Barata.
Note-se, no postal, que o Terminal Rodoviário Hildegardo Nunes, construído no terreno da Estação Ferroviária de São Brás, está, aparentemente, em fase de acabamento.

Colaboração: Aristóteles Guilliod de Miranda e José  Maria de Castro Abreu Júnior, autores do livro UFPA Memória histórica da Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará 1919/1950 – da fundação à federalização.

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Fatos em foco

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Campus Universitário do Guamá, Belém-PA ― 26 de fevereiro de 2015.

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De volta a Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará

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A maternidade-escola que virou colégio em Belém (2)

Iniciamos o assunto Maternidade Escola de Belém na publicação O gigantesco Largo de São Brás e sua ocupação, quando questionamos: “… até que ponto ele (o projeto) saiu da prancheta de Karman.”.
Na sequência, em A maternidade-escola que virou colégio em Belém (1), especulou-se novamente sobre a autoria do plano do Maternidade Escola de Belém: “… O projeto executado fora o de Jarbas Bela Karman, com os ‘devidos ajustes à aprovação’ diante de parcas verbas; ou: teria a colaboração dos pensadores do Estádio Municipal de Belém?”.


As investigações sobre o edifício do Maternidade Escola de Belém, abandonado por anos  ― possivelmente entre 1957 e 1964 ― até sofrer adaptações e ser inaugurado como Colégio Augusto Meira no início da Ditadura Militar no Estado do Pará, continuam; portanto, aos documentos:

2 o contrato para construção Provincia 27 ago 52 p8

O recorte de A Província do Pará mostra que o Maternidade Escola de Belém, apesar dos CR$1.082.000 repassados pelo Governo Federal entre 1949 e 1950, em agosto de 1952, era apenas um terreno vizinho ao Berço do Pobre de Belém.
O que ocorrera então, dentre 1949 e 1952? Discutira-se, por três anos, como conseguir verbas à monumental proposição de Jarbas Bela Karman?
Contudo, o jornal dá fé à autoria da planta (projeto) ao engenheiro civil Dilermando Cairo de Oliveira Menescal, vencedor de “concorrência pública” que assinaria contrato com a Sociedade Pró-Mater para ser o CONSTRUTOR da “estrutura de concreto armado” do hospital; mais detalhes em A Província do Pará de 31 de agosto de 1952.

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Rastreou-se nos Diários Oficiais da União, um de 1953 e outro de 1956, uma soma de Cr$1.100.000 destinados ao Maternidade Escola de Belém, desta vez atrelado à Sociedade Pró-Mater, presidida pelo médico Clóvis Meira, justamente quem assina o contrato da obra com Dilermando Menescal ― ver as cláusulas do acordo entre as partes em A Província do Pará de 31 de agosto de 1952.

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Composição do Governo Passarinho em Diário Oficial do Estado do Pará de 1964.

Entramos, por ora, em outro hiato: o de 1957 a 1964, quando a “estrutura de concreto armado”  recebeu fechamento para, em 1º de abril de 1965,  ser inaugurado o Colégio Augusto Meira, pelo então governador, a serviço do Golpe Militar de 1964, tenente-coronel Jarbas Gonçalves Passarinho, que tinha como secretário de Estado de Obras, Terras e Águas: o engenheiro Dilermando Menescal ―  já sabido, desde 1952, como autor do projeto do Maternidade Escola de Belém.

Colaboração: Aristóteles Guilliod de Miranda.


Postscriptvm:

maquete  Meira LBA 1982 p47

Estamos no rastro da datação desta foto, publicada em A maternidade-escola que virou colégio em Belém (1); contudo, pelo aqui comprovado, só pode ser de 1952 em diante.

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Fatos em foco

Viagem

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Estádio Municipal de Belém ― na cola do Pacaembu; por José Maria Coelho Bassalo

BassaA imagem daquilo que seria o Estádio Municipal de Belém nos permite deduzir uma possível referência utilizada por Davi Lopes e Augusto Meira Filho para a concepção do projeto: O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – o Pacaembu, em São Paulo.
Penso ser essa uma inferência verossímil por conta de questões como cronologia e semelhanças constatadas pela comparação dos dois projetos.
No texto orginalmente publicado em “A Província do Pará”, ao expressar que “sabe-se do tipo internacionalmente adotado de arquibancadas em forma de anfiteatro…”, Augusto Meira Filho denota familiaridade com estádios anteriormente construídos, dotados de partido arquitetônico semelhantes. O Pacaembu, projetado pelo renomado Escritório Ramos de Azevedo, foi inaugurado, com ampla divulgação na imprensa, em 1940, sete anos antes da apresentação do complexo esportivo belenense. Tal sequência temporal torna possível, portanto, que nossa dupla de projetistas tivesse conhecimento da configuração do modelo paulista, fazendo-se admissível a influência especulada.
Nossa tese, contudo, não se baseia apenas no provável conhecimento do exemplo precedente. Supomos que houve influência, sobretudo, pelas similitudes entre os dois estádios aqui tratados, ainda que percebidas somente pela análise das imagens que dispomos no momento.
O desenho publicado do Estádio Municipal de Belém nos permite identificar princípios, elementos e formas igualmente presentes no Pacaembu, dentre os quais, a nosso ver, afiguram-se como mais nítidos:
– Estádio como parte de um complexo esportivo maior, dotado de vários outros espaços (ginásio, piscina, escola, quadras externas, anfiteatro etc);
– Aproveitamento da topografia do local onde está implantado;
– Adoção de arquibancadas parcialmente cobertas, contínuas, em forma de ferradura ou anfiteatro;
– Lançamento da entrada principal sob a parte curva das arquibancadas;
– Presença de praça em frente à entrada principal;
– Existência de pista de atletismo;
– Presença de pequena colunata no topo das arquibancadas;
– Localização dos vomitórios apenas na parte curva das arquibancadas;
– Posicionamento central das tribunas, acessadas diretamente pela parte de cota mais alta do terreno;
– Erguimento de edificação adjacente ao acesso das tribunas;
– Uso de três torres laterais de iluminação;
– Evidenciação da estrutura na fachada principal curva (pilares à mostra).
Conforme se observa, é factual a verificação de similaridades entre os dois estádios, sobretudo se considerarmos que, em 1947, ainda não estava construído o “tobogã” (como é conhecido) do lado oposto à parte curva das arquibancadas do Pacaembu. Assim sendo, mesmo que com capacidade menor, como demonstra a contagem dos degraus das arquibancadas (31 no Pacaembu e 22 no Municipal de Belém), não nos parece absurdo depreender que a Cidade de Belém ganharia um estádio, se construído fosse, inspirado no precedente paulista.

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A perspectiva do projeto do Estádio Municipal de Belém de 1947 e foto atual do Estádio Municipal de São Paulo (inaugurado em 1940); mesma orientação N/S.

Para melhor entender o assunto leia Estádio Municipal de Belém ― complexo desportivo inexecutado.

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Divulgação/convite à FAU

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Elf Galeria convida para a abertura da exposição Boca de Cena, individual do artista Ruma de Albuquerque.
Ruma apresenta um trabalho em pintura sobre tela, inspirado nas volutas, formas em espiral presentes na arquitetura, que servem como objeto de adorno no arremate de colunas e corrimões.
A mostra, que inicia no próximo sábado, na Elf galeria, foi concebida no interior da nossa maior casa de espetáculos, Theatro da Paz, quando baixava o pano de boca. Os elementos barrocos criam um movimento que, no imaginário do artista, se assemelha ao das águas dos rios quando cortadas pelas embarcações amazônidas. A partir de então, tornaram-se componentes essenciais na elaboração dos estudos, na ampliação do desenho, no preenchimento do espaço para criar volume, na designação de cores e do envelhecimento da pintura por meio de camadas superpostas, que resultam na produção das telas apresentadas na exposição.
A abertura da mostra Boca de Cena acontece no próximo sábado, 28 de fevereiro, das 11 às 14h.
A Elf Galeria está situada na Av. Governador José Malcher, Passagem Bolonha, número 60, em Nazaré. A exposição permanece aberta a visitação até 28 de março, de segunda a sexta-feira, de 10 às 19h e aos sábados, de 10 às 14h.

Conteúdo do e-mail enviado pela Elf Galeria.

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A maternidade-escola que virou colégio em Belém (1)

JBKO Instituto de Pesquisas Hospitalares Arquiteto Jarbas Karman, o IPH, afirma que o primeiro projeto de hospital do mineiro Jarbas Bela karman, engenheiro e arquiteto pela Politécnica da USP e master em Arquitetura Hospitalar pela Yale University, fora o Maternidade Escola de Belém, no ano de 1949.
Também diz o Instituto que “Pela experiência em projetar hospitais como este, Jarbas Karman foi dispensado da apresentação de uma tese em seu mestrado nos EUA.”.

avbEm abril de 1949 o deputado federal pelo Pará, João Guilherme Lameira Bittencourt, do Partido Social Democrático, o mesmo de Magalhães Barata, apresenta à Câmara dos Deputados o Projeto Nº106-A ― 1949 à concessão de “… um auxílio de 5 milhões de cruzeiros para a construção de uma Maternidade-Escola em Belém, Estado do Pará.” que é rejeitado pela Comissão de Finanças.
Neste mesmo 1949 a Maternidade Escola de Belém obteve do governo federal, além dos 882.000 Cruzeiros recebidos para o início das obras, uma dotação orçamentária de 200.000 para dar continuidade, “em ritmo harmonico”,  à sua construção no ano de 1950 (ver o DOU de 12-12-1950 que acrescenta “aparelhamento” nesses 200 mil).
Entretanto, em 1951, Alexandre Zacarias de Assunção assume o governo do Pará, indicando a prefeito Lopo Alvarez de Castro, substituído em 1953 por Celso Cunha da Gama Malcher, o primeiro (prefeito) eleito desde 1912 ― apenas para uma anotação política.
Não se sabe em que fase a obra do hospital parou, nem o ano e o  motivo deste fato, mas seria sua estrutura de concreto aproveitada, nos primeiros anos do Golpe Militar de 1964, para um colégio estadual.


A questão:
O projeto acima, obliquo ao terreno, com orientação para captar os ventos predominantes do quadrante demarcado entre o leste e o norte não poderia ser o mesmo que fora adaptado à inauguração do Colégio Augusto Meira no ano 1965.
Apesar da impossibilidade de se identificar letras e números nas pranchas, a escala da perspectiva revela a monumentalidade do prédio que se assenta quase na diagonal do terreno dois anos antes reservado ao Estádio Municipal de Belém visto pela José Bonifácio, desconsiderando suas características de declive ao Vale do Tucunduba; dando à desconfiança um possível despacho de encomenda estudiosa de quem não conhecia o lugar, o que não seria o caso, já que Jarbas Bela Karman morava, com a esposa, em um hotel de Belém, construindo hospitais a serviço do SESP ― Serviço Especial de Saúde Pública ― pela Amazônia.
Inclusive o PDF do Instituto Karman cita os dizeres do engenheiro-chefe do SESP, Zadir Castelo  Branco, sobre a metodologia na concepção dos projetos hospitalares em Belém naquela época:

“Cada região do Brasil se apresenta, como todos sabemos, com características de temperatura, salubridade, umidade etc. Desse modo, a construção dos hospitais para cada uma dessas regiões terá de atender a esses fatores, para que a população possa encontrar neles, de fato, uma possibilidade para a cura dos males que a aflige. Atendendo a essas circunstâncias e a outras de ordem técnica, existem em Belém seções especializadas para estudo da localização dos hospitais, a distribuição de suas dependências, o material a ser empregado, as condições de higiene, o conforto do pessoal do hospital, o aparelhamento técnico, o controle dos diversos serviços etc. Para execução dessas tarefas são chamados a colaborar, além de desenhistas, que se incumbem de traçar o plano, médicos, engenheiros, enfermeiros, etc., cada um apresentando sugestões, dentro da sua especialidade, sugestões essas que servem de base para o roteiro a ser seguido pelos desenhistas”.


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Contudo, a fotografia acima, que mostra uma maquete bastante distinta do projeto da Maternidade Escola de Belém visto no site do IPH, guarda semelhanças, até hoje, com o Colégio Augusto Meira, inclusive em sua orientação perpendicular/paralela ao terreno, aproveitando-se, como no Estádio Municipal de Belém, de sua topografia; além, claro, de uma espécie de assinatura (ou estilo reduzido, sintetizado…), que suscita, pelo não fechamento, um captador de vento em forma de fole [mesmo desenho do edifício menor do projeto (original) de Karman]:

Augusto Meira Augusto Meira atual na mesma orientação da foto com Mário Pinotti: esquina dos fundos.


A questão:
O projeto executado fora o de Jarbas Bela Karman, com os “devidos ajustes à aprovação” diante de parcas verbas; ou: teria a colaboração dos pensadores do Estádio Municipal de Belém?
Rever a arquibancada do anfiteatro na encosta, justamente na quina onde está a mão anônima, pode ensejar a compreensão da nova configuração dada à Maternidade Escola de Belém (guardadas as devidas proporções e exageros das representações gráficas):

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O fato é que o projeto materializado na maquete da Maternidade Escola de Belém, que acabou por mutilar-se em Colégio Augusto Meira, tem visíveis aproveitamentos da ventilação predominante do este  (e ainda nordeste) e proteções contra a  incidência solar direta, que a obliquidade do original resolvia; habilidades aplicadas que podem assinalar a presença de Karman na proposição diante de Pinotti.
Captadores de vento e brise-soleils parecem ter remediado  a onerosa orientação que livrou seu autor de um paper; contudo, com o Golpe de 1964, Jarbas Passarinho, seu homônimo, transmutou tais soluções em obsoletas para uma gaiola envidraçada, impeditiva da ventilação cruzada ali fundamental (e sabe-se lá quantas aberturas raciocinadas foram cerradas por tijolos), quando nem se imaginava a popularização de aparelhos de refrigeração:

AMMas… este é apenas o começo de uma investigação pública e coletiva.

Colaboração: Aristóteles Guilliod de Miranda.


Postscripvm (28/02/2015):
As investigações e especulações continuam em: A maternidade-escola que virou colégio em Belém (2).

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O gigantesco Largo de São Brás e sua ocupação (1)

São Brás

Desde a monarquia, quando Manoel Odorico Nina Ribeiro fez levantamento para a Vereação do Quinquênio 1883-1886, previa-se um largo de grandes dimensões, com área superior ao Bosque Rodrigues Alves ― o Presidente da Câmara Municipal era João Diogo Clemente Malcher (1882-1886), pois o termo Intendente Municipal só seria adotado de 28 de outubro de 1891 a 11 de novembro de 1930; com a Revolução de 1930, adota-se Prefeito Municipal.
O Largo de São Brás, depois chamado Praça Floriano Peixoto na Planta de Sidrim (1905), limitava-se ao norte pela Estrada de São Jerônimo (hoje Governador José Malcher); ao sul pela Estrada da Constituição, mudada para avenida Gentil Bittencourt; ao leste, pela Barão de Mamoré; e, ao oeste, pela travessa José Bonifácio.
Esse gigantesco logradouro público, com área estimada de 240.000m² (medições tomadas pela régua do Google Earth), só começaria a ser ocupado com a construção do Mercado Renascença entre 1910 e 1911, por Felinto Santoro, também concessionário pela firma Santoro da Costa & C.
Trinta e seis anos mais tarde, no ano de 1947, a Prefeitura Municipal de Belém iniciou uma mobilização popular para erigir um complexo desportivo chamado Estádio Municipal de Belém projetado para ocupar, ao sul do Mercado Renascença (ou de São Brás), 250 metros da José Bonifácio com fundos de 200 metros mínimos ao leste e terreno suficiente à expansão de aproximadamente mais 150m marcados na confluência da Gentil Bittencourt com a perpendicular Barão de Mamoré; nada disto sairia do papel.
No mesmo ano de 1947 a Prefeitura Municipal de Belém cede a área ao norte do Mercado de São Brás, esta refutada pelos idealizadores do Estádio, ao Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários que coloca de pé uma vila de casas  nos primeiros anos da década de 1950.
A Praça Floriano Peixoto, de propriedade da Comuna, teve a Vila do IAPI subtraída de sua superfície ao norte; entretanto, o sul, de 250 metros de frente pela José Bonifácio, só possuía pouco mais de 65m no nível daquela travessa, daí em diante a diferença entre cotas chegava a 10m no acentuado declive ao leste  ― oneroso para qualquer plano que não o raciocínio ao Estádio pelos arquiteto Davi Lopes e engenheiro civil Augusto Meira Filho.
Em 1949 surge a ideia da Maternidade-Escola de Belém; um projeto moderno patrocinado pelo SESP ― Serviço Especial de Saúde Pública ―, assinado por Jarbas Bela Karman, engenheiro e arquiteto mineiro, então residente (de modo itinerante) em Belém. Pouco se sabe deste hospital que recebeu verbas federais para o início de suas obras e continuação, mais um pedido de concessão de auxílio de 5 milhões de cruzeiros negada pela comissão de finanças da Câmara dos Deputados ao parlamentar Lameira Bittencourt; entretanto, esperamos, em breve, discorrer sobre o assunto ― quando descobrirmos até que ponto ele (o projeto) saiu da prancheta de Karman.
No ano de 1952, com o mesmo clamor popular sempre divulgado na imprensa, aparece o Berço do Pobre de Belém, que pela imagem da maquete, ocuparia, efetivamente, uma ínfima área do enorme espaço vizinho à Nave Sul do Mercado de São Brás:

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Decerto a área sul vai sendo ocupada pelo quinhão nivelado pela José Bonifácio surgindo em 1965 o Colégio Augusto Meira que, pela memória dos idosos, mas sem nenhuma comprovação, seria um aproveitamento do esqueleto da Maternidade-Escola de Belém:

unnamedO caso Maternidade-Escola de Belém permanece sob investigação para publicações futuras; aguardem.

Referência: O que vai ser o nosso Estádio ― Rápido esboço do majestoso plano; por Augusto Meira Filho.

 Colaboração: Aristóteles Guilliod de Miranda.


Postscriptvm (02/03/2015):
Há postagens complementares que dão sequência à investigação: A maternidade-escola que virou colégio em Belém (1)  e O gigantesco Largo de São Brás e sua ocupação (2); e nelas: outros avanços.

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Planta da Cidade de Belém ― 1905; por José Sidrim

1905 - José SidrimJPEG ampliável para suficiente leitura dos nomes dos logradouros públicos na época. Panta da Cidade de Belém ― 1905; por José Sidrim (em PDF do BF).

Fonte: Relatório de Antônio Lemos [190(?)].


Nota¹: a Planta de 1905 foi digitalizada pelo BF em alta definição a partir de um original bastante avariado; contudo, deverá ser substituída por uma imagem completa assim que a conseguirmos.

Nota ²: a Planta de 1905, desenhada por José Sidrim, obedece ao plano urbano elaborado por Manoel Odorico Nina Ribeiro até o limite da 1ª Légua Parimonial, “mandada levantar pela Vereação do Quinquênio 1883-1886”, ainda no período monárquico brasileiro.
As alterações de Sidrim restringem-se às novas informações como mudanças ou acréscimos na nomenclatura de vias, ou o surgimento de equipamentos como o Mercado de Ferro do Ver-o-Peso, o Hospital Domingos Freire, etc; além, claro, da personalizada disposição do desenho e caligrafia na carta, mais a divisão da Cidade em 6 distritos político-administrativos legendados por cor.
Há também a preocupação com detalhamentos em áreas de expansão como os bairros do Guamá, Canudos, Marco e Pedreira:

Plantas comparativo

Nota³: a Planta da Cidade do Pará, plano de Nina Ribeiro, está publicada no Blog da FAU como Planta da Cidade de Belém 1899, já que a obtivemos do álbum MDCCCXCIX AMAZONIA; por Arthur Caccavoni para melhor digitalização.
O fato da Planta levantada entre 1883 e 1886 ilustrar uma publicação bilíngue (português/italiano) 10 anos após a Proclamação da República, nos faz crer que Belém nada mudara de modo significativo em treze anos que pudesse corrigir o mapa de Nina Ribeiro.


Postscriptvm (22/02/2015):
O arqueólogo Fernando Luiz Tavares Marques, pesquisador do Goeldi e colaborador do BF, enviou-nos o endereço a uma melhor planta virtual de 1905, clique na imagem abaixo para acessar e bem ampliar com o zoom necessário:

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https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_cartografia/cart168803/cart168803.htmlA Planta da Cidade de Belém… compõe o acervo digital da Biblioteca Nacional.

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Au revoir Professora Célia Bassalo

Faleceu ontem pela parte da tarde a Professora Célia Coelho Bassalo (foto Facebook), diretora eleita do10659428_428905670582026_8493763566778331380_n extinto Centro de Letras e Artes da UFPA na inquietação cultural da década de 1980.
Referência sobre o Art Noveau em Belém como estudiosa e colecionadora de sua produção.
O corpo de Célia está sendo velado no Recanto da Saudade da Diogo Móia (1264) de onde sairá o cortejo fúnebre, às 09 horas de hoje, dia 19 de fevereiro de 2015.
A direção da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, por intermédio do Blog da FAU, solidariza-se  com a angústia da família da Professora  a maiúscula é por mérito ―; em especial com seu filho: o colega e amigo José Maria Coelho Bassalo, Professor desta Faculdade.

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Fatos em foco

MOSQUEIRO C-014Ilha do Mosqueiro, Belém-PA ― 06 de fevereiro de 2015.

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EL PAÍZ ― entrevista com Paulo Mendes da Rocha

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Divulgação

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Anexos do e-mail:

Profesores do Curso de Especialização em Engenharia Urbana, PRÉ-INSCRIÇÃO_Turma 2015 e Ementa Resumida Engenharia Urbana.

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